BR Partners [BRPR11] aposta em oportunidade de captação diante da queda da Selic em 2024

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Após um pico de inadimplência no meio do ano, a nova safra de crédito aponta que as empresas começaram a desalavancar, segundo Vinicius Carmona, um dos diretores da BR Partners [BRBI11]. 

Em evento promovido pela Nomos Investimentos nesta quinta-feira (07), cujo debate principal girou em torno do momento atual e perspectivas do setor, o diretor frisou que 2023 começou com o mercado de crédito praticamente colapsado, o que abalou a confiança do investidor.

Ele diz que os setores de saúde e de educação são os maiores exemplos de grupos que passaram por intenso processo de renegociação e arrendamento de passivo.

“Nossa economia está começando a criar um terreno que passa a apontar para um cenário de maior crescimento para frente. Com a Selic caindo, as empresas começam a ter mais fôlego para captar e investir”, explicou. 

Considerando que a Selic permaneceu estacionada em 13,75% por grande parte do ano, e que o spread de uma empresa “grande e boa” fica em cerca de 2%, o custo da dívida esteve em torno de 16% e 17% em dado momento. Carmona afirmou que “não há tier [nível de importância] que sustente”.

“A gente acredita que 2024 será um ano importante porque, tendo o mercado de capitais como um aliado das empresas, seja por dívida ou pela volta dos follow-ons, haverá mais movimentação e consolidação”, argumentou.

Apesar de projetar melhora para o próximo ano, o diretor já vê avanço no cenário neste semestre, destacando dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) sobre emissão de dívidas, que mostram que o Brasil está retomando outros projetos, retomando a confiança do investidor.

Do ponto de vista dos M&As (fusão e aquisição), como a mortalidade das companhias estava alta no início do ano, Carmona compartilha que era muito difícil ter uma convergência de interesses entre as diferentes partes, seja porque o buyside – o comprador – estava com dificuldade de acessar recursos ou não conseguia levantar o capital para fazer uma aquisição, seja porque o vendedor estava recebendo ofertas incompatíveis com o valor real da empresa.

“Agora, estamos vendo um público ainda longe do de 2021, quando houve um boom de IPOs e follow-ons, que facilitou o acesso aos recursos das empresas, automaticamente cultivando o mercado de M&A”, disse.

Ele compartilhou a atuação recente na Marisa [AMAR3], quando reestruturaram a dívida da varejista e encontraram a oportunidade de fazer uma joint venture – fusão – com o setor de cartões da companhia, o Credsystem, o que ajudou na geração de caixa e melhora na saúde financeira da Marisa.

“A gente espera que essa Selic mais baixa gere mais oportunidades tanto no M&A, quanto no mundo da estruturação de dívidas”, afirmou.

Carmona explica que, com o cenário, a BR Partners focou mais na reestruturação de dívidas dos clientes, visto que o capital de crescimento, esperado para grandes projetos de infraestrutura, nunca chegou por conta desta volatilidade.

“Em 2024, esperamos poder fomentar grandes projetos de infraestrutura, seja em energia, saneamento ou no setor rodoviário, e ajudar o mercado financeiro, sendo uma alavanca de crescimento para o nosso país”, concluiu.

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