Além do payroll: conheça as principais ferramentas para monitorar o mercado de trabalho dos EUA

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A primeira semana do mês tradicionalmente insere um compromisso fixo na agenda do mercado financeiro: a divulgação do payroll, relatório oficial de empregos dos EUA. Antes dos dados do payroll, entretanto, os mercados repercutem os outros dois relatórios de emprego dos Estados Unidos: Job Openings and Labor Turnover Survey (JOLTs) e National Employment Report (ADP). 

Entre os três informativos, a maior diferença está no JOLTs, que apresenta vagas de emprego, contratações e separações – resignações, demissões e outras desassociações – ao longo de um mês.

Já o ADP e o payroll são mais semelhantes e medem a mudança mensal no emprego privado não-agrícola nos EUA, detalhando as informações por setor. Entretanto, o ADP é uma pesquisa feita por entidades privadas, que também mostra as variações por tamanho de negócios, enquanto o payroll é feito por agências do governo e inclui informações mais amplas sobre emprego e desemprego.

O payroll é referência para dados do mercado de trabalho americano e, portanto, é considerado o mais “confiável” e se sobressai, mas os demais fornecem informações auxiliares que são “valiosas” na análise do cenário, de acordo com o analista de macroeconomia da Benndorf Research, Marco Ferrini. 

“Um outro fato é que o ADP, historicamente, é uma prévia ruim do payroll”, acrescentou.

Ele diz que independentemente do relatório, sinais de força neste setor têm sido interpretados como notícias ruins pelas bolsas americanas ultimamente, já que representam períodos prolongados de juros no topo da curva e menos atratividade para os investimentos de renda variável.

Além disso, o analista ressalta que o impacto desses relatórios é global, principalmente quando se trata do payroll. Um payroll mais forte do que o esperado, ele prossegue, gera pressão nas curvas de juros futuros e pode levar o Fed a manter os juros mais altos por mais tempo.

“Consequentemente, isso pode forçar o Copom a alterar a trajetória dos juros brasileiros e manter taxas mais elevadas para evitar uma desvalorização muito forte do real ante o dólar e a inflação que resulta desse processo”, concluiu.

 

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