Apareceu no WSJ: O mercado de ações está pesado, mas a carnificina é generalizada

Apple, Microsoft, Amazon, Tesla e as empresas matrizes Google e Facebook respondem por 25% do S&P 500 em 2022. O índice de referência do mercado de ações dos EUA é ponderado pelo valor de mercado. [Foto: Pixabay]

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Oito companhias são culpadas por quase metade da queda do mercado de ações este ano – e a dor não acaba aqui.

Apple, Microsoft, Amazon, Tesla e as empresas matrizes Google e Facebook cresceram tanto nos últimos anos que respondem por 25% do S&P 500 em 2022. O índice de referência do mercado de ações dos EUA é ponderado pelo valor de mercado, o que significa que as maiores empresas têm mais influência.

Até pouco tempo, essas companhias estavam impulsionando o mercado de ações cada vez mais alto. Agora que elas estão fraquejando, o resto do mercado está também. Junto a Nvidia e Netflix, elas são responsáveis por 49,6% das perdas do benchmark em 2022 até esta quinta-feira numa base de retorno total, de acordo com o S&P Dow Jones Indices.

O S&P 500 despencou 18% em 2022, ou 17% se contabilizados dividendos e distribuições de ações. As antigas queridinhas do mercado de ações caíram ainda mais. Netflix caiu 71% e a criadora do Facebook, Meta, e Nvidia caíram 43% e 42%, respectivamente. As outras cinco ações recuaram entre 21% e 36%.

“Elas estão tirando um bom pedaço do retorno do S&P”, disse Anne Wickland, gestora de portfólio na Easterly Investment Partners. “É bem desequilibrado por causa de quantos desses grandes nomes compõem a parte superior do S&P 500”. Como sinal da influência, uma versão do S&P 500 na qual cada ação tem igual peso caiu apenas 13% em 2022.

A negociação dos ativos de tecnologia começou a ruir no final do ano passado, quando ficou claro que a inflação não estava diminuindo. Investidores começaram a apostar em um aperto monetário mais agressivo pelo Federal Reserve, que deu início a uma campanha ambiciosa para subir as taxas de juros. Taxas mais altas são especialmente dolorosas para ações de crescimento (growth stocks), já  que os valuations muitas vezes elevados contam com a expansão dos negócios no futuro.

Até que ponto o Fed vai subir juros é uma questão em aberto – e importante para os investidores tentarem discernir o caminho à frente para as ações de big techs e índices principais. Se a inflação levar muito tempo para baixar, autoridades do banco central poderiam decidir que é necessário aumentar as taxas para níveis mais altos que o atualmente esperado, um desenrolar que provavelmente puniria as ações mais fortes do mercado e potencialmente colocaria a economia em recessão.

Por anos, investidores privilegiaram as ações relativamente caras de companhias de crescimento rápido, muitas delas ligadas à tecnologia, ao invés das contrapartes mais baratas e de crescimento mais lento. A pandemia redobrou essas apostas, assim como a mudança do modo de muitos consumidores trabalharem, socializarem e comprarem remotamente acelerou o crescimento de muitas empresas de tecnologia.

O S&P 500 disparou 90% nos três anos encerrados em 2021. Apple, Microsoft e a dona do Google, Alphabet, ficaram entre as maiores contribuidoras para os ganhos descomunais em cada um desses anos. As ações da Apple, por exemplo, subiram 81% em 2020, enquanto as da Microsoft avançaram 41%.

Alguns estrategistas de mercado dizem que a era de dominância das big techs pode estar no retrovisor. Investidores tem prefiro ações mais baratas durante o seloff. O índice Russell 1000 Value caiu 9,6% em 2022, enquanto o Russell 1000 Growth despencou 27%.

As ações segurando o S&P 500 este ano têm sido Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips, junto a Merck e AbbVie, de acordo com o S&P Dow Jones Indices. As ações de energia saltaram mais de 40% este ano, enquanto a Merck subiu 20% e a AbbVie avançou 13%. Todas as cinco ações foram negociadas esta semana a um múltiplo mais baixo de seus ganhos projetados do que o índice de referência.

“Estamos em um mundo de inflação alta, onde as taxas de juros vão ficar acima da média do que estiveram no passado”, disse Ed Campbell, diretor de gestão e gestor de portfólio na PGIM Quantitative Solutions. “Esse é um ambiente melhor para as ações de valor (value stocks)”.

O negócio multimercado da empresa tem vendido ações de crescimento e comprado ações de valor desde o ano passado, disse ele.

Ações das big techs não são as únicas puxando o mercado para baixo. Nesta semana, grandes varejistas foram punidas, com as ações da Target desabando 25% na quarta-feira, após a companhia frustrar expectativas de lucro, à medida que inflação e custos com a cadeia de suprimentos minaram os ganhos. As ações do Walmart caíram 11% um dia antes, após citar razões similares para um lucro abaixo do esperado.

Mais amplamente, o número de empresas do S&P 500 fechando em mínimas de 52 semanas saltou para 136 em um dia na semana passada, mais de um quarto das integrantes do índice e, de acordo com o FactSet, a maior contagem deste ano. Outro sinal de fraqueza generalizada? O percentual de ações do S&P 500 negociadas acima da média móvel de 50 dias afundou no mesmo dia para 14%, o nível mais baixo desde abril de 2020.

Com a forte influência exercida pelas grandes ações de tecnologia, muitos investidores estão prestando atenção especial a essas empresas ao considerarem perspectivas para o mercado.

Tony Roth, diretor de investimentos da Wilmington Trust, disse que o selloff criou uma oportunidade de compra para ações como Microsoft, Alphabet, Amazon e Apple, além de algumas empresas de semicondutores.

“Essas companhias vão performar muito bem por muitos e muitos anos daqui para a frente”, afirma. “Elas fornecem a infraestrutura, ou a espinha dorsal, para a economia digital agora, e toda a economia foi realmente digitalizada”.

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Versão em português por Isabela Jordão. Baseado no texto originalmente escrito por Karen Langley para o The Wall Street Journal.

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