Bolsas e petróleo caem forte com avanço da ômicron e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Bolsas e petróleo caem forte com avanço da ômicron e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje


Os mercados mundiais operam em queda generalizada na manhã desta segunda-feira (20), com preocupações sobre novas restrições impostas pela Ômicron e após o revés para a agenda econômica do presidente Joe Biden, que levou o Goldman Sachs a cortar as previsões de crescimento dos EUA.

Os investidores avaliam os últimos comentários do senador Joe Manchin, que deixou os democratas com poucas alternativas para reavivar a agenda de Biden após rejeitar o pacote de impostos e despesas de cerca de US$ 2 trilhões. 

Novos bloqueios em partes da Europa para conter a rápida disseminação da Ômicron também estão perturbando os investidores e pesando sobre o sentimento de risco.

A elevação de casos levou a Holanda a voltar aos bloqueios, enquanto o secretário de Saúde do Reino Unido, Sajid Javid, se recusou a descartar medidas mais fortes antes do Natal. Nos Estados Unidos, os bloqueios provavelmente não serão necessários, mas os hospitais podem estar sob pressão, disse o principal conselheiro médico de Biden, Anthony Fauci.

Na China, os bancos anunciaram um corte em sua taxa básica de juros para empréstimos de um ano de 3,85% para 3,8% – o primeiro movimento desde abril de 2020. A maioria dos comerciantes e economistas em uma pesquisa da Reuters esperava cortes na taxa básica de juros. Os pedidos de flexibilização cresceram em meio a uma repressão do setor imobiliário que está pesando sobre a expansão econômica.

No Brasil, que está entrando em ano eleitoral, além da inflação, juros altos e atividade fraca, a cautela é ampliada pela fragilidade fiscal e pelas indicações da volta de Lula no próximo ano.

1. Bolsas Mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA avançam nesta manhã de segunda-feira (20), à medida que os investidores continuam a lutar com o ressurgimento dos casos da Covid e uma mudança iminente na política monetária do Federal Reserve.

Na semana passada, o Fed anunciou um plano mais agressivo para reduzir suas compras de ativos e disse que potencialmente elevará as taxas de juros três vezes no ano que vem.

Veja o desempenho dos mercados futuros:

  • Dow Jones Futuro (EUA), -1,44%
  • S&P 500 Futuro (EUA), -1,49%
  • Nasdaq Futuro (EUA), -1,46%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam em terreno negativo, com vários dos principais mercados da região registrando grandes perdas. Em destaque, a China reduziu sua taxa de juros de referência pela primeira vez em mais de um ano e meio.

  • Nikkei (Japão), -2,13% (fechado)
  • Shanghai SE (China), -1,07% (fechado)
  • Hang Seng Index (Hong Kong), -1,93% (fechado)
  • Kospi (Coreia do Sul), -1,93% (fechado)

Europa

Os mercados europeus operam em baixa, com a rápida propagação da nova variante Covid-19 desencadeando medidas de contenção mais rígidas em todo o continente.

  • FTSE 100 (Reino Unido), -1,95%
  • Dax (Alemanha), 2,50%
  • CAC 40 (França), 2,13%
  • FTSE MIB (Itália), 2,45%

Commodities

Os preços do petróleo recuam com o aumento de casos da variante ômicron na Europa e nos Estados Unidos, alimentando os temores dos investidores de que novas restrições para combater sua disseminação possam atingir a demanda por combustível. A sessão também é de queda para os contratos futuros do minério na China. 

  • Petróleo WTI, -4,42%, a US$ 67,73 o barril
  • Petróleo Brent, -4,09%, a US$ 70,51, o barril
  • Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve queda de -1,32%, a 673,50 iuanes, o equivalente a US$ 105,62

Bitcoin

  • Bitcoin, -2,61% a US$ 46.278,71 (em relação à cotação de 24 horas atrás)

2. Agenda do dia e Covid pelo mundo

Agenda de indicadores

Brasil

8h25: Relatório Focus do Banco Central
15h: Balança comercial semanal

Atenção à Covid

A ômicron está se espalhando pelo mundo à medida que se aproxima a temporada de férias de inverno. A nova variante foi encontrada por meio de testes em  43 dos 50 estados dos EUA  e cerca de 90 países, e o número de casos está dobrando em 1,5 a 3 dias em áreas com transmissão na comunidade, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) no sábado.

No fim de semana, a Holanda anunciou a entrada em um bloqueio total até depois do ano novo, e o presidente dos EUA, Joe Biden, deve fazer um discurso sobre a variante na terça-feira.

A Nova Zelândia afirmou que a morte de um homem de 26 anos pode estar relacionada à inflamação do coração causada pela vacina Covid da Pfizer.

Um porta-voz da Pfizer disse que a empresa estava ciente do relato da morte, monitorou todos os relatos de possíveis eventos adversos e continuou a acreditar que o perfil risco-benefício de sua vacina era positivo.

Reforço com vacina da Pfizer eleva em 175 vezes número de anticorpos neutralizantes

Uma dose de reforço com Pfizer eleva em 175 vezes a quantidade de anticorpos neutralizantes contra a covid-19. Com a AstraZeneca, o resultado foi de 85 vezes e Janssen, de 61 vezes. Já a Coronavac induziu um número sete vezes maior. Os resultados são de estudo encomendado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos (SCTIE), do Ministério da Saúde, e realizado em parceria com a Universidade de Oxford. A pesquisa foi feita com pessoas a partir de 18 anos que haviam tomado duas doses de Coronavac, informa O Globo.

Brasil

No Brasil, a média móvel de mortes por Covid em 7 dias no Brasil ficou em 128, queda de 34% em comparação com o patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa, às 20h. 

Ao menos 6 estados tiveram problemas para apresentar dados ao Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), após a invasão de hackers ao sistema de informação do Ministério da Saúde: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio Grande do Norte e Tocantins.

A média móvel de novos casos em sete dias foi de 3.397, o que representa queda de 62% em relação ao patamar de 14 dias antes. 

Chegou a 141.401.066 de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 66,29% da população.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 160.442.944 pessoas, o que representa 75,21% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 22.777.895 pessoas, ou 10,68% da população.

3. Aumento na rejeição de Bolsonaro leva Centrão a pressionar por Auxílio Brasil de R$ 600

Segundo o blog de Lauro Jardim (Globo), os índices das pesquisas eleitorais recentes atingiram em cheio o coração da campanha do presidente Jair Bolsonaro. Grupo de sustentação do presidente, o Centrão sentiu os reflexos do aumento da rejeição, que atingiu 60% no Datafolha. Nos bastidores, Valdemar Costa Neto, do PL, passou a defender a elevação do Auxílio Brasil dos consensuais R$ 400 para R$ 600. A medida é trabalhada pelos aliados como a única saída para fazer Bolsonaro voltar a se colocar no páreo de forma competitiva.

Lula e Alckmin

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se encontraram publicamente na noite ontem (19), pela primeira vez desde que começaram a negociar uma aliança para disputar a eleição de 2022. Organizado pelo Prerrogativas, grupo de advogados “antilavajatistas”, o batizado “Jantar pela Democracia” reuniu em São Paulo cerca de 500 convidados, incluindo governadores e outras lideranças.

Apesar de não existir uma união formal, o encontro é carregado de simbologia. Governador de São Paulo quatro vezes pelo PSDB, Alckmin se desfiliou na última quarta-feira e estuda convites de três legendas para traçar seu destino político.

4. Estados investem mais de olho nas eleições para governador

Com elevação da arrecadação, despesas obrigatoriamente contidas e já de olho nas eleições para governador em 2022, os Estados aceleram os investimentos em 2021. Nos dez primeiros meses do ano, os investimentos liquidados no agregado dos 26 Estados e do Distrito Federal somaram R$ 27,4 bilhões, aumento real de 28,1% em relação a 2020 e de 48,8% em relação a 2019, sempre considerando iguais meses.

A combinação de receitas crescentes e despesas importantes em queda real deu origem a um superávit primário, que somou R$ 134,4 bilhões nos mesmos dez meses, com alta de 65,2% contra o resultado de 2020 e 111% contra o de 2019, em igual comparação.

Precatórios devem atingir nível de 2020 em 3 anos

A Advocacia-Geral da União (AGU) trabalha com o cenário de que as despesas do governo federal com precatório devem atingir o pico de R$ 89,1 bilhões em 2022 para, em seguida, ter uma ligeira desaceleração e chegar em 2024 no patamar de 2020, em valores corrigidos. Em 2020, o gasto foi de aproximadamente R$ 50 bilhões.

Na avaliação de técnicos da AGU, a “esperança” da equipe econômica é que a curva de precatórios caia com o tempo para que se tenha espaço no teto de gasto para aumentar o volume de pagamentos e, com isso evitar, uma tendência perigosa do estoque a pagar.

Governo estuda MP para ampliar transação tributária

O governo avalia editar uma medida provisória (MP) para ampliar os mecanismos de transação tributária – negociação entre o poder público e o devedor para pagamento de impostos atrasados – como opção ao programa de refinanciamento de dívidas tributárias (Refis) em discussão na Câmara, segundo fontes ouvidas pelo Valor.

A transação sempre foi defendida pela equipe econômica porque permite negociar descontos com quem de fato precisa, por estar em dificuldades financeiras, e considerando a capacidade de pagamento, enquanto o Refis afeta a todas as empresas indistintamente, tenham atingido prejuízo ou lucro, com a concessão de descontos em multas e juros, o que estimularia a inadimplência.

5. Radar Corporativo

Eletrobras (ELET6;ELET3) 

A Eletrobras (ELET3) aprovou o Plano Diretor de Negócios e Gestão 2022-2026, que prevê investimento total de R$ 48,337 bilhões no período.

O plano contempla a capitalização da empresa, do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), que trata da modelagem da desestatização da Eletrobras.

Entre as metas para 2022, a empresa inclui expansão de geração 164 megawatts (MW) e de 193 quilômetros na expansão de transmissão. Além disso, também para o ano que vem, a empresa pretende ter receita oriunda de outros negócios de 3,47% em relação a receita recorrente.

Taesa (TAEE11)

A Taesa (TAEE11) sagrou-se vencedora na  disputa  pelo lote 1, referente  ao  Leilão  de  Transmissão  nº 02/2021 promovido nesta data pela Agência Nacional de Energia Elétrica, com RAP de R$ 129,9 milhões, deságio de 47,7%.

Neoenergia (NEOE3) 

A Neoenergia (NEOE3) arrematou o lote 4 do leilão de transmissão por uma Receita Anual Permitida (RAP) R$ 37,1 milhões.

Energisa (ENGI11)

A Energisa (ENGI11) arrematou lote 5 do leilão de transmissão com deságio de 48,68%, ao ofertar uma Receita Anual Permitida (RAP) de 11,3 milhões.

Isa Cteep (TRPL4) 

A Isa Cteep (TRPL4) distribuirá R$ 114,5 milhões em JCP, o que representa R$ 0,1738 por ação, com ex-direito em 23 de dezembro.

(Com Estadão, Bloomberg e Agência Brasil)

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