Decisão do BCE é destaque da semana; Bank of America e Goldman Sachs reduzem lucros no comparativo anual

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As bolsas da Europa e os futuros de Nova York registram alta na manhã desta segunda-feira (18), acompanhando o rali de sexta-feira (15) nos mercados à vista em Wall Street e o desempenho positivo hoje na Ásia. O principal destaque da semana é a reunião de política monetária do BCE, que acontece na quinta-feira (21).

Os índices europeus avançam, apesar da cautela em função do encontro. O BCE deve confirmar o primeiro aumento de juros desde 2011. “A mudança que o BCE está enfrentando é mais severa do que qualquer um dos outros grandes bancos centrais”, disse Silvia Ardagna, chefe de pesquisa econômica europeia do Barclays.

O apetite por risco global vêm após indicadores melhores do que o esperado nos EUA, na sexta-feira semana passada, aliviarem temores sobre uma possível recessão no país e de que o Fed anuncie um aumento de juros muito agressivo.

Em Nova York, os índices sugerem que Wall Street pode estender ganhos do pregão anterior. Os resultados trimestrais divulgados na sexta-feira (15) acompanharam os dados americanos melhores do que o esperado, incluindo o índice de sentimento ao consumidor da Universidade de Michigan, que subiu de 50 a 51,1, superando as expectativas dos analistas.

O Bank of America registrou queda no lucro no segundo trimestre no comparativo anual, mas elevou a receita, de acordo com balanço corporativo divulgado nesta segunda-feira. O banco registrou ganho de US$ 6,2 bilhões, queda de 32% ante o mesmo intervalo do ano passado. O valor equivale a um lucro de US$ 0,73 por ação, aquém da previsão de analistas consultados pelo FactSet, de US$ 0,75. Já a receita da companhia avançou 5,6% no confronto anual do segundo trimestre e somou US$ 22,7 bilhões, em linha com a projeção do mercado. Em repercussão, o papel do banco cai em torno de 1,92% no pré-mercado da Bolsa de Nova York.

Já o Goldman Sachs reportou lucro líquido de US$ 2,93 bilhões, 47% abaixo do apurado no mesmo período em 2021. Ainda assim, o resultado superou as projeções de analistas. Os papéis avançam em torno de 3% no pré-mercado.

A agenda dos EUA hoje também traz o índice de confiança das construtoras, às 11h.

As bolsas da Ásia fecharam em alta generalizada, após pronunciamento dos reguladores da China em incentivo à concessão de empréstimos para projetos imobiliários do país. O comunicado pôs em segundo plano a intensificação de restrições anti-Covid nas principais cidades chinesas.

Por aqui, o IGP-10 é o único indicador do dia, cuja agenda é praticamente esvaziada. A inflação medida pelo índice subiu 0,6% em julho ante 0,74% no mês anterior. A variação foi de 9,18% no acumulado do ano e aumento de 10,87% em 12 meses, ficando acima do teto de 0,59% das projeções.

No front político, o presidente Jair Bolsonaro se reúne com embaixadores para denunciar alegadas fraudes no sistema eleitoral brasileiro.

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