Commodities: Não falta petróleo, falta capacidade de refinamento, diz Arábia Saudita

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O petróleo opera em queda nesta terça-feira (19), mas encerra a manhã com perdas reduzidas ante os 2% de baixa registrados nas primeiras horas de negociação. Investidores realizam parte dos lucros da véspera, quando as cotações subiram em torno de US$ 5. Preocupações referentes ao impacto negativo de uma possível recessão econômica na demanda por combustíveis ainda pesam no mercado. 

O dólar mais fraco também serviu de suporte para a desvalorização de ontem. A desvalorização do câmbio americano prossegue hoje, mas dá fôlego às cotações do petróleo.

O mercado de commodities também reflete expectativas de aumento nos estoques dos EUA. Em pesquisa preliminar, a Reuters sinalizou que o inventário de barris deve ter subido na semana passada, enquanto as reservas de gasolina provavelmente caíram.

Todavia, questões geopolíticas permanecem no radar. O ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita — liderança efetiva da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) — disse hoje que não vê nenhuma escassez de petróleo no mercado, mas uma ausência da capacidade de refinamento, tornando necessário mais investimento para processar a matéria-prima.

O presidente americano, Joe Biden, visitou a Arábia Saudita na semana passada, em busca de um acordo para aumentar a produção de petróleo, na intenção de aliviar os preços dos combustíveis. Entretanto, autoridades sauditas não deram certezas definitivas sobre as resoluções do encontro.

Ainda, o FMI alertou hoje que qualquer movimento da Rússia para interromper o suprimento de gás para a Europa desencadearia contrações econômicas superiores a 5% na República Checa, Hungria, Eslováquia e Itália, conforme informado pelo Financial Times.

A estatal russa Gazprom, maior exportadora de gás natural do mundo, disse a clientes na Europa que não pode garantir o fornecimento de gás por causa de circunstâncias “extraordinárias”.

O minério de ferro retoma o viés negativo, após o respiro de 4,52% de alta na segunda-feira (18). Apesar de perspectivas otimistas quanto ao incentivo de Pequim ao setor imobiliário chinês, investidores absorvem o número da produção de metal (ferro-gusa), que recuou 5% na última semana de junho.

🇬🇧 Brent -0,51 (US$ 105,77)

🇺🇸 WTI -0,80% (US$ 98,62)

🇨🇳 Minério de ferro -3,27%  (US$ 97,10)

Cotações registradas às 12h05; minério de ferro referente a Qingdao

 

(Com Reuters e Agência Estado)

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