Após escorregar para o nível dos 123 mil pontos na mínima da sessão, o Ibovespa adentra a tarde desta terça-feira (16) na faixa dos 124 mil pontos. O incentivo, ainda que moderado, vem das ações da Petrobras [PETR3;PETR4], que miram alta ante a tentativa de valorização do petróleo.
Além disso, há expectativas de que Israel irá responder aos ataques aéreos que sofreu do Irã no fim de semana, o que pressionaria mais a inflação e retardaria o início do corte de juros em economias desenvolvidas, sobretudo nos Estados Unidos.
Do exterior ainda pesam as dúvidas relacionadas à economia chinesa, mesmo após o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país asiático no primeiro trimestre surpreender. No entanto, as vendas do varejo e a produção industrial da China cresceram menos do que o estimado, e o setor imobiliário sugere fragilidade.
Somado ao clima de preocupação externa, as questões fiscais também reforçam cuidado.
Ontem (15), a equipe econômica anunciou mudanças nas metas para as contas públicas em 2025 e 2026, adiando a expectativa de colocar as contas do Brasil no azul. Por exemplo, o alvo de 2025 foi reduzido de um superávit de 0,5% do PIB para um resultado primário zero – meta igual à deste ano, que não foi alterada.
No cenário corporativo, as ações da JBS [JBSS3] registram alta, após o Barclays elevar sua recomendação de equal-weight para overweight e atribuir preço-alvo de R$ 30,00.
No setor de papel e celulose, os papéis da Suzano [SUZB3] e Klabin [KLBN11] avançam, beneficiadas pelo avanço do dólar ante o real, por serem empresas exportadoras.
Simultaneamente, os papéis das varejistas Arezzo [ARZZ3], Grupo Soma [SOMA3], Lojas Renner [LREN3], Magazine Luiza [MGLU3], Petz [PETZ3] e Casas Bahia [BHIA3] operam em alta, pressionado pela alta em toda curva de juros, refletindo as alterações da meta fiscal e do avanço do dólar, com crescente aversão ao risco no exterior.
Entre as petroleiras, as ações da Prio [PRIO3], 3R Petroleum [RRRP3] e PetroReconcavo [RECV3] operam em queda, seguindo o desempenho da commodity no mercado internacional no início da sessão, à medida que as atenções seguem em conflitos no Oriente Médio.
Ao mesmo tempo, os papéis da Azul [AZUL4] operam em queda, pressionados pela alta do dólar, por serem empresas com dívidas cotadas na moeda.
Fora do Ibovespa, os ativos da Helbor [HBOR3] avançam. As vendas brutas totais de Helbor no primeiro trimestre atingiram R$ 443 milhões, um aumento de 4,1% na comparação com o quarto trimestre de 2023, e 25,3% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.
🇧🇷 Ibovespa -0,37% (124.871 pontos)
💵 Dólar +1,64% (R$ 5,26)
Commodities
Os contratos futuros do petróleo operam em alta, após oscilarem durante a manhã. O Commerzbank comenta a clientes que “não há pânico” nos mercados de commodities, após o ataque do Irã a Israel no fim de semana, o que o banco alemão disse que surpreendeu, com a percepção de que o mercado já estaria preparado para o episódio.
O Commerzbank ainda menciona que a China importou mais petróleo e exportou mais derivados em março, segundo dados recentes do país.
Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência de maio recuou 2,78%, após três sessões consecutivas de ganhos.
🛢 Brent/Junho -0,16% (US$ 89,96)
🛢 WTI/Maio -0,09% (US$ 85,33)
🇸🇬 Minério de ferro -2,06% (US$ 109,90)