Bolsas da Europa e futuros dos EUA sobem, enquanto Ásia cai; Ata do Copom e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Bolsas da Europa e futuros dos EUA sobem, enquanto Ásia cai; Ata do Copom e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje


Os índices futuros nos EUA operam em leve alta na manhã desta terça-feira (14), enquanto a Ásia registrou perdas generalizadas, em meio à cautela frente aos possíveis impactos econômicos da nova variante Ômicron e aos esforços dos bancos centrais ao redor do mundo para conter a elevação da inflação.

As ações de empresas asiáticas sofreram com as preocupações envolvendo a repressão de Pequim ao endividado setor imobiliário da China ganhando força novamente. A desaceleração imobiliária do país provavelmente minou a atividade econômica em novembro.

A decisão de política monetária do Fed, que será conhecida na quarta-feira, pode provocar oscilações no mercado. Os investidores estão lutando com as implicações da redução do suporte à política monetária, enquanto aguardam mais clareza sobre as ameaças econômicas da Ômicron.

Do lado corporativo, Elon Musk está acelerando sua alienação de ações da Tesla após postagem do Twitter no mês passado. Musk vendeu outras 934.091 ações por cerca de US $ 906,5 milhões para cobrir impostos sobre o exercício de 2,1 milhões de opções, de acordo com documentos regulatórios datados desta segunda-feira.

No Brasil, às 8h, será divulgada a ata do Comitê de Política Monetária (Copom). O tom mais hawkish do comunicado do Copom, neutralizada pelo IPCA de novembro bem abaixo das projeções, pode ser corrigido nesta terça-feira pela ata. O mercado espera, principalmente, mais detalhes em relação à atividade fraca, tratada de modo superficial pelo Banco Central, desconsiderando seu efeito sobre a inércia inflacionária.

Já às 9h, sai a Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE, que dará uma ideia melhor da atividade no país em outubro. O consenso de economistas consultados pela Refinitiv aponta alta de 0,10% na comparação mensal.

Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam nesta manhã de terça-feira (14), antes dos dados de inflação nesta terça e da reunião do Fed na próxima quarta. Às 10h30 serão divulgados os preços ao produtor de novembro, com projeção de alta de 0,5% na base mensal. Já amanhã, as apostas são que o Federal Reserve irá acelerar o ritmo de redução do tapering.

No momento, a previsão é de que o programa de compra de ativos do banco central terminará em junho de 2022, mas vários membros do Fomc falaram em encerrar as compras mais cedo.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), +0,25%
  • S&P 500 Futuro (EUA), +0,22%
  • Nasdaq Futuro (EUA), +0,10%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em baixa na sessão de hoje à medida que os investidores reavaliam o risco da nova variante, já que a China relatou seu primeiro caso ômicron.

  • Nikkei (Japão), -0,73% (fechado)
  • Shanghai SE (China), -0,53% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,33% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul), -0,46% (fechado)

Europa

Os mercados europeus operam em alta, mas o sentimento permanece de cautela em meio à disseminação contínua da variante Covid do ômicron. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, confirmou ontem que pelo menos um paciente infectado com a nova variante ômicron do Covid-19 morreu no país.

  • FTSE 100 (Reino Unido), +0,60%
  • Dax (Alemanha), +0,37%
  • CAC 40 (França), +0,38%
  • FTSE MIB (Itália), +0,55%

Commodities

Os preços do petróleo sobem nesta quarta-feira, apesar das novas restrições que foram impostas na Europa e na Ásia em meio a um aumento nos casos de coronavírus.

  • Petróleo WTI, +0,73%, a US$ 71,81 o barril
  • Petróleo Brent, +0,78%, a US$ 74,97 o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de -0,61%, a 650,50 iuanes, o equivalente a US$ 102,25

Bitcoin

  • Bitcoin, -3,52% a US$ 47.383,07 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Covid

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, publicou resultados na segunda-feira mostrando que duas doses das vacinas contra covid-19 de Oxford-AstraZeneca e da Pfizer-BioNTech induzem poucos anticorpos neutralizantes contra a ômicron. Isso indica um provável aumento de infecções em pessoas previamente infectadas ou totalmente vacinadas.

Brasil

No Brasil, a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 170, queda de 26% em comparação com o patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. 

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 6.173, o que representa queda de 31% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 139.536.958 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 65,41% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 160.174.849 pessoas, o que representa 75,09% da população.

3. PEC dos Precatórios 

Líderes da Câmara se reunirão hoje (14) no almoço para discutir quais pontos aprovarão da proposta de emenda constitucional (PEC) dos precatórios, mas buscam formas de autorizar o governo federal a não pagar todas as suas dívidas judiciais (os precatórios) por 15 anos e não apenas até 2026, como aprovado pelo Senado. A votação está marcada para a tarde.

A PEC abre espaço fiscal para mais gastos ao permitir que o governo não pague a totalidade de seus precatórios. Pelo texto, será criado um limite por ano, equivalente ao pagamento desse tipo de despesa em 2016, corrigido anualmente pela inflação – o que, em 2022, permitirá ao governo gastar R$ 44 bilhões em outras áreas, dos R$ 89 bilhões que teria que saldar.

Os senadores votaram que essa autorização valerá apenas para 2026, fim do próximo governo, com o argumento de que isso impedirá um estoque muito grande de dívidas não pagas, mas os deputados querem prorrogar esse limite para até 2036, quando acaba o teto de gastos (que proíbe o crescimento das despesas do governo acima da inflação).

O problema, de acordo com técnicos legislativos, é de que o Senado escreveu o texto sobre o limite ser até 2026 de forma a impedir que a Câmara mude o prazo porque, se isso ocorrer, o projeto teria que passar por nova votação pelos senadores, que são contra o prazo maior. Eles defendem que não seria possível promulgar a PEC dessa forma, mas os deputados dizem que há formas de fazer isso. A promulgação, porém, depende de acordo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com o do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Pressão por fundo eleitoral ameaça votação do Orçamento 2022

Partidos liderados pelo Centrão desencadearam um movimento para derrubar o veto de Bolsonaro ao aumento do fundo eleitoral em 2022 e garantir R$ 5,7 bilhões para as campanhas políticas do próximo ano. 

O grupo não aceita liberar recursos adicionais para o governo em 2021 nem votar o Orçamento do ano que vem antes da análise desse veto. O Centrão obstrui a sessão do Congresso ontem (13) e fez a reunião ser cancelada. Com isso, os parlamentares deixaram de votar um projeto que abre um crédito adicional de R$ 300 milhões no Orçamento de 2021 para conceder um vale-gás a famílias carentes a partir deste ano. Além desse projeto, os partidos também barram a votação de outras propostas que liberam gastos no final do ano para o Executivo. Na CMO, a ordem é não votar nem o relatório geral do Orçamento de 2022 antes da derrubada do veto. Isso porque a decisão sobre o fundo eleitoral terá que ser colocada na peça orçamentária.

Câmara aprova marco das ferrovias

Câmara aprovou texto-base do marco das ferrovias e deixou destaques para outra sessão. Até agora, o texto aprovado pela Câmara não tem nenhuma mudança em relação ao projeto aprovado no Senado. Entretanto, ainda falta a apreciação de quatro destaques, que podem alterar o conteúdo da matéria. Os destaques podem ser analisados nesta terça-feira (14).

O projeto prevê a autorização para a construção de novas ferrovias, com a União autorizando a exploração de serviços de transporte ferroviário pelo setor privado, em vez de usar a concessão ou permissão. O prazo do contrato poderá ser de 25 até 99 anos, prorrogáveis.

4. Ata do Copom

Destaque de hoje é para ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), às 8h, que pode trazer explicações mais detalhadas sobre os fatores que levaram o BC a adotar um tom mais hawkish (duro, sinalizando um maior aperto monetário) ao elevar a Selic para 9,25%. Em comunicado, o Copom reforçou preocupação com a inflação, enfatizando que manterá sua estratégia até que se consolide não apenas a desinflação como também a ancoragem das expectativas.

5. Radar Corporativo

Petrobras (PETR4;PETR3) 

A Petrobras informou que na sexta-feira (10), foi paralisada a produção de gás do campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, na Bahia, em virtude do fechamento de válvula submarina do gasoduto de exportação.

Segundo a estatal, as causas da ocorrência estão sendo apuradas. 

Grendene ([ativo=GRDN3]) 

A Grendene (GRDN3) anunciou a antecipação do pagamento de dividendos. A empresa irá liberar R$ 71,6 milhões em dividendos, sendo R$ 0,0794 por cada ação. 

O pagamento será efetuado no dia 28 de dezembro. Para ter direito ao benefício, o acionista deve ter posse do ativo até o dia 16 de dezembro.

Inter (BIDI11)

O Banco Central aprovou aquisição de 100% do capital social da Usend pelo Banco Inter (BIDI11). A Usend é uma empresa de tecnologia financeira sediada nos Estados Unidos, com subsidiárias no Brasil, Canadá e Reino Unido.

BRF (BRFS3)

A BRF (BRFS3) e a Qatar Investment Authority (QIA) decidiram extinguir uma opção de venda de titularidade da QIA, que estava prevista em acordo de acionistas que rege parceria entre ambas as empresas na TBQ Foods, informou a brasileira em comunicado nesta segunda-feira.

A TBQ Foods é uma sociedade holding detida 60% pela BRF e 40% pela QIA, e detém 91,7% das ações emitidas por Banvit, referência na produção de carne de frango da Turquia, que também é um dos maiores mercados de carne “halal” do mundo.

(Com Estadão, Bloomberg e Agência Brasil)

 

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