VIVT3 será maior beneficiada com chegada do 5G no Brasil, dizem Benndorf e Eleven

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A Telefônica Brasil [VIVT3], dona da Vivo, apresentou bons resultados no terceiro trimestre, segundo o Safra, com uma receita sólida impulsionada pela forte receita de serviços móveis e ligeira melhora nas margens Ebitda. 

O balanço da empresa também surpreendeu positivamente o Citi. “A Vivo apresentou bons resultados operacionais, com bom desempenho de receita e Ebitda, refletindo a integração dos clientes da Oi”, afirmou o banco. 

Para o Safra, o resultado final foi outro ponto favorável sustentado pelo reconhecimento de créditos tributários, que levou o lucro líquido a crescer 9,2% ante o ano anterior, bem acima das expectativas.

O setor de telefonia brasileiro vem passando por uma transformação relevante para a implantação do 5G no país. Para Carlos Daltozo, head de research da Eleven Financial, a novidade deve mudar significativamente o cenário, tanto para as companhias quanto para o cliente. Carlos afirma que, além de trazer maior velocidade para o usuário final, o 5G “abre uma janela de oportunidades para as empresas”.

Representado no Ibovespa por Tim [TIMS3], Oi [OIBR3] e Telefônica Brasil [VIVT3], as ações da última são consenso de preferência no setor para Eleven e Benndorf. De acordo com Niels Tahara, head de análise fundamentalista da Benndorf, a chegada do 5G deve ser positiva para todo o setor, sendo um bom momento para investir na área, mas a principal beneficiada deve ser a Telefônica Brasil.

O analista da Benndorf já não é tão otimista quanto ao setor, apesar de aprovar a top pick. “Tem outros setores com uma perspectiva de performance melhor”, afirma.

Ele explica que novas empresas, inclusive algumas de capital aberto como Desktop [DESK3] e Brisanet [BRIT3], têm ganhado espaço no interior do país, alcançando relevância em escala regional e tomando o lugar das gigantes, principalmente em relação ao serviço de dados.

Telefônica Brasil é destaque positivo no setor por possuir maior preparo infraestrutural para receber o 5G, concordam Niels e Carlos. Os analistas ainda pontuam que a empresa é uma boa pagadora de dividendos entre as “teles”. Para o analista da Eleven, a melhor de todas.

“A companhia também apresenta forte geração de caixa e um modelo de negócios resiliente”, complementa o especialista da Benndorf, “além de estar apresentando bom crescimento na linha de fibra óptica”. Além disso, a companhia negocia a cerca de quatro vezes o EV/Ebitda estimado para 2023, um valuation bastante atrativo, segundo Niels. 

VIVT3 rompeu um importante suporte no gráfico diário em R$ 44,50, afirma Filipe Borges, analista técnico da Benndorf Research, e iniciou um movimento de correção em forma de canal estreito de baixa, “uma típica movimentação que não gera muitas oportunidades de compra ou de venda no ativo”. 

Segundo ele, para quem está posicionado, um bom suporte deve estar por volta de R$37,50, para proteger uma operação. “Em curto prazo, não vejo oportunidade nem de compra e nem de venda”.

Gráfico de VIVT3 [Fonte: Filipe Borges/TradingView]

Concorrentes

Em relação aos pares, Oi é destaque negativo, com queda de 37,50% em outubro, enquanto VIVT3 cai 2,20% e TIMS3 avança 3,48%. A empresa vem sofrendo com um processo turbulento de reestruturação. 

Apesar da venda da parte móvel, a dívida bruta se mantém em níveis elevados, rondando os R$ 21 bilhões, “o que deve seguir pressionando os resultados com as despesas financeiras, dada a maior taxa de juros”, disse Niels.

“É um caso muito complexo”, afirma Carlos, “todo mundo acreditava que a venda da Oi Móvel seria a solução para os problemas. Mas não, isso já aconteceu e ainda tem alguns embates jurídicos com as três que compraram”.

A justiça decretou depósito judicial do valor de compra da Oi pela Tim, Vivo e Claro, até que o caso da oferta seja solucionado, mas a “Oi continua queimando o caixa”, aponta o especialista da Eleven.

“Essa é a grande questão, não adianta ela vender a parte da Oi imóvel e continuar queimando caixa mês a mês. Esse valor da venda deve ser consumido nos próximos meses”, diz ele. 

OIBR3 segue forte tendência de baixa, tanto no gráfico diário quanto no gráfico semanal, afirma Filipe Borges, da Benndorf Research. “A ação encontrou uma resistência em R$ 0,70, e a partir desse ponto só caiu”, complementa. 

O analista vê espaço para quedas até R$ 0,18 e nenhuma indicação de compra. “Eu não duvido que a empresa entre com um novo pedido para agrupamento de ações para que R$ 0,01 não represente um percentual tão alto quanto tem no ativo nesse momento”, afirma.

Gráfico de OIBR3 [Fonte: Filipe Borges/TradingView]
A empresa também precisa fazer investimentos para continuar crescendo na parte de fibra óptica, aponta o analista da Benndorf, Niels Tahara, “mas a geração de caixa negativa deve fazer com que esses investimentos sejam baixos”. Ele ainda explica que, atualmente, a participação na V.tal (ex-Infra Co) deve ser a principal fonte de recursos para a companhia, mas esse desinvestimento não tem prazo para acontecer.

Quanto à Tim, Niels enxerga uma Telefônica de bons fundamentos, negociando em linha com o principal par, mas com foco maior em aumentar o ticket médio do móvel. A menor presença no negócio de fibra óptica é percebida como negativa pela casa de análises.

Gráfico de TISMS3 [Fonte: Filipe Borges/TradingView]
O gráfico de TIM está muito consolidado desde julho de 2020, segundo Filipe, e a ação não engata uma boa tendência. “A gente tem uma formação de um triângulo simétrico num gráfico semanal que já duram dois anos praticamente”, explica.

É necessário, segundo o analista técnico, ter um rompimento da linha de tendência de alta para iniciar operações de venda, ou rompimento da linha de tendência de baixa para iniciar operações de compra. O volume também não é nada significativo, além de estar  na região central desse triângulo, que não oferece oportunidades de curto prazo, aponta Filipe.

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