O ciclo de quedas das taxas de juros é um grande beneficiador do nicho das small caps – empresas negociadas na Bolsa que possuem menor valor de mercado. A partir dos cortes na Selic, essas companhias ganham espaço para crescer devido ao crédito mais barato e a redução do custo de dívida, gerando maior expansão de lucros nos trimestres seguintes, de acordo com Max Bohm, estrategista de investimentos da Nomos.
Em portfólio exclusivo, ele destaca as principais small caps nas quais vale a pena ficar de olho. Curiosamente, a maioria delas geralmente passa batido pela grande massa de investidores no dia a dia das negociações na B3.
Allied [ALLD3]
A distribuidora de produtos de tecnologia que atua tanto no mercado nacional quanto internacional é um dos destaques de Max Bohm. Ele explica que, além da presença no varejo, no físico e no digital, a Allied tem cerca de 80% de sua linha de receita vinculada aos segmentos de smartphones e tablets.
Segundo o estrategista, a operação da companhia é caracterizada como “asset light“, sendo pouco intensiva em capital e apresentando baixo nível de imobilização no patrimônio, o que permite que a Allied equilibre custos e mantenha bom retorno sobre o capital investido.
Ele disse ainda que, com participação de aproximadamente 11% no market share nacional em smartphones, a Allied está bem posicionada para se beneficiar da expansão do consumo de tecnologia. “Sua demanda é sensível a juros, e o mercado encontra-se em um momento de transição tecnológica, com a crescente adoção da tecnologia 5G”, acrescentou.
Max também frisa que a empresa busca oportunidades de crescimento por meio da expansão de suas operações na América Latina e do desenvolvimento da própria marca de produtos usados, a Trocafy.

D1000 [DMVF3]
A rede de farmácias opera marcas com elevado reconhecimento de seu público: Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário. Com market share em cerca de 10%, a rede opera nos estados do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Distrito Federal.
Além disso, com valor de mercado de aproximadamente R$ 300 milhões, a D100 negocia com desconto significativo em comparação aos pares do setor, segundo o estrategista da Nomos.
Sendo controlada pela Profarma, uma das maiores distribuidoras de medicamentos do Brasil, a companhia opera sinergicamente com seu controlador, permitindo-a operar com margem bruta de 30%, “o que é elevado em comparação aos padrões do segmento e superior à média dos pares listados na Bolsa”.

International Meal Company (IMC) [MEAL3]
A empresa do segmento de serviços de alimentação atua exclusivamente nas modalidades de rodovias, shoppings e aeroportos, por meio das marcas Pizza Hut, KFC e rede Frango Assado no Brasil, e MargaritaVille nos Estados Unidos, e é mais um dos destaques de Max.
Ele enfatiza que, desde que a Faro Capital se tornou a principal acionista de referência durante o follow-on de 2020, a IMC tem colocado em prática um “ambicioso“ recondicionamento estratégico que visa desinvestir em ativos de baixa sinergia no negócio, além de reduzir sua atuação internacional para concentrar esforços no Brasil e EUA.
“Negociando muito abaixo do seu valor patrimonial, acreditamos que o preço da ação ainda não demonstra as mudanças realizadas nos últimos trimestres, que têm sido refletidas no ganho de margem e na redução da alavancagem”, argumentou.

Aura Minerals [AURA33]
A Aura Minerals é uma mineradora de ouro e cobre com atuação no Brasil, México e Honduras. Avaliada em R$ 2,2 bilhões, a empresa tem receita dolarizada e atualmente apresenta produção de cerca de 166 mil GEO – onças equivalentes de ouro – nos 9M23 e é esperado que chegue entre 231-253 GEO no consolidado de 2023, de acordo com o estrategista.
“Com custo médio próximo a US$1000 e o valor do ouro sendo negociado na máxima histórica, acima de US$ 2000, vemos AURA33 como opção de hedge interessante para proteger o investidor contra riscos geopolíticos e perda do poder de compra da moeda”, ponderou Max.
Além disso, prossegue, com o fluxo de caixa em crescimento devido à maturação de novos projetos, Aura se torna uma maneira “inteligente” de proteção com dividendos.

Orizon [ORVR3]
A companhia atua com a valorização e beneficiamento de resíduos sólidos, administrando aterros sanitários próprios e plantas de conversão do lixo em biogás. Ela recebe o resíduo coletado nas cidades, processa e armazena o lixo. A partir disso, o que tiver potencial para produção de biogás será convertido, retornando à indústria como novos produtos.
Segundo Max, por estar inserida em um setor resiliente da economia e com elevado apelo social, o mercado da empresa cresce como consequência da carência em nosso país, uma vez que menos de 10% do nosso lixo é reciclado.
Simultaneamente, ele continua, o setor é protegido por elevadas barreiras à entrada, com o custo para a inauguração de um aterro sendo alto, além de demorado – em média, 5 anos –, fazendo com que seus ativos se tornem escassos e valiosos. “Operando em um mercado pulverizado, enxergamos a Orizon bem posicionada para se tornar uma incumbente no setor.”

Unifique [FIQE3]
A Unifique é uma provedora independente de banda larga em fibra ótica que atua na região sul do país, sobretudo no estado de Santa Catarina. Sua linha de receitas se divide entre 80% em venda diretamente para o consumidor (B2C) e 20% para outras empresas (B2B).
A companhia cresce tanto de maneira inorgânica, adquirindo pequenos provedores de internet e incorporando suas bases de clientes, quanto orgânica, ampliando os pontos de acesso para sua rede banda larga.
Avaliada em R$ 1,4 bilhão, FIQE3 é a mais descontada entre seus pares da Bolsa, como Desktop [DESK3] e Brisanet [BRIT3], e apresenta baixa alavancagem, Max ressalta. O estrategista disse ainda que a companhia demonstrou redução no churn – taxa de desligamento do serviço – e melhoria nos níveis de inadimplência nos últimos resultados.
“Com base na grande carência de cobertura de banda larga no país, Unifique apresenta grandes perspectivas de crescimento, o que deve resultar em uma forte valorização da ação na Bolsa” concluiu.
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