Bolsas seguem em alta apesar de preocupação com Ômicron; Opep+ e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

Bolsas seguem em alta apesar de preocupação com Ômicron; Opep+ e mais assuntos que vão movimentar o mercado hoje

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Os índices futuros americanos e as bolsas europeias avançam nesta terça-feira (4) de manhã, apesar da preocupação com a variante Ômicron do coronavírus.

Na agenda, atenção para a divulgação às 12h da oferta de empregos Jolts relativa a novembro nos Estados Unidos, que deve trazer sinais sobre a recuperação da economia. Atenção ainda para a reunião da Opep e seus aliados, que devem manter sua política de modestos aumentos mensais na produção de petróleo.

No Brasil, atenção para a saúde do presidente Jair Bolsonaro (PL) após este sentir dores abdominais em sua folga em Santa Catarina.

Além disso, na segunda-feira, o sindicato de funcionários do Banco Central (Sinal) decidiu que vai aderir à paralisação de servidores de diversos órgão do governo, marcada para o dia 18. A mobilização ocorre em protesto contra a decisão do governo de prever no Orçamento ajuste apenas a policiais federais e certos quadros da área de saúde em 2022.

Confira os destaques:

1. Bolsas mundiais

Estados Unidos

Os índices futuros americanos seguem em alta na manhã desta terça-feira. 

Na segunda-feira, tanto o Dow quanto o S&P iniciaram o ano com fechamentos em patamares recordes, impulsionadas pelo setor de tecnologia, dando continuidade aos resultados fortes da semana de Natal. O Dow avançou 246 pontos; o S&P avançou 0,6%; e o Nasdaq avançou 1,2%, com resultados positivos de Meta Platforms, que é o novo nome do Facebook; Amazon; e Alphabet, dona do Google. 

A Tesla avançou 13,5% após superar as expectativas de entregas para o quarto trimestre e para o período de um ano; a Apple avançou 2,5% e se tornou a primeira empresa a atingir a marca de capitalização de US$ 3 trilhões.

Além disso, a empresas ligadas à reabertura dos mercados após a pandemia de Covid, dos setores aéreos e de cruzeiros, também avançaram na véspera. Uma alta no rendimento dos títulos do Tesouro americano também contribuiu para impulsionar os papéis de bancos nos Estados Unidos. Contudo, o avanço da ômicron segue sendo monitorado: novos casos da variante continuam batendo recordes, com EUA reportando mais de 1 milhão de casos ontem.

Confira o desempenho dos futuros americanos às 7h10 (horário de Brasília):

Dow Jones Futuro (EUA), +0,23%

S&P 500 Futuro (EUA), +0,24%

Nasdaq Futuro (EUA), +0,23%

Ásia

As bolsas asiáticas tiveram desempenhos variados entre si na terça-feira, após dados indicarem crescimento da atividade fabril na China em dezembro. 

Os papéis das ações de tecnologia chinesas listadas em Hong Kong recuaram, após o regulador do ciberespaço da China anunciar que, a partir de 15 de fevereiro, plataformas de internet com dados de mais de 1 milhão de usuários passarão por uma revisão de segurança antes que sejam listadas no estrangeiro. As ações da Tencent perderam 0,84%; as da Meituan perderam 1,7%.

Os papéis do endividado China Evergrande Group avançaram mais de 6% após a volta das negociações após a empresa anunciar na terça-feira que registrou contratos de vendas de propriedades no valor de US$ 67,67 bilhões em 2021, uma queda de mais de 30% em relação ao patamar de 2020. 

Além disso, foi divulgado na terça-feira o Índice do Gerente de Compras Caixin/Markit, que marcou 50,9 pontos, alta em relação ao patamar de 49,9 pontos de novembro. A expectativa de economistas ouvidos pela agência internacional de notícias Reuters era de que o índice marcasse 50 pontos. Qualquer patamar acima de 50 pontos indica expansão; abaixo, retração. 

Divulgado na semana passada, o PMI relativo a dezembro indicou aceleração no crescimento da atividade fabril naquele mês, marcando 50,3 pontos, frente à leitura de 50,1 pontos de novembro. 

Confira o desempenho dos índices da região: 

Nikkei (Japão), +1,77% (fechado)

Shanghai SE (China), -0,2% (fechado)

Hang Seng Index (Hong Kong), +0,06% (fechado)

Kospi (Coreia do Sul), +0,02% (fechado)

Europa

Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as ações de 600 empresas de todos os principais setores de 17 países europeus, avança 0,6% após uma segunda-feira de ganhos. Todos os setores operam no positivo, fora os de saúde e química. 

Ainda há incertezas quanto à pandemia. Diversos países ao redor do mundo vêm reinstituindo medidas de restrição de mobilidade ou de lockdown visando barrar o avanço da variante Ômicron, que é altamente contagiosa. 

Confira o desempenho dos índices da região: 

FTSE 100 (Reino Unido), +1,22%

Dax (Alemanha), +0,37%

CAC 40 (França), +1,02%

FTSE MIB (Itália), +0,31%

Commodities e bitcoin

Os preços do petróleo e do minério de ferro avançam. 

No radar, está a reunião da Opep e seus aliados, que provavelmente manterão sua política de modestos aumentos mensais na produção de petróleo nesta terça, conforme as preocupações de demanda levantadas pela variante Ômicron do coronavírus perdem força e os preços do petróleo se recuperam.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados, conhecida como Opep+, deve decidir se irá prosseguir com um aumento na produção de 400 mil barris por dia em fevereiro, após cortes recordes realizados no ano passado. “No momento, não ouvi falar de nenhum movimento para mudar o curso”, disse à Reuters uma fonte da Opep+.

Commodities

Petróleo WTI, +0,54%, a US$ 76,49 o barril

Petróleo Brent, +0,49%, a US$ 79,37 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian teve alta de 2,23%, a 689 iuanes, o equivalente a US$ 108,43

Bitcoin

Os preços do Bitcoin recuam 1,65%, a US$ 46.445,38

 2. Agenda 

7h: Reunião da Opep

Estados Unidos

12h: Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial ISM relativo a dezembro

12h: Oferta de empregos Jolts relativa a novembro

18h30: Estoques de petróleo na semana, medidos pelo American Petroleum Institute (API)

20h: Total de venda de veículos

Saúde do presidente

O boletim de saúde do presidente Jair Bolsonaro (PL) divulgado na noite de segunda-feira afirma que ainda não há “avaliação definitiva” sobre a necessidade de uma cirurgia. De acordo com o hospital Vila Nova Star, de São Paulo, Bolsonaro apresentou melhora clínica após utilizar a sonda nasogástrica e evoluiu “sem febre ou dor abdominal”. 

Após interromper sua folga em Santa Catarina por conta de desconforto abdominal, o presidente está internado desde a madrugada de segunda-feira tratando de uma obstrução intestinal. Mais cedo na segunda-feira o presidente disse por meio do Twitter que é possível que seja submetido a uma “cirurgia de obstrução interna na região abdominal”. O boletim não fala sobre a perspectiva de alta e, mais cedo na segunda-feira, a Secretaria de Comunicação (Secom) afirmara que não havia previsão. 

O cirurgião Antônio Luiz Macedo, um dos responsáveis por tratar de Bolsonaro após este levar uma facada na campanha eleitoral de 2018, estava em férias nas Bahamas e tomou um avião fretado para atender o presidente. Até a noite de segunda-feira, a previsão era de que chegaria a São Paulo às 2h. 

Ao jornal Valor Econômico, Macedo afirmou: “ainda não  dá pra falar se o presidente precisará ser operado ou não (…) O cirurgião sou eu e quem vai decidir sou eu. Eu preciso fazer um exame clínico, de apalpação de abdômen. Não adianta nada exame [de imagem] como tomografia. É o exame clínico que vai determinar (…) Vou operar se achar necessário”.

3. Mobilização de servidores e desoneração da folha

Na segunda-feira, o sindicato de funcionários do Banco Central (Sinal) anunciou que vai aderir à paralisação de servidores de diversos órgão do governo, marcada para o dia 18. A mobilização ocorre em protesto contra a decisão do governo de prever ajuste apenas a policiais federais e certos quadros da área de saúde em 2022. 

De acordo com o Sinal, cerca de 1.200 funcionários se comprometeram a rejeitar quadros de chefia, caso sejam convidados a assumi-los, de forma similar ao que já vem ocorrendo na mobilização de fiscais da Receita. Os funcionários contabilizados pelo Sinal são quase um terço dos 3.487 trabalhadores do BC. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, há queixa de falta de apoio do presidente da instituição, Roberto Campos Neto. 

A paralisação é articulada pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), que reúne 37 entidades associativas e sindicais e representa cerca de 200 mil servidores. Na semana passada, o Fonacate aprovou um calendário de mobilização por reajuste que inclui a entrega de cargos em comissão e a deliberação sobre greve a partir de fevereiro. 

Entre os fiscais da Receita Federal, o Sindifisco (sindicato da categoria) estima que 1.237 auditores em posições de comando abriram mão de seus postos comissionados. Além da entrega dos cargos de comissão, no fim de dezembro os auditores aprovaram a paralisação de todos os projetos nacionais e do plano operacional do órgão e a adoção de operação-padrão (execução de tarefas com rigor extremo, de forma a travar o fluxo de trabalho) nas aduanas.

Auditores fiscais agropecuários também iniciaram mobilizações na semana passada. Além disso, servidores da área de planejamento do governo decidiram, em assembleia, aprovar um indicativo de paralisação. A medida não deve, no entanto, prejudicar a gestão do Orçamento de 2022, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.  

Desoneração da folha

Reportagem de bastidores do jornal Folha de S. Paulo afirma que a decisão do presidente Jair Bolsonaro de sancionar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de 17 setores sem adotar medidas tributárias para compensar a perda de R$ 9,1 bilhões na arrecadação de 2022 acendeu um alerta no Tribunal de Contas da União (TCU). 

O Ministério da Economia havia recomendado manter a sobretaxa do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito e a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) mais elevada sobre os bancos. Mas a pasta foi ignorada e ambas as cobranças expiraram no fim de 2021. 

No sábado, a Secretaria-Geral da Presidência disse avaliar que a compensação não seria necessária por se tratar da prorrogação de um benefício fiscal já existente e porque a medida teria sido considerada no Relatório de Estimativa de Receita do Projeto de Lei Orçamentária de 2022.

Mas, de acordo com a Folha, integrantes do TCU avaliam que a orientação do tribunal não abre qualquer brecha para conceder benefícios sem que a renúncia esteja prevista no Orçamento ou haja compensação, mesmo no caso de uma política já existente. Além disso, o relator do Orçamento no Congresso, senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) disse que a renúncia não foi considerada no parecer de receitas do Orçamento de 2022, ao contrário do que afirma o governo. 

Na quarta-feira (29), o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, também afirmou que é necessário haver compensação para a prorrogação da desoneração da folha. Mas a sanção foi publicada na sexta (31), sem que houvesse medidas compensatórias. 

4. Suspensão de cruzeiros e Covid no Brasil

Na segunda-feira, as companhias de navios de cruzeiro decidiram voluntariamente suspender novas viagens no Brasil até 21 de janeiro deste ano A Clia (Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros) afirmou na tarde de segunda-feira que a medida ocorre por conta de “incertezas na interpretação e aplicação dos protocolos operacionais previamente aprovados”. 

A suspensão tem efeito imediato para novas partidas, e nenhum turista deve ser embarcado até 21 de janeiro, mas os cruzeiros que já estão em navegação deverão finalizar os roteiros conforme o planejado. 

Após a divulgação do comunicado da Clia Brasil, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga disse que o governo tinha uma portaria que “oferecia segurança para a realização dos cruzeiros e previa situações como essas, de ter casos de covid (…) Já tinha toda a normativa (…) Se as companhias de cruzeiro estão fazendo isso, naturalmente estão observando o que estava na portaria e a segurança [dos passageiros]”. 

Entre os protocolos contam a obrigatoriedade de vacinação completa de passageiros e tripulantes dentro das regras do Plano Nacional de Vacinação. 

Na segunda-feira, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) identificou um “aumento vertiginoso” de casos de Covid a bordo de cruzeiros nos últimos dias. Em nove dias houve 798 registros de casos, uma média de quase 89 por dia entre 26 de dezembro de 3 de janeiro. Todas as cinco embarcações que operam na costa brasileira registraram casos. A agência afirma que os dados reforçam a necessidade de suspensão das viagens de navio no Brasil, medida que havia recomendado anteriormente. 

Balanço Covid

Na segunda-feira (3), o Brasil registrou 74 mortes por Covid-19 em 24 horas. Assim, a média móvel de mortes por Covid em 7 dias ficou em 96, queda de 23% em comparação com o patamar de 14 dias antes, segundo informações do consórcio de veículos de imprensa divulgadas às 20h.

Em um dia foram registrados 12.292 novos casos de Covid. A média móvel de novos casos em sete dias foi de 8.386, o que representa alta de 153% em relação ao patamar de 14 dias antes.

Os números podem ter sido impulsionados por dados represados um ataque hacker realizado em 10 de dezembro contra o site do Ministério da Saúde e ao aplicativo e à página do ConectSUS, que prejudicaram o registro de casos por estados.

O número de pessoas que tomaram ao menos a primeira dose de vacinas atingiu 161.268.710 pessoas, o que representa 75,6% da população.

Chegou a 143.539.325 o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid no Brasil, o equivalente a 67,29% da população.

A dose de reforço foi aplicada em 26.851.013 pessoas, ou 12,59% da população.

5. Radar corporativo

JBS (JBSS3)

A JBS comunicou que concluiu, nesta terça-feira (4), a aquisição da Rivalea, líder na criação e processamento de suínos na Austrália.

Segundo comunicado, a operação fortalece a posição da JBS na Austrália, assumindo a liderança no processamento de suínos no país e adiciona marcas importantes ao portfólio, além de fortalecer a plataforma de exportação da companhia.

Eneva ([ativo=ENEV3]) e Focus (POWE3)

Os Conselhos de  Administração das companhias aprovaram ontem (3) a combinação dos negócios entre Eneva e Focus Energia, com a unificação de suas respectivas bases acionárias. Além disso, convocaram assembleias de acionistas para deliberar sobre a operação.

As AGEs serão realizadas no dia 4 de fevereiro de 2022, às 11 horas.

AES Brasil (AESB3) e Itaú (ITUB4)

A AES Brasil (AESB3) celebrou com o Itaú Unibanco um acordo de investimento, por meio do qual o Itaú subscreverá novas ações preferenciais a serem emitidas no contexto de um aumento de capital a ser realizado pela Guaimbê Solar Holding.

Para isso, o banco aportará R$ 360 milhões na Guaimbê Holding, sociedade controlada pela AES e holding de projetos do Grupo AES Brasil de geração de energia eólica e solar atualmente em operação.

Com a subscrição das novas ações preferenciais emitidas no aumento de capital, o Itaú aumentará a sua participação como acionista da Guaimbê Holding, passando a deter participação de 23,72% de seu capital social.

Tupy (TUPY3) 

A Tupy (TUPY3) informou que, em 30 de dezembro de 2021, no âmbito de ação judicial movida contra a Eletrobras (ELET3;ELET6) que visa a recuperação de juros e correção sobre empréstimo compulsório, recebeu depósito em conta no montante de R$ 78,7 milhões por determinação da 6ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Joinville/SC.

(com Reuters)

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