Descolada do exterior, Ibovespa fecha em queda e termina a semana com variação negativa de 2,15%

Descolada do exterior, Ibovespa fecha em queda e termina a semana com variação negativa de 2,15%

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Mais uma vez o Ibovespa não foi capaz de acompanhar o movimento de valorização das Bolsas no exterior e terminou a quinta-feira (23) em baixa. Como amanhã não haverá negócios na B3, o índice de referência do mercado brasileiro de ações encerra mais uma semana com saldo negativo. Analistas explicam que as perspectivas de juros mais altos voltaram a pesar nos negócios de hoje.

A prévia do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA-15) referente ao mês de dezembro teve variação mensal de 0,78%. A inflação desacelerou em relação a novembro (quando o IPCA-15 subiu 1,17%), mas fechou o ano em 10,42%, o maior avanço anual desde 2015. Além disso, por trás da desaceleração mensal, está o fato de que a inflação se espalhou por outros componentes além dos preços administrados, como vinha ocorrendo nas últimas leituras da inflação.

“O IPCA-15 desacelera de novembro para dezembro, mas se espalha por mais itens e você vê a parte de serviços mais pressionada, o que é ruim”, afirma Gustavo Cruz, estrategista da RB Investimentos.

“A inflação está hoje mais diversificada. Consequentemente, você tem um problema que precisa subir juros para conter isso de fato”, explica Rodrigo Franchini, sócio da Monte Bravo Investimentos. Não à toa, enquanto a Bolsa brasileira recuava, os juros DI voltavam a subir forte, exercendo pressão negativa sobre o índice.

Até mesmo o Caged deu sua contribuição para a queda da Bolsa hoje, ainda que tenha trazido um número positivo. O saldo líquido de emprego formal ficou positivo em 324.112 vagas em novembro, ante previsão do mercado, segundo consenso Bloomberg, de criação de 216 mil vagas.

Os analistas explicam que, quando um dado é bom, o Banco Central ganha mais espaço para subir juros. Quando o indicador é fraco, vem a percepção de que a autoridade monetária pode ser menos rigorosa, já que juros mais altos tendem a desestimular a economia.

O Ibovespa fechou em queda de 0,33%, aos 104.891 pontos. O volume negociado no dia ficou em R$ 15,7 bilhões, bem abaixo da média diária. Na semana, o índice acumulou queda de 2,15%. O Ibovespa com vencimento em fevereiro de 2022 caia 0,74% aos 106.015 pontos.

Para a próxima semana, fica a incógnita: a Bolsa tem condições de emplacar um rali nos últimos dias do ano? Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset, acredita que sim, por uma questão de desconto. “O Brasil pode voltar a subir por uma questão de preço, que é o que pauta a compra do investidor. Por outro lado, o fato da Bolsa estar barata, não quer dizer que ela vai de fato subir – pode ser que ele ainda siga barata por vários meses”, afirma.

Segundo Orefice, a Bolsa brasileira está inserida em em cenário “bem complicado e não trivial”, mas avalia que pode ser um bom momento para o investidor de longo prazo (que trabalha com horizonte acima de três anos) montar ou até mesmo ampliar posição em ações.

O dólar também voltou a cair hoje: a moeda americana terminou o dia em leve queda de 0,08%, a R$ 5,663 na compra e R$ 5,663 na venda. Na semana, a moeda americana recuou 0,38%. O dólar futuro com vencimento em janeiro de 2022 era negociado em alta de 0,36%, a R$ 5,683, nos últimos negócios do dia.

Na sessão estendida do mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 avançou 27 pontos-base para 11,64%; DI para janeiro de 2025 subiu 24 pontos-base para 10,64%; e o DI para janeiro de 2027 teve alta de 22 pontos-base a 10,56%.

Ainda no radar, está a pressão de servidores. Na terça-feira, o Congresso aprovou o Orçamento de 2022 com uma reserva de R$ 1,7 bilhão para reajustar salários de policiais. Segundo o Sindifisco, a liberação desses recursos foi possível por meio de cortes nas verbas da Receita Federal em 2022. Além disso, o sindicato afirma que foi descumprido acordo para regulamentação do pagamento de bônus aos servidores do órgão.

Já no exterior, os investidores continuaram acreditando que o avanço da variante ômicron do coronavírus não vai trazer restrições significativas à retomada econômica. Esse otimismo se intensificou depois que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, descartou a possibilidade lockdowns no país.

Ainda nos EUA, o índice de preços dos gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) avançou 0,6% em novembro na comparação mensal e 5,7% na base anual, de acordo com dados publicados nesta quinta-feira (23) pelo Departamento do Comércio. O núcleo subiu acima do esperado.

Já os números de pedido de auxílio-desemprego no país se mantiveram estáveis em 205 mil na semana concluída em 18 de dezembro, em linha com o projetado pelos economistas consultados pela Refinitiv.

As Bolsa em Nova York voltaram a subir. O Dow Jones fechou em alta de 0,55% a 35.950 pontos; o S&P 500 avançou 0,62%, a 4.725 pontos; e a Nasdaq fechou em alta de 0,85%, a 15.653 pontos.

Na Europa, as Bolsas também fecharam no terreno positivo. O índice pan-europeu Stoxx 600, que agrupa empresas de 17 países europeus, subiu 0,97%.

No segmento de commodities, o preço do petróleo voltou a subir no mercado interncional. O barril do Brent para fevereiro fechou em alta de 2,07%, a US$ 76,85; o do WTI avançou 1,42%, a US$ 73,79.

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