Commodities agrícolas: vale a pena investir?

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Soja, café, leite, trigo e milho. Todos esses itens têm uma coisa em comum: são considerados commodities agrícolas. 

Estes produtos movem o comércio mundial, visto que são consumidos por todos os seres humanos e ainda servem de matéria-prima para alimentação animal e fabricação de outras mercadorias.

As commodities agrícolas são produtos primários e homogêneos produzidos no campo, que são submetidos a um mínimo grau de industrialização e podem ser negociados globalmente. 

Esses artigos fazem parte da categoria das soft commodities ou commodities leves. Entre os grãos mais vendidos no Brasil estão soja, café, milho e trigo.

O país é um dos maiores destaques globais das commodities agrícolas, pois possui grande extensão territorial, abundância de recursos naturais, terras cultiváveis e clima favorável.  

Em 2022, esses produtos eram quase 25% do PIB brasileiro. 

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2022/2023 de grãos deve atingir a marca recorde de 317,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 16,5% ou 44,9 milhões de toneladas em relação à safra anterior. 

Além disso, atualmente, o Brasil é o maior produtor e exportador de soja do mundo. Na temporada 2022/23, foram vendidas cerca de 155 milhões de toneladas de soja.

 As commodities agrícolas impulsionam a economia, principalmente de países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil, em que a capacidade industrial e de geração de tecnologia está muito abaixo quando comparada aos outros países do G20. 

Nesse caso, as commodities acabam sendo responsáveis por garantir superávit na balança comercial brasileira. 

Quais são os tipos de investimentos?

O mercado de commodities agrícolas oferece inúmeras possibilidades, porém é importante estar atento às oscilações no mercado internacional para traçar as melhores estratégias a serem adotadas.

Segundo Marco Ferrini, analista de macroeconomia da Benndorf Research, existe uma gama de fatores macroeconômicos que exercem influência no mercado de commodities agrícolas. 

“Os principais são a oferta e demanda global, que resultam do crescimento das economias e populações, mudanças nos hábitos alimentares e demanda por biocombustíveis; condições climáticas; taxas de câmbio; políticas governamentais, como subsídios ou regulações; e eventos geopolíticos, como guerras e sanções econômicas”, explicou.

Existem quatro tipos de negociações de commodities agrícolas disponíveis: mercado físico, mercado a termo, mercado futuro e mercado de opções.

No mercado físico, os produtos agrícolas são vendidos em dinheiro e o pagamento deve ser feito no momento da compra. Esse tipo de transação também é conhecida como spot ou disponível.

Já no mercado a termo, as duas partes realizam um acordo de compra ou venda de um produto em uma data futura previamente definida. 

Nesse tipo de negócio, o preço é definido conforme o valor da commodity no dia da transação, o que evita alterações caso ocorram variações dos valores depois que firmado o contrato. 

O mercado futuro é semelhante ao a termo, com a diferença de que os contratos futuros são padronizados e têm quantidades específicas, além de datas de vencimento previamente definidas. 

Ao negociar no mercado futuro, o investidor não precisa ter as commodities antes de fazer a venda. 

Sendo assim, o investidor pode negociar a sua produção antes mesmo que ela seja colhida, aproveitando as oscilações do mercado e, assim, evitando prejuízos. 

No último mercado, o de opções, o comprador ou o vendedor podem escolher por negociar as commodities agrícolas em uma data futura por um valor preestabelecido. 

Apesar de arriscado, esse tipo de contrato é mais flexível, proporcionando um gerenciamento melhor dos riscos, além de tomadas de decisões mais acertadas, visto que as partes podem se proteger de uma desvalorização já que não são obrigadas a prosseguir com o acordo até o final. 

Recomendações 

Para Júlio Borba, analista fundamentalista da Benndorf Research, as melhores empresas/ações do setor são Kepler Weber [KEPL3] e 3Tentos [TTEN3], pois, apesar de não serem tão bem precificadas, como a SLC Agrícola [SLCE3] e a Brasil Agro [AGRO3], elas não dependem só do preço da commodity.

As outras dependem da execução da estratégia de redução de custo de compra e venda de terrenos também, mas a Kepler Weber e a 3Tentos oferecem produtos, então elas também ganham com aumento de volume de produção. 

“Conforme o agro fica mais tecnológico, ele começa a demandar maior especialização e uma infraestrutura mais avançada, além de insumos mais compatíveis com uma atividade mais intensiva. Nesse caso, a 3Tentos e a Kepler tendem a sair na frente”, afirmou.

Em entrevista ao TradeNews, outros analistas ofereceram suas visões sobre o setor e contaram quais são suas top picks do Agro no momento.

No fim, o tipo de investimento para cada pessoa pode variar de acordo com seu objetivo. O mais importante é ter opções para garantir a compra do insumo no preço mais baixo possível.

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