Bolsas da Ásia fecham mistas, em meio a temores com recessão e perspectivas de melhora na China

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As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta terça-feira (14), divididas entre a preocupação com a intensidade do aperto monetário do Fed — que poderia causar uma recessão global — e a perspectiva de melhora do cenário econômico na China. Enquanto a bolsa sul-coreana renovou a mínima de fechamento em 19 meses, o índice de Hong Kong ficou praticamente estável.

A bolsa do Japão teve outro dia de perdas, com baixa generalizada dos papéis, em compasso de espera pela decisão do Fed. O banco central americano vai se pronunciar amanhã (15), e parte do mercado especula sobre um aumento de 0,75 p.p. da taxa de juros dos EUA. Números recentes da inflação ao consumidor americana intensificaram globalmente temores de que o Fed adote uma postura mais rígida para combater a inflação. A companhia de videogames Nexon caiu 5,65%, enquanto a farmacêutica Daiichi Sankyo despencou 7%.

Por outro lado, o índice de Xangai registrou alta firme, apoiada pela valorização de ativos de montadoras de automóveis e do setor de energia. O desempenho dos futuros de petróleo e a recuperação das perspectivas de vendas de veículos impulsionaram o movimento. A Great Wall Motor subiu 7,3%, enquanto a Chongqing Changan Automobile disparou 10%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi renovou a mínima de fechamento desde novembro de 2020 pelo segundo dia seguido. Foi a sexta queda consecutiva da praça sul-coreana, diante dos temores de recessão global levantados pelo Fed e da retirada de capital por parte dos investidores estrangeiros e institucionais.

Além disso, há uma greve de caminhoneiros em curso na Coreia do Sul. Os motoristas protestam pelos preços do diesel, já 50% superiores aos do mesmo período no passado. A proximidade do fim de um programa de salário mínimo para a categoria, iniciado em 2020, também é pauta das manifestações.

Milhares de caminhoneiros se recusam a trabalhar, e os que se mantiveram em atividade têm sido impedidos pelos manifestantes. O custo para indústrias essenciais atingiu aproximadamente 1,6 trilhão de wons na semana passada, equivalente a US$ 1,2 bilhão, conforme dito pelo Ministério do Comércio, Indústria e Energia sul-coreano.

Uma porta-voz da Hyundai afirmou que o protesto interrompeu a produção no complexo de Ulsan, o maior da companhia na Coreia do Sul. As ações da empresa tombaram 6,1% na sessão.

🇨🇳 Shanghai +1,02% (3.288,91 pts)

🇯🇵 Nikkei -1,32% (26.629,86 pts.)

🇭🇰 Hang Seng +0,10% (21.067,99 pts.)

🇰🇷 Kospi -0,46% (2.492,97 pts.)

 

Com informações do Dow Jones Newswires.

 

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