Entre os destaques corporativos desta sexta-feira (02), IRB (IRBR3) define preço da ação na oferta pública em R$ 1, ações preferenciais da Raízen (RAIZ4) passam a integrar o IBOV, J&F avalia nova proposta pela Braskem (BRKM5), e Gerdau (GGBR4) formaliza parceria com Randon (RAPT4).
Cemig (CMIG4) presta esclarecimentos sobre notícia veiculada no Infomoney, Cyrela (CYRE3) reduz participação na Cury (CURY3), Kora (KRSA3), por meio de sua controlada Ilha do Boi, conclui aquisição do CCRI, e Dommo (DMMO3) recebeu carta da Prisma, informando que celebrou, com a PetroRio (PRIO3), potencial combinação de negócios envolvendo a companhia,
Alianse Sonae (ALSO3) vende Boulevard Londrina Shopping e no Boulevard Shopping Vila Velha, Mater Dei (MATD3) conclui aquisição, por meio da RMDS, de 75% do HSC, Suzano (SUZB3) informa paralisação temporária da linha de produção A por cerca de 45 dias, e Cielo (CIEL3) comunica eleição de novo diretor presidente.
IRB (IRBR3)
O IRB confirmou a definição do preço da ação no âmbito da oferta pública em R$ 1,00. Houve um desconto de 50% em relação aos R$ 2,01 que estava quando a operação foi anunciada e de 28,5% ante o fechamento de ontem, de R$ 1,40. A operação levantou R$ 1,2 bilhão, com a venda de 1,2 bilhão de ações.
Em fato relevante, o ressegurador informa que devido o aumento do capital social no âmbito da oferta restrita, o novo capital social passou a ser de R$ 5,45 milhões, dividido em cerca de 2,46 milhões ações ordinárias e uma ação preferencial de classe especial de titularidade da União.
As ações emitidas na oferta restrita passarão a ser negociadas na B3 a partir de 5 de setembro, sendo que a liquidação física e financeira das ações ocorrerá no dia 6.
Os acionistas que optaram por não participar da oferta ou exercerem seu direito de prioridade subscrevendo quantidade de ações inferior ao seu limite de subscrição prioritária sofrerão diluição imediata de seu investimento.
Raízen (RAIZ4)
A Raízen informou que as ações preferenciais da companhia passaram a integrar o Índice Ibovespa (IBOV), principal índice da B3, que reúne as empresas com maior negociabilidade e representatividade do mercado de capitais brasileiro.
A nova carteira estará vigente entre os meses de setembro a dezembro de 2022. Além disso, a empresa encerrou o contrato de prestação de serviços de formador de mercado celebrado com o Citi.
A companhia também assinou um novo contrato, junto ao BTG Pactual, que passará a exercer a função de formador de mercado da empresa perante a B3.
A contratação do novo formador de mercado tem por objetivo fomentar a liquidez das ações de emissão da Raízen. O contrato terá vigência de 12 meses, prorrogável automaticamente por períodos de um ano caso não haja manifestação contrária de qualquer das partes. O BTG iniciará as suas atividades a partir de 2 de setembro de 2022.
A empresa ainda informou que encontram-se em circulação no mercado cerca de 1,2 bilhão de ações preferenciais de sua emissão e que não celebrou qualquer contrato regulando o exercício do direito de voto ou a compra e venda de valores mobiliários de sua emissão com o BTG.
Braskem (BRKM5)
A J&F, holding de investimentos da família Batista, dona da JBS (JBBS3), está avaliando fazer uma proposta para a compra de 100% da Braskem , apurou o Valor. Nesta semana, representantes do sindicato de bancos credores da Novonor (ex-Odebrecht), que detêm ações da petroquímica como garantia, se reuniram individualmente com executivos da gestora americana Apollo, BTG Pactual e J&F para dar um retorno sobre a recusa pelas propostas apresentadas por eles.
De acordo com o Valor, J&F e BTG estavam dispostos a comprar a dívida dos bancos credores, que atualmente está próxima dos R$ 15 bilhões, porém pediram pesados descontos. Já a Apollo fez uma oferta de R$ 45 por ação e estaria disposta a comprar 100% da empresa, mas colocou como condicionante a saída da Petrobras para concretizar a operação. Os bancos não estão dispostos a conceder descontos no valor total das dívidas.
No caso da Apollo, entendem que o valor de R$ 45 por ação e as condições impostas pela gestora também apresentam riscos.
Gerdau (GGBR4)
A Gerdau formalizou parceria com entre a Gerdau Next e a Randon (RAPT4) com o intuito de, inicialmente, atuar na prestação dos serviços de locação de caminhões e semirreboques, buscando entregar soluções adequadas à demanda de transportadores ou embarcadores de carga.
As empresas terão igual participação societária de 50% do capital social cada uma. O investimento na parceria será de R$ 250 milhões, aportado pelas sócias, na proporção de suas participações societárias. Além do investimento inicial, a parceria poderá buscar outras fontes de captação.
Cemig (CEMIG4)
A Gasmig, do Grupo Cemig, informou que Carlos Eduardo de Moraes Barros Junior tomou posse do cargo de diretor financeiro e de relações com investidores e, cumulativamente, de diretor administrativo e de governança corporativa da companhia.
Além disso, a Cemig prestou esclarecimentos à CVM sobre notícia veiculada no Infomoney, intitulada “Funcionários da Cemig e empresários são investigados por fraude em compras de ‘materiais imprestáveis’”.
Na notícia, o veículo afirma que nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos na última terça-feira (30) contra funcionários da Cemiga e empresários do ramo de cabos e materiais elétricos, que atuam como fornecedores da estatal, em uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
Ainda segundo eles, foi autorizado o bloqueio e a indisponibilidade de R$ 132,261 milhões em bens dos investigados, para garantir o futuro ressarcimento dos danos causados ao patrimônio da companhia e aos consumidores da empresa.
A “Operação Mau Contato” resultou no afastamento de dirigentes e empregados da companhia e rescisões de contratos com fornecedores.
Segundo a Cemig, a notícia refere-se a desdobramentos, no âmbito do MPMG, dos fatos amplamente já referenciados pela empresa, que tem atuado de forma colaborativa e reafirmou seu expresso interesse na cabal elucidação das ocorrências. Além disso, disseram que o assunto não é novo, e que, em 29 de março de 2021, a empresa levou ao conhecimento da CVM as explicações cabíveis sobre o afastamento cautelar de profissionais e a investigação conduzida pelo ministério.
Cury (CURY3)
A Cury recebeu comunicação da Cyrela (CYRE3) informando que, em virtude da alienação, em bolsa, de participação acionária de sua titularidade, a Cyrela passou a deter pouco mais de 82,53 milhões ações ordinárias da Cury, correspondentes a aproximadamente 28,28% do capital social da empresa.
Kora (KRSA3)
A Kora, por meio da sua controlada Ilha do Boi, concluiu a aquisição do CCRI, incluindo todos os imóveis da sociedade, bem como as áreas adjacentes para futuras expansões. O CCRI é o controlador do Hospital Encore, localizado em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiânia.
Dommo (DMMO3)
A Dommo recebeu carta da Prisma, acionista controlador da empresa, informando que celebrou memorando de entendimentos (MOU) com a PetroRio (PRIO3) relativo a potencial combinação de negócios envolvendo a Dommo.
Em síntese, no MOU, a Prisma, em conjunto com suas afiliadas, e a PRIO se comprometeram a tomar todas as medidas necessárias para realizar uma incorporação da totalidade das ações da companhia por uma sociedade cujo capital seja integralmente detido, direta ou indiretamente, pela PetroRio.
Aliansce Sonae (ALSO3)
A Aliansce Sonae vendeu a totalidade de suas participações no Boulevard Londrina Shopping e no Boulevard Shopping Vila Velha. O valor total dos desinvestimentos é de R$ 176,7 milhões, com taxa de capitalização (cap rate) de 8,7%, baseado no NOI estimado dos shoppings para o ano de 2022.
A venda do Londrina poderá ser acrescida de remuneração variável (earn-out), baseada no desempenho do shopping em 2023. Incluindo a expectativa de earn-out, o cap rate da transação é de 8,1%.
Além disso, o comprador da transação também assinou opções de compra para participações minoritárias em três shoppings da Aliansce Sonae, sendo: 5,5% no Shopping da Bahia, 17,5% no Plaza Sul e 27,5% no Passeio das Águas.
Essas opções devem ser exercidas até 15 de dezembro de 2022. O valor total desses potenciais desinvestimentos é de R$ 288,5 milhões, com taxa de capitalização de 7,6%, baseado no NOI estimado dos shoppings para o ano de 2022.
(Com Valor Econômico)