Saída repentina de Wilson Ferreira Júnior da Eletrobras gera incerteza

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A inesperada renúncia do CEO da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, provavelmente causará incertezas na maior empresa de serviços públicos da América Latina e terá impacto negativo nas ações da empresa a curto prazo, segundo analistas.

Ferreira apresentou sua renúncia na segunda-feira (14), após menos de um ano no cargo, o que levou as ações da Eletrobras [ELET3; ELET6] a caírem mais de 3% nesta terça-feira (15). Ele foi substituído por Ivan Monteiro, ex-diretor da Petrobras [PETR3; PETR4].

A Eletrobras informou em comunicado que o conselho de administração elegeu o presidente do conselho e antigo diretor da Petrobras, Ivan Monteiro, para substituir Ferreira Júnior. Vicente Falconi Campos irá substituir Monteiro na liderança do conselho, acrescentou o fato relevante.

Algumas análises esperam que Monteiro mantenha a estratégia da Eletrobras adotada sob o comando de Ferreira, mas a saída ainda não totalmente explicada levantou dúvidas. Ferreira foi fundamental na privatização da Eletrobras, concluída no ano passado, quando o governo diluiu sua participação na empresa.

Ele liderou a companhia pela primeira vez de 2016 até o início de 2021, sob a gestão de Michel Temer, quando foi nomeado para supervisionar a privatização. Depois de uma breve passagem pela distribuidora de combustíveis Vibra [VBBR3], Ferreira retornou à Eletrobras no final de 2022.

Em nota aos clientes, analistas do JP Morgan escreveram que o comunicado da Eletrobras anunciando a saída de Ferreira carecia de detalhes e provocou especulações sobre por que ele abandonaria um pacote de compensação generoso. “Acreditamos que sua saída se deve a motivos pessoais, mas não podemos descartar outras possibilidades”, disseram, incluindo uma possível pressão do novo governo de esquerda do Brasil.

No início deste ano, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Supremo Tribunal Federal que lhe concedesse poder de voto na Eletrobras proporcional à participação do governo na companhia.

O governo detém cerca de 43% das ações ordinárias da Eletrobras, mas os acionistas são proibidos por lei de exercer poder de voto superior a 10%. Os analistas disseram que o sell-off de terça-feira não foi tão forte como alguns temiam, já que Monteiro conta com o apoio de alguns investidores. Em comunicado, o Itaú BBA descreveu o novo diretor como um “executivo bem conceituado” que adquiriu valiosa experiência como membro do conselho da Eletrobras.

(Com Reuters)

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