Dados de confiança e discursos hawkish de autoridades do Fed reacendem temores de recessão nos EUA

Apple, Microsoft, Amazon, Tesla e as empresas matrizes Google e Facebook respondem por 25% do S&P 500 em 2022. O índice de referência do mercado de ações dos EUA é ponderado pelo valor de mercado. [Foto: Pixabay]

As bolsas da Europa e os futuros de Nova York operam em queda generalizada nesta quarta-feira (29), em meio a temores renovados de que o aperto monetário do Fed desencadeie uma recessão econômica na maior economia do mundo. Ontem, os mercados à vista em Wall Street apagaram os ganhos gerados pelo otimismo com o fim de restrições de circulação na China e registraram fortes perdas diante de novos dados dos EUA e comentários de autoridades do Fed. O índice de confiança do consumidor do país sinalizou que a alta dos preços tem pesado no sentimento dos americanos. Além disso, autoridades do Fed reafirmaram o compromisso em frear a pressão inflacionária. O presidente distrital de St. Louis, James Bullard, disse que manter o aperto monetário à frente da inflação serviria para deixá-la “baixa e estável”. Já o dirigente da instituição em Nova York, John Williams, comentou que é “razoável” uma perspectiva de juros entre 3,5% e 4% ao fim do atual ciclo de aperto. Diante disso, o S&P 500 registra perdas superiores a 2% na semana e permanece em patamar de bear market. O índice fechou 20% abaixo da última máxima na sessão anterior.

“Esperamos que o mercado faça o máximo para se manter de pé até termos um sinal convincente de que a inflação atingiu o pico. Nossa confiança em um pouso suave se desfez ainda mais, e o mercado também pensa dessa forma”, disse Arun Sai, estrategista multiasset na Pictet Asset Management.

As preocupações ofuscaram o resultado do índice de sentimento econômico da Zona do Euro, que veio acima do esperado para junho, apesar de ter caído para 104 pontos. Os números ocasionaram breve valorização do euro. Ficam no radar a leitura prévia da inflação ao consumidor da Alemanha e a definitiva do PIB dos EUA referente ao primeiro trimestre. Além disso, os presidentes do Fed, Jerome Powell, do BCE, Christine Lagarde, e do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, participam hoje do Fórum da autoridade monetária da Zona do Euro, em Portugal.

As bolsas da Ásia fecharam todas negativas, acompanhando o desempenho dos mercados à vista de Nova York na véspera.

Por aqui, o principal destaque da agenda de indicadores é o IGP-M de junho, índice de inflação comumente usado como referência para contratos de aluguel. Entretanto, vêm de Brasília as principais influências sobre o investidor brasileiro. Está prevista para hoje, às 9h30, a apresentação do relatório da PEC dos Combustíveis, adiada duas vezes. O texto deve incluir a ampliação de benefícios sociais. Até então, a proposta prevê o aumento do Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600 até o fim deste ano e a dobragem dos recursos do vale-gás, com redesenho para torná-lo mensal. Também está listada a criação de um voucher mensal de mil reais para caminhoneiros autônomos, a fim de compensá-los pelo alto preço do diesel.

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