CPI dos EUA é principal driver da sessão, enquanto PEC dos benefícios vai ao segundo turno de votação na Câmara

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As bolsas da Europa operam majoritariamente em queda nesta quarta-feira (13), ao contrário dos futuros de Nova York, que registram ganhos antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA. Os dados saem às 9h30, sendo monitorados de perto ante a busca do mercado por pistas sobre a condução da política monetária do Fed. O BC americano publica o Livro Bege na parte da tarde, e dados das economias alemã e britânica ficam em segundo plano nesta manhã.  

Os índices futuros de Wall Street ensaiam recuperação após três dias de perdas nos mercados à vista, em compasso de espera pela inflação ao consumidor de junho. A Casa Branca projeta uma nova máxima histórica do índice de preços, mas economistas afirmam que a queda nos preços da gasolina e descontos no varejo podem ser sinais de alívio da pressão inflacionária. 

Economistas consultados pelo Wall Street Journal projetam alta de 8,8% da taxa anual. O resultado de maio, que levou o Fed ao maior reajuste da taxa de juros desde 1994, foi de 8,6%. 

“Os dados de inflação parecem próximos de um pico na maioria das principais economias”, comentou Paul O’Connor, chefe de multiativos na Janus Henderson Investors. “Mas acho que os bancos centrais vão querer ver muito mais que isso antes de dar certezas”. 

Mas mesmo se a inflação começar a ceder, investidores esperam que o BC americano continue a subir juros e desfazendo seu programa de compra de títulos este ano. O foco do Fed, disse O’Connor, é garantir que trabalhadores e empresas não comecem a esperar que a inflação se torne arraigada.

Na Europa, a taxa anual de inflação da Alemanha desacelerou em junho, conforme a primeira estimativa. O resultado final apontou alta de 7,6% nos preços ao consumidor, também confirmando a projeção dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Em maio, a variação foi de 7,9%, a maior leitura desde dezembro de 1973. 

Já a produção industrial da Zona do Euro subiu 0,8% em maio no comparativo mensal, frente à expectativa de 0,2% de alta. No comparativo anual, o crescimento foi de 1,6%. 

A indústria do Reino Unido também acelerou além do esperado, com 0,9% de alta em maio frente ao mês anterior. A expectativa divulgada no Wall Street Journal indicava retração de 0,3%. O PIB do país subiu 0,5% no mesmo período, superando projeções de estagnação da economia britânica. 

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em alta, em repercussão ao balanço das exportações da China em junho, que subiram no nível mais rápido em cinco meses. Além disso, o banco central da Coreia do Sul (BoK) subiu juros pela terceira vez consecutiva.

Por aqui, a perspectiva de volatilidade do Ibovespa tem reforço do vencimento de opções sobre índice. Na seara dos indicadores macroeconômicos, as vendas no varejo de maio saem às 9h. 

No mesmo horário, começa a sessão deliberativa na Câmara para votação dos destaques e do segundo turno da PEC dos benefícios sociais. O presidente da Casa, Arthur Lira, suspendeu os trabalhos ontem à noite, após a aprovação do texto-base em primeiro turno, sob alegação de problemas com a internet do local.  

Desempenho dos principais índices às 8h45:

🇺🇸 S&P Futures +0,33%
🇩🇪 DAX -0,87%
🇺🇸 Nasdaq 100 +0,38%
🇬🇧 FTSE -0,84%
🇫🇷 CAC -0,86%
🛢 Petróleo Brent +0,97%
🛢 Petróleo WTI +0,98%
💵 Índice Dólar -0,08%
🇺🇸 S&P VIX +0,29%
🇧🇷 EWZ -1,45%
💰 Bitcoin +0,19%
💲 Ethereum +0,94%

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