Dados divergentes dos Estados Unidos geram instabilidade no Ibovespa

Meio de pregão

O Ibovespa oscila entre perdas e ganhos nesta quarta-feira (05), mas fica perto da estabilidade. Mesmo depois de cair em 12 das últimas 15 sessões, o índice ainda opera sob forte influência da expectativa do mercado em torno do comportamento dos juros dos Estados Unidos, e deixa em segundo plano informações vindas do mercado doméstico, como a queda maior que a esperada na produção industrial de abril.

No cenário corporativo, as ações da Sabesp [SBSP3] operam em alta maior que 5%. O Governo do Estado de São Paulo optou por reter uma parcela significativa, correspondente a 18,30%, das ações da companhia, que se encontra em vias de privatização. Atualmente, a parte detém 50,30% das ações, enquanto o restante está disperso entre empresas ou investidores individuais.

Os papéis da Natura [NTCO3] avançam, após a agência de classificação de risco de crédito Fitch atribuir o rating nacional de longo prazo ‘AAA(bra)’ à proposta de 13ª emissão, em série única, de debêntures quirografárias da Natura Cosméticos, subsidiária de Natura, que vai totalizar até R$ 1,326 bilhão.

Já no setor de frigoríficos, os ativos da Marfrig [MRFG3], BRF [BRFS3], JBS [JBSS3] e Minerva [BEEF3] operam sem sinal único, com investidores atentos aos impactos da Medida Provisória 1.227, que limita a compensação de créditos relacionados ao PIS/Cofins.

Para o Bradesco BBI, setores de agricultura, alimentação, distribuição de combustíveis e farmacêuticos devem ser os mais afetados.

No setor das petroleiras, as ações da PetroRecôncavo [RECV3] operam em baixa, depois da empresa assinar contrato de farm-out com a Mandacaru para a venda de 50% da sua participação em sete concessões, que atualmente são detidas em sua totalidade pela companhia.

Os papéis da Hapvida [HAPV3] também recuam, com a companhia impactada pelo reajuste anual de 6,91% da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) nos planos de saúde individuais, que atualmente representam 17% da carteira da companhia.

Fora do Ibovespa, os ativos da Auren [AURE3] avançam, após a empresa informar que atingiu 100% do capital social da Esfera Energia. Detalhes financeiros não foram divulgados.

Por outro lado, as ações da JHSF [JHSF3] operam em forte baixa, maior que 6%, após sair de leilão, por uma operação direta do J.P. Morgan – que atua como comprador e vendedor – com 33,990 milhões de ações, ao preço de R$ 3,80.

Os papéis da Cruzeiro do Sul [CSED3] também caem. Os membros do conselho de administração de Cruzeiro do Sul aprovaram, por unanimidade de votos e sem ressalvas, a aprovação da proposta de financiamento oferecida, à companhia, pelo Banco Itaú.

Por fim, os ativos da Méliuz [CASH3] descem. O diretor de relações com investidores (RI), fundador e CEO da companhia, Israel Fernandes Salmen, vai pagar R$ 340 mil a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após fechar acordo com colegiado do órgão para por fim em processo administrativo (PA) aplicado por ocultação de fato relevante ao mercado.

🇧🇷 Ibovespa +0,04% (121.851 pontos)

💵 Dólar +0,12% (R$ 5,29)

Commodities

Os contratos futuros do petróleo operam em alta, reagindo pouco ao dado de estoques de petróleo nos Estados Unidos, que teve um inesperado aumento na semana passada. 

Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro de referência de junho recuou cerca de 0,2%.

🛢 Brent/Ago +1,19% (US$ 78,43)

🛢 WTI/Julho +1,26 (US$ 74,17)

🇸🇬 Minério de ferro -0,27% (US$ 107,10)

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