Autoridade chinesa alerta para surto de Covid dias antes do Ano Novo Lunar

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A Comissão Nacional de Saúde da China alertou sobre a possibilidade de surtos generalizados de Covid-19 nas áreas rurais mais vulneráveis do país, enquanto milhões de cidadãos se preparam para viajar no próximo feriado do Ano Novo Lunar.

As infecções explodiram em toda a China após o relaxamento abrupto das restrições em novembro e dezembro, devido à pressões em meio à  forte recessão econômica e protestos em todo o país contra a política de Covid-zero – que governou o cotidiano chinês nos últimos três anos.

A mudança repentina ocorreu apenas algumas semanas antes do feriado de Ano Novo Lunar que dura uma semana e se inicia em 21 de janeiro. Dezenas de milhões de chineses viajam pelo país para comemorar a data com familiares, inclusive, para muitos, é o único momento do ano para fazer viagens. 

O ritual anual foi suspenso nos últimos três anos, já que as medidas pandêmicas tendiam a ficar mais rígidas durante os meses frios de inverno. Além disso, as autoridades incentivavam o público a comemorar o feriado em casa.

Os longos anos sem a tão tradicional viagem aumentou as expectativas para o Ano Novo Lunar este ano, o primeiro sem restrições rígidas, e para o que alguns economistas apelidaram de “gastos de vingança”.

“O que mais nos preocupa é que já se passaram três anos e as pessoas não foram para casa para passar o Ano Novo”, disse Jiao Yahui, chefe do departamento de administração médica da Comissão Nacional de Saúde, a um programa na emissora estatal China Central Television . “Pode haver uma corrida retaliatória de pessoas das cidades para o campo”, disse ela.

Nas últimas semanas, as maiores cidades da China viram salas de emergência e crematórios lotarem por conta da alta taxa de contaminação da população idosa do país, cujas taxas de vacinação são bem menores que as do público mais jovem. Mas especialistas alertam para a maior gravidade caso isso aconteça no interior da China, onde médicos e enfermeiras estão menos preparados para a doença e as instalações médicas são precárias.

Jiao afirmou que as autoridades de saúde estão trabalhando para coordenar transporte e recursos médicos capazes de ajudar pacientes graves em áreas menos equipadas.

Em um artigo de 29 de dezembro publicado na Frontiers of Medicine, uma revista médica patrocinada pelo Ministério da Educação da China, uma equipe de pesquisadores alertou que algumas províncias rurais no Centro e no Oeste da China seriam atingidas por uma onda de infecções do meio para o final de janeiro. 

A duração e a magnitude do próximo surto “podem ser dramaticamente aumentadas pelas extensas viagens” durante o Ano Novo Lunar, escreveram os pesquisadores.

Aumento as preocupações, as autoridades planejam remover a quarentena e outros requisitos para viagens internacionais na próxima semana, reabrindo efetivamente as fronteiras do país. A decisão levou vários países, como Estados Unidos, Japão e França, a imporem requisitos para viajantes provenientes da China. Pequim expressou sua insatisfação descontentamento com tais medidas e pediu que os países ajam de “maneira proporcional e baseada na ciência”.

 

(The Wall Street Journal)

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