Como ajustes nos preços dos combustíveis da Petrobras podem afetar a inflação

whatsapp-image-2022-10-27-at-07.59.16

Petrobras [PETR3;PETR4] sofreu queda de mais de 1% no pregão da última sexta-feira (20), após anunciar novo reajuste no preço dos combustíveis. O diesel aumenta 6,6%, ou R$ 0,25 por litro, enquanto a gasolina foi reduzida 4%, ou R$ 0,12. 

O último reajuste tinha ocorrido cerca de dois meses atrás, por volta de 15 de agosto.

A atual política de preços da Petrobras busca entregar menos volatilidade nos preços dos combustíveis no Brasil, de acordo com o analista da Levante João Abdouni.

Ele diz que, com os novos reajustes, estes produtos são negociados cerca de R$ 0,30 mais baratos no Brasil quando comparados com a paridade internacional – com defasagem de 9,7%. 

“Mesmo assim, este patamar permite à empresa manter uma rentabilidade ainda elevada”, explica Abdouni.

As estimativas do analista é que a Petrobras apresente lucro líquido de R$ 100 bilhões para os próximos doze meses e pague 15% de dividendos aos acionistas. 

Quanto ao efeito dessa mudança na inflação brasileira, Abdouni argumenta que o impacto do diesel será muito maior, devido à cadeia de transporte ser movida por esse combustível.

“Dessa maneira, o impacto teria um número maior de derivadas, e, mesmo que seja mais lento, deve levar a uma elevação maior no IPCA do que a redução da gasolina.

O economista da Eleven Rafael Rondinelli calculou impacto potencial em 0,08 ponto percentual no IPCA em 2023, com alta para o diesel e queda na gasolina, dividido entre outubro – 0,03 p.p – e novembro – 0,05 p.p. 

Entretanto, no momento, Rondinelli não altera a projeção para o IPCA de 2023, projetada em 4,90%, mas “adiciono viés de baixa a esse valor”, afirma o economista.

Atualmente a Petrobras negocia a 1,35 vezes o valor patrimonial, 35% acima da média histórica, e 5 vezes lucro, o que é um patamar em linha com seu valuation de tempos passados. 

“No entanto, o lucro atual pode ser considerado um super lucro e, possivelmente, não se mantenha nos próximos anos, à medida que a atual administração consiga executar seus projetos”, explica o analista.

Ele destaca a preferência por VIbra [VBBR3] e Prio [PRIO3].

O analista da Eleven Felipe Ruppenthal também recomenda PRIO3, e indica 3R [RRRP3] como outra oportunidade melhor que Petrobras como investimento. 

“Ambas possuem um horizonte de crescimento significativo e um programa de investimento claro, sem o risco de interferência governamental”, conclui Ruppenthal.

No curto prazo, PETR4 está com pivô de alta já confirmado a partir do rompimento dos R$ 31,00. Segundo o analista técnico Filipe Borges, o alvo dessa operação era entre R$ 36,00 e R$ 40,00, o que deixa Petrobras em região de alvo. 

Desempenho de dois dias de PETR4. [Fonte: TradingView/Filipe Borges]
Ele diz que, para a swing trade, faz sentido colocar stop para a proteção de posição abaixo dos R$ 37,30. Entretanto, se o ativo continuar performando bem e subindo, o alvo principal em PETR4 é R$ 40,50. 

Para novas compras não há indicação do analista, uma vez que não há uma boa gestão de risco se colocadas médias móveis no gráfico também.

“O ativo está bem afastado das médias, o que não justifica uma entrada nesse momento, apenas manutenção já para quem está comprado”, conclui Borges.

Compartilhe em suas redes!

WhatsApp
Facebook
LinkedIn
PUBLICIDADE

Matérias Relacionadas

PUBLICIDADE

Assine o TradeNews Express!

PUBLICIDADE

A Newsletter mais completa do mercado está de cara nova!

Preencha o formulário e cadastre-se para receber todos os dias.

Saiba os meses que as empresas devem pagar proventos em 2024 e monte sua carteira vencedora

Are you sure want to unlock this post?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?