Balança comercial do Brasil pode ficar em segundo plano diante da aprovação da PEC dos Combustíveis; Europa e NY observam dados dos PMIs

ishant-mishra-osWDvhPlGLU-unsplash

As bolsas da Europa ensaiam recuperação após abrirem em queda nesta sexta-feira (01). Os mercados europeus encerraram ontem seu pior trimestre desde março de 2020, e hoje reagem a novos dados da economia do continente. A inflação da Zona do Euro renovou a máxima histórica, com taxa anual de 8,6% em junho. A guerra na Ucrânia, que se arrasta pelo quinto mês, segue alargando os gargalos de oferta. A variação dos preços ao consumidor europeu pressionam o BCE a subir juros, medida prevista para este mês, conforme anunciado por autoridades da instituição. Já o PMI industrial da Zona do Euro caiu para o menor nível em 22 meses. Entretanto, o resultado de 52,1 em junho ficou acima das leituras prévias do indicador. Na Alemanha e Reino Unido, a leitura final dos PMIs do setor manufatureiro também ficou no menor nível em 20 meses, a 52 e 52,8 respectivamente. A marca de 50 separa contração de expansão da atividade econômica.

Os futuros de Nova York operam em queda, após os mercados à vista em Wall Street encerrarem o pior semestre desde 1970. O S&P 500 despencou 21% no período, em meio a temores de que o aperto monetário do Fed gere uma recessão econômica no país. Na semana passada, o PIB dos EUA reportou queda trimestral de 1,6%, além do registrado nas leituras prévias. No início desta semana, o presidente do BC americano, Jerome Powell, disse que atualmente a autoridade monetária sabe “o quão pouco” entende sobre inflação. Ao final da manhã de hoje, investidores acompanham os PMIs dos EUA.

As bolsas da Ásia fecharam em queda generalizada, em linha com a recente aversão ao risco global. Dados de sentimento da economia japonesa acrescentaram cautela à sessão. O índice de confiança da indústria do Japão reportou queda pelo segundo trimestre consecutivo, em reflexo dos lockdowns na China e dos prolongados cortes de oferta.

Por aqui, o segundo semestre começa com novos horizontes fiscais em Brasília. O Senado aprovou a PEC dos Combustíveis ontem à noite, com apenas um voto contrário. A medida vai criar um “auxílio-taxista” de R$200, ajustar o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 e criar um voucher de R$ 1 mil mensais para caminhoneiros. Além disso, estão incluídos no texto a dobragem do vale-gás a famílias de baixa renda, quase R$ 4 bilhões para compensação de estados pela redução do ICMS sobre combustíveis e R$ 2,5 bilhões para subsidiar gratuidade a passageiros idosos nos transportes públicos. O texto deixa R$ 41 bilhões fora do teto de gastos e segue para apreciação da Câmara. A equipe econômica pretende pagar a conta com os recursos da capitalização da Eletrobras, dividendos de estatais e repasses do BNDES.

Compartilhe em suas redes!

WhatsApp
Facebook
LinkedIn
PUBLICIDADE

Matérias Relacionadas

PUBLICIDADE

Assine o TradeNews Express!

PUBLICIDADE

A Newsletter mais completa do mercado está de cara nova!

Preencha o formulário e cadastre-se para receber todos os dias.

Saiba os meses que as empresas devem pagar proventos em 2024 e monte sua carteira vencedora

Are you sure want to unlock this post?
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?