Como funciona o Aluguel de Ações?

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Mesmo quando o mercado sofre grandes oscilações, como é o caso dos últimos dois meses, algumas ações parecem simplesmente não acompanhar o alvoroço. Nesse caso, parte dos investidores recorre a uma ferramenta não tão famosa no universo do mercado financeiro: o aluguel de ações.

Este mecanismo, também chamado de venda a descoberto, consiste no empréstimo de uma parcela de ações que um investidor – denominado doador – realiza a outro – chamado de tomador. A negociação é intermediada pela B3, o que acaba garantindo um baixo risco para a operação. 

Além das ações, outros ativos que também podem ser alugados são Certificados de Depósitos de Ações (Units), Brazilian Depositary Receipts (BDRs), Fundos Imobiliários (FIIs) e Exchange-traded Funds (ETFs).

Para investir nessa modalidade, é preciso possuir um home broker e uma conta em corretora autorizada a realizar esse tipo de transação. Os tomadores precisam apresentar garantias de que estão aptos a quitar sua despesa, podendo utilizar Letras de Crédito Imobiliário ou do Agronegócio (LCI ou LCA), títulos do Tesouro Direto ou Certificados de Depósito Bancário (CDBs).

Preços e contratos

Uma das modalidades de contrato de aluguel mais conhecida é a que possui vencimento fixo. Ou seja, o período total determinado no início do negócio precisa ser cumprido tanto pelo tomador quanto pelo doador e, portanto, o locatário irá pagar o valor total da duração. 

Já em outros casos, o doador pode cancelar o contrato a qualquer momento e o tomador, por sua vez, paga apenas o valor correspondente ao tempo em que alugou os ativos. 

Em relação ao preço do aluguel, Erik Pajunk, assessor de renda variável da Nomos, diz que tudo depende da oferta e da demanda pelo ativo desejado. “Em um cenário em que há poucas ações para serem alugadas, a tendência é que o preço desse aluguel suba”, exemplificou. 

O especialista também explica que o retorno das ações ao doador é feito na maioria das vezes de forma automática, dando destaque à corretora XP Investimentos. Segundo ele, quando o contrato acaba, as ações já retornam ao proprietário. 

“A partir do momento que o doador vende suas ações, a XP já liquida seu contrato de aluguel doado para que o investidor possa concretizar seu negócio sem nenhum tipo de falha de liquidação”, disse ele, caracterizando outro tipo de fim de contrato de aluguel. 

Perfil dos investidores

De acordo com Panjuk, os doadores costumam ter uma visão mais a médio ou longo prazo para os ativos que desejam alugar, já que estar sem eles por um período de tempo não é um problema. O aluguel seria uma forma de aumentar o lucro de sua carteira a partir de uma transação mais segura.

No caso do tomador, o cenário é outro: investidores nesta ponta da negociação costumam ter perfil mais agressivo, apostando na queda do preço dessas ações em um curto prazo. 

“É uma operação mais agressiva por alguns motivos, mas talvez o principal seja porque você perde na alta do preço da ação e não tem limite para quanto uma ação pode subir”, afirmou. “Ou seja, a perda máxima nesse tipo de operação é ilimitada.”

Outro fator de risco apontado pelo especialista consiste justamente no fato de o investidor pegar “emprestado” os ativos de outro e precisar pagar a taxa de aluguel – além de devolver os ativos ao final. Caso a operação falhe, o prejuízo não se concentra somente no aluguel, mas também no fato de ser necessário recomprar os ativos a um preço maior que o vendido. 

Os direitos

Uma das maiores dúvidas em torno do aluguel é em relação aos direitos que cada investidor tem sobre os ativos. De acordo com o site da B3, o direito político de voto em assembleias de acionistas da empresa é transferido ao tomador durante o período de aluguel.

Segundo o órgão, o proprietário estará “ausente de sua base acionária, uma vez que, formalmente, não é mais proprietário do ativo enquanto o mesmo [sic] estiver emprestado”.

Por outro lado, os direitos aos proventos – dividendos, juros sobre capital próprio, bonificações, subscrições de ações – seguem sendo do doador. 

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