Bolsas da Ásia fecham positivas, com dados de economia da China e diálogo do país com os EUA

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As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira (05), à exceção do índice de Xangai, que teve queda marginal. Os mercados do continente repercutiram dados da economia chinesa, que confirmaram a retomada do crescimento.

A leitura final do PMI composto da China — que engloba os setores industrial e de serviços — avançou de 42,2 em maio para 55,3 em junho. O indicador, produzido pela S&P Global junto à Caixin Media, reportou crescimento após três meses seguidos de queda, com recuperação em ambos os setores observados. A leitura acima da marca de 50 indica expansão da atividade econômica.

Wang Zhe, economista da Caixin Media, comentou que “oferta, demanda e exportações melhoraram em sincronia, com a recuperação da oferta com maior rapidez”. “No geral, os surtos regionais de Covid-19 foram controlados e restrições foram afrouxadas em junho, facilitando uma recuperação gradual nas operações comerciais”, acrescentou.

Em contrapartida, o mercado de trabalho continuou fraco, com baixo emprego e manutenção dos trabalhos atrasados. “Os custos de insumos das empresas continuaram subindo, especialmente para fabricantes prejudicados pelos altos custos de matérias-primas e logística. As consequências da pandemia na oferta e na demanda transmitidos ao mercado de trabalho se deterioram a um ritmo mais rápido nos setores de manufatura e serviços”, explicou Zhe.

Investidores asiáticos também monitoraram o diálogo entre EUA e China, em meio a expectativas de que o presidente americano, Joe Biden, revogue tarifas sobre importações chinesas para aliviar a inflação.

Todavia, economistas consultados pelo Wall Street Journal disseram que remover as tributações não teriam impacto significativo na pressão inflacionária. Além disso, o corte de impostos não traria nenhuma mudança fundamental na relação entre os dois países.

“A dimensão da redução de tarifas não deve alterar fundamentalmente a inflação dos EUA ou o panorama de exportações da China”, disse Frank Benzimra, estrategista-chefe de ativos da Ásia no Société Générale. Investidores devem se concentrar em outras tensões entre os dois países, como exportação e restrições a investimentos, ele acrescenta.

Na Coreia do Sul, a taxa anual do índice de preços ao consumidor (CPI) subiu para 6% em junho, nível mais alto desde novembro de 1998. O resultado veio levemente acima das projeções, de 5,9%, e reforçou expectativas de que Banco da Coreia (BoK) aumente a taxa básica de juros em 0,5 p.p. na semana que vem, em vez dos habituais 0,25 p.p., para conter a inflação.

🇨🇳 Shanghai -0,04% (3.404)

🇯🇵 Nikkei +1,03% (26.423)

🇭🇰 Hang Seng +0,10% (21.853)

🇰🇷 Kospi +1,80% (2.341)


Com informações do Dow Jones Newswires e da Agência Estado.

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