Credit corta preço-alvo, mas segue otimista com WEG (WEGE3); BofA reitera compra para Raízen (RAIZ4) e mais recomendações

Credit corta preço-alvo, mas segue otimista com WEG (WEGE3); BofA reitera compra para Raízen (RAIZ4) e mais recomendações


SÃO PAULO – Diversas casas de análise revisaram ou reiteraram as suas recomendações para as ações de diversas empresas entre o fechamento da véspera e a manhã desta terça-feira.

Algumas companhias tiveram o preço-alvo de suas ações revisado para baixo, caso de WEG (WEGE3) pelo Credit Suisse e BK Brasil (BKBR3) pelo Itaú BBA, mas seguiram com recomendação de compra, enquanto o Bank of America segue bastante otimista com Raízen (RAIZ4). A XP, por sua vez, iniciou cobertura para a TIM (TIMS3) com recomendação de compra.

Confira os destaques de recomendações:

WEG (WEGE3)

O Credit Suisse reduziu o preço-alvo para as ações da WEG de R$ 46 para R$ 44, mas ainda vê um potencial de alta de 33% em relação ao fechamento da véspera, mantendo assim recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado).

Os analistas destacam que “guarda-chuvas nunca são vendidos baratos durante tempestade”, apontando que a ação da companhia é conhecida por múltiplos altos, mas avalia que, agora, está com preços atrativos. Isso porque os ativos têm registrado desempenho inferior ao do Ibovespa desde o mês de outubro, praticamente zerando sua valorização em 2021. Além disso, a companhia teve desempenho abaixo de outros pares como indústrias global e nomes com exposição ao mercado de energia fotovoltaica.

Porém, as expectativas de lucro para a empresa têm superado a dos pares durante o ano todo, especialmente nos últimos meses.

O banco continua vendo a WEG como uma história altamente lucrativa e de forte crescimento, alavancada em tendências seculares, ao mesmo tempo que possuí características defensivas únicas para um turbulento 2022 no Brasil.

TIM (TIMS3)

A XP iniciou cobertura para as ações da TIM com recomendação de compra e preço-alvo para o final de 2022 de R$ 21 por ação, o que configura um potencial de alta de 54% em relação ao fechamento de segunda.

Os analistas destacam que a tese de investimentos é baseada em quatro pilares.

O primeiro é a execução sólida em um negócio maduro, resiliente, sem exposição a negócios legados. Isso leva a empresa a elevar a geração de caixa ao longo dos anos.

O segundo ponto é a nova fase do setor, que será marcada por uma maior disciplina de capital nos investimentos em infraestrutura além de outras frentes de eficiência oriundas da consolidação de mercado com a aquisição da Oi Móvel pelas operadoras TIM, Claro e Vivo (VIVT3).

O setor também poderá ser impulsionado por novas linhas de negócio como o 5G e outras iniciativas de monetização da base de clientes, o que leva ao terceiro ponto, de novas linhas de receita além da conectividade.

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Eles destacam que, apesar da forte valorização da ação em novembro (alta de 21%), ainda veem as ações negociando com desconto e abaixo de seus múltiplos históricos, sem refletir as várias opcionalidades, incluindo a consolidação de mercado, sendo esse o quarto ponto para a tese de investimentos na companhia.

Raízen (RAIZ4)

O Bank of America reiterou o seu otimismo para as ações da Raízen, que acumulada perdas de 25% desde a abertura de capital até o fechamento da véspera. De acordo com os analistas do banco americano, a queda dos papéis é exagerada reforçando assim recomendação de compra e preço-alvo de R$ 11, o que configura um potencial de valorização de 88,7% frente o fechamento da véspera.

Os analistas apontam que, embora vejam que o guidance (projeção) para o ano fiscal de 2022 abaixo em 15% das projeções iniciais levou a um impacto negativo para as ações no curto prazo, a reação foi exagerada.

A previsão é de um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) entre R$ 10 bilhões e R$ 11 bilhões, “justificado pelos menores volumes de moagem, enquanto os preços e custos implícitos do etanol para o segundo semestre também levantaram dúvidas”.

Porém, mesmo assim, os analistas reiteraram recomendação de compra, já que a Raízen está entregando os rendimentos de cana, além do crescimento da distribuição de combustível com margens / retornos resilientes, e os projetos de E2G / biogás trazem um forte potencial de valorização“. Eles avaliam que os projetos ainda não estão precificados, estimando um valor em torno de R$ 36 bilhões, ou R$ 3,40 por ação.

Azul (AZUL4)

Analistas ainda ressaltaram as suas recomendações para a Azul depois do Investor Day realizado pela companhia na última segunda-feira.

O Credit Suisse manteve a recomendação outperform para os ativos, com preço-alvo de 50, o que configura um potencial de valorização de 101,6% frente o fechamento da véspera.

Os analistas do banco suíço apontaram que, durante o evento, os executivos da companhia aérea transmitiram uma mensagem positiva em termos de transformação da frota que pode levar a eficiências de custo, forte posição de liquidez com algumas estratégias para melhorá-la, forte cultura orientada para o serviço.

Em relação ao interesse da Azul em adquirir a LATAM, a administração da Azul afirmou que vai esperar para ver o que acontece durante a audiência do Tribunal onde o plano de reorganização da LATAM será discutido e votado. No entanto, eles estão confiantes em seu próprio plano e acreditam que os credores verão que ele é substancialmente melhor.

Na mesma linha, o Bradesco BBI ressaltou que a Azul destacou no evento ter feito sua oferta de fusão com a LATAM Airlines Group e declarou que cabe agora aos credores decidir sobre o negócio mais positivo para eles. A administração acredita que há um grande potencial para sinergias entre as empresas e que ainda há uma chance de discussões no futuro.

Os analistas do BBI também possuem recomendação equivalente à compra para o papel, com um preço-alvo para o final de 2022 de R$ 41, destacando que a companhia está bem posicionada para se beneficiar da recuperação do setor aéreo doméstico no Brasil, alavancando uma estrutura de custos mais enxuta, uma frota mais eficiente e um balanço mais forte do que os concorrentes. “A empresa também tem sido capaz de aumentar as passagens aéreas com sucesso sem comprometer a demanda”, apontam.

Dotz (DOTZ3)

Itaú BBA manteve recomendação o outperform para Dotz e preço-alvo de R$ 22,00, um potencial de valorização de quase 600% em relação ao fechamento da véspera.

O banco diz que o crescimento de 87% do volume bruto de mercadorias (GMV, na sigla em inglês) de novembro na base anual sugere que o desempenho da Black Friday da empresa foi relativamente positivo.

O take rate, aquilo que a empresa ganha com cada transação, também avançou, com alta de 20%. “Nossas campanhas envolveram ações com quase a totalidade da nossa base de parceiros na plataforma de marketing afiliado (GDO –Ganhe Dotz Online) que conta com mais de 200 varejistas de e-commerce”, afirmou a companhia em seu comunicado ao mercado.

Para o banco, esse desempenho indica que a estratégia de cross-selling tem sido um sucesso, pois a empresa busca trabalhar com novos parceiros e aumentar a variedade de produtos.

BK Brasil (BKBR3)

O Itaú BBA reduziu o preço-alvo de BK Brasil de R$ 12,50 para R$ 12,00, mas manteve recomendação outperform para a companhia de fast food, possuindo um potencial de valorização de 69,7% em relação ao fechamento da véspera.

O banco diz que suas estimativas para 2021 e 2022 ficaram praticamente inalteradas após os resultados do terceiro trimestre do BK.

Apesar de projetar uma queda do PIB em 2022, o Itaú BBA acredita que o BK Brasil poderia mostrar alguma dissociação entre o desempenho das vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) e a queda do PIB, devido a base de comparação ainda muito baixa que a empresa enfrentará para a maioria do 1S22. Além disso, o desenvolvimento contínuo do CRM da empresa deve continuar a melhorar sua assertividade da atividade promocional, bem como conduzir a um melhor tíquete médio.

Iguatemi (IGTI11) 

O Credit manteve classificação outperform para Iguatemi (IGTI11) e preço-alvo de R$ 266, potencial de alta de 31,40%

Após evento com o CFO da Iguatemi, Guido Oliveira, o banco diz que o encontro reforçou a visão positiva sobre o desempenho da empresa no curto prazo, anunciando que as vendas da Black Friday superaram os volumes de 2019 e que o período de festas deve ser forte.

Quase toda a carteira, com exceção do Market Place e do Praia de Belas, já registra vendas acima dos níveis pré-pandêmicos, o que tem levado a Iguatemi a encerrar os descontos da COVID nos aluguéis e agora deve antecipar a retirada dos descontos da inflação. Isso, segundo o banco, deve promover uma aceleração da receita.

Energisa (ENGI11)

Credit Suisse vê Energisa sendo negociada a uma valorização atrativa, destacou o banco após o Investor Day da companhia.

A Energisa disse no evento que espera investir R$ 29,5 bilhões de 2022 a 2026, sendo R$ 14,5 bilhões em crescimento orgânico adicional no segmento distribuição, R$ 6 bilhões no segmento transmissão, R$ 2,3 bilhões em geração distribuída até 2024 e o restante para os demais projetos. A companhia também espera ganhar ainda mais eficiência principalmente por meio da digitalização, o que deve ajudar a empresa a superar as metas regulatórias.

O banco mantém avaliação outperform para ações da Energisa, e preço-alvo de R$ 58,80, um potencial de alta de 27%.

Arco

Também após o Investor Day, algumas instituições reforçaram as suas expectativas para as ações da companhia de educação Arco, cujo ativo é negociado na Nasdaq.

O Itaú BBA manteve avaliação outperform para Arco Platform e preço-alvo de US$ 47,00, ou potencial de valorização de 129%

O banco destaca que a Arco deve acelerar sua entrada em novos mercados, principalmente em soluções B2B, para os quais a empresa estima que o mercado endereçável pode chegar a R$ 70 bilhões. A iniciativa também contribuirá para o objetivo da Arco de se tornar uma plataforma de balcão único para o setor de educação.

Já o Credit aponta que a Arco Plataform faz jus ao nome de “plataforma”. Entre muitas mensagens positivas durante encontro a administração da empresa, o banco destaca a iniciativa da Arco de transformar a empresa em uma verdadeira “plataforma” com a ideia de que todas as marcas principais e complementares se conectarão a apenas alguns sistemas (backbone) de tecnologia centralizado, cadeia de suprimentos e estruturas de back office.

Segundo Credit Suisse, a iniciativa removerá várias equipes duplicadas e deve permitir que a Arco se beneficie da escalabilidade com um impacto positivo de R$ 80 milhões no Ebitda já em 2022.

O banco mantém avaliação outperform para ações da Arco, e preço-alvo de US$ 27,00, frente à cotação de segunda-feira (06) de R$ 20,47.

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