Ecorodovias (ECOR3) anuncia rescisão antecipada de concessão da ECO101

Ecorodovias (ECOR3) anuncia rescisão antecipada de concessão da ECO101; ações sobem

Na última sexta-feira (15), após o fechamento do mercado, a Ecorodovias (ECOR3) anunciou que entrou com pedido de devolução antecipada da rodovia ECO101 ao Governo Federal.

O grupo informou que pediu a extinção do contrato e ainda a celebração de um termo aditivo com novas condições contratuais até que seja feita uma nova licitação, a qual tem interesse de participar.

“A complexidade do contrato, marcado por fatores como dificuldades para obtenção do licenciamento ambiental e financiamentos; demora nos processos de desapropriações e desocupações; decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de alterar o contrato de concessão; não pedagiamento da BR-116; não conclusão do Contorno do Mestre Álvaro e o agravamento do cenário econômico, tornaram a continuidade do contrato inviável”, disse a ECO101 em nota, destacando os motivos para ter desistido da concessão.

A concessão está localizada nos estados do Espírito Santo e Bahia. A empresa continuará executando as operações desta
rodovia até a conclusão do processo.

Para os analistas do Bradesco BBI, embora esse processo possa levar até três anos para ser concluído, destacou uma reação positiva do mercado, pois: 1) com base nas principais diretrizes estabelecidas no Decreto nº 9.957/2019, a Ecorodovias pode receber indenização de R$ 1,1 bilhão, ou R$ 1,60 por ação ECOR3; e 2) sua alavancagem financeira poderia cair para 3,1 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) dos últimos 12 meses (de 3,6 vezes atualmente).

A recomendação para as ações ECOR3 segue de compra, com preço alvo de R$ 13,00, ou potencial de alta de 148,5% em relação ao fechamento de sexta.

Já o Credit Suisse destacou a notícia como neutra, apontando que a concessão representou cerca de 3% do Ebitda de 2021. “A Ecorodovias provavelmente seria compensada pelos investimentos não depreciados feitos na concessão, se aceita. A solicitação pode reduzir os investimentos contratados, ajudando a desalavancar a empresa”, destacou o banco.

(InfoMoney)

 

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