Crescimento dos EUA deve ser lento e com inflação alta até 2023, aponta Nabe

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O crescimento econômico dos Estados Unidos deve ser lento e com inflação alta em 2022 e 2023, apontou o levantamento da Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe). “75% dos entrevistados acreditam que há 50% de chance ou mais de que a desaceleração da economia não terá ‘pouso suave’”, afirmou o documento. O relatório da Nabe apresenta a previsão macroeconômica de consenso de 45 analistas profissionais.

Cerca de 56% dos entrevistados atribuem uma probabilidade de mais de 25% de uma recessão ocorrer este ano nos EUA. Daqueles que antecipam a recessão, a maioria acredita que começará neste quarto trimestre. Cerca de 87% dos entrevistados colocam mais de 25% de probabilidade de uma recessão ocorrer em 2023, com a data de início no primeiro trimestre.

Os entrevistados acreditam que a desaceleração do mercado de trabalho induzida pelo aperto do Federal Reserve (Fed) é necessária para segurar a inflação subjacente. Um terço dos participantes espera que a inflação só se normalize com um aumento substancial do desemprego, que pode ser impulsionado pelo movimento feito pelo Fed.

Outros 30% acreditam que uma redução na demanda por mão de obra, em razão do menor número de vagas, será suficiente para normalizar a inflação subjacente.

Em relação ao crescimento econômico norte-americano, cerca de 88% rebaixaram suas previsões para 2022 e 2023. Segundo a Nabe, metade dos participantes indicam que o risco negativo para as perspectivas econômicas dos EUA se dá pelo aperto monetário excessivo. Outros citam a crise de energia como o maior risco de queda, enquanto 10% listam os problemas contínuos da cadeia de suprimentos como o maior risco.

No levantamento, a projeção mediana para a inflação corrigida do produto interno bruto (PIB real) para o quarto trimestre de 2022 em relação a igual período de 2021 é de 0,1%, em comparação com a projeção de 1,8% na pesquisa de maio e de 2,9% na pesquisa de fevereiro de 2022.

Os participantes também reduziram suas expectativas em relação ao crescimento no quarto trimestre de 2023 para 1,1%, abaixo dos 2,1% da pesquisa de maio. A pesquisa foi realizada antes das revisões anuais do PIB.

“A revisão para baixo está especialmente notável para o investimento fixo residencial, que, os participantes antecipam, apresentará quedas consideráveis este ano e em 2023”, apontou o relatório.

Ainda sobre o PIB dos EUA, a perspectiva dos participantes é de que a diferença entre a mediana da menor de cinco projeções e a mediana das cinco projeções mais altas é de 2 p.p. para 2022 é de 3,1 p.p. para 2023.

Em relação ao setor empregatício do país, o levantamento espera que o crescimento mensal do payroll não-agrícola se enfraqueça consideravelmente, de um ganho mensal médio de 353 mil em 2022 para uma média mensal de 94 mil em 2023.

Após alcançar uma média mensal estimada de 363 mil no terceiro trimestre de 2022, a previsão mediana dos entrevistados prevê que o crescimento do emprego diminua a cada trimestre até o segundo trimestre de 2023.

“Prevê-se que as folhas de pagamento aumentem em uma média mensal de 160 mil no quarto trimestre de 2022, caia para um mínimo de 75 mil por mês no segundo trimestre de 2023 e alcance uma média de 112 mil por mês no quarto trimestre de 2023”, pontuou o documento.

Além disso, o índice de preços ao consumidor (CPI) deverá aumentar 8,0% na comparação anual em 2022 – em comparação com a média de 5,6% previstos na pesquisa de maio de 2022, de acordo com a Nabe. Espera-se que a inflação global do CPI permaneça elevada em 2023, a uma taxa média de 3,8% no ano, ante projeção mediana para 2023 de 3,1% na pesquisa de maio.

As projeções para os índices de preços das despesas de consumo pessoal (PCE) também continuam sendo revisadas para cima. A mediana da previsão para a inflação do PCE aumentou para 5,5% no quatro trimestre de 2022 ante o mesmo período do ano passado.

 

 

(Com Agência Estado)

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