Europa é marcada por otimismo, em dia sem negociação nos EUA; IPCA-15 deve avançar 0,54%, segundo mediana do mercado

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As bolsas da Europa operam em alta nesta quinta-feira (24), impulsionadas por uma ata do Federal Reserve (Fed) que mostrou a maioria dos dirigentes do BC americano dispostos a desacelerar o aumento de juros em breve. Agora, o mercado europeu foca na ata da última reunião do Banco Central Europeu (BCE), que será divulgada às 09h30. 

A agenda internacional também conta com decisões dos bancos centrais da Turquia, às 8h, da África do Sul, às 10h, e da Argentina, às 14h.

O pregão de hoje ainda é marcado por menor liquidez, em dia de feriado nos EUA que mantém os mercados fechados por lá.

A próxima reunião do BC americano ocorrerá no dia 14 de dezembro. Para esta data, há probabilidade de 63,9% para elevação de 0,50 p.p., à faixa de 4,25% a 4,50%, segundo levantamento do CME Group. Os 36,1% restantes são para outra alta de 0,75 p.p., ao nível de 4,50% a 4,75%.

A ata do Fed surpreendeu para o lado dovish, sinalizando “um forte apoio para aumentos mais lentos dos juros e um apoio mais fraco para a retórica do [presidente Jerome] Powell de juros altos por mais tempo”, avalia o ING, em relatório.

Após a ata, o BC da Coreia do Sul reduziu o ritmo de aperto monetário, ao subir os juros em 0,25 p.p., a 3,25%, na noite de ontem. Agora, o foco ficará sobre eventuais sinais do BCE em ata a ser divulgada daqui a algumas horas. “Os mercados estão apostando na ideia de que os bancos centrais terão que responder a essa desaceleração do crescimento. Isso melhorou o sentimento”, de acordo com o estrategista de investimentos da BlackRock, Karim Chedid.

Entre outros drivers locais, o índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu além do esperado neste mês, o que sugere que a Zona do Euro deve sofrer com uma recessão, mas não um “colapso econômico”, diz o Commerzbank.

A confiança empresarial alemã aumentou para 86,3 pontos em novembro, de uma leitura revisada de 84,5 pontos em outubro, já que as empresas preveem uma recessão menos severa do que o esperado anteriormente.

O apetite por risco hoje superou os sinais negativos vindos da China, que ampliou lockdowns após relatar seu maior número de novos casos de Covid-19 em um único dia. 

Na Ásia, o aumento das restrições também foi ofuscado pela ata do Fed, e as bolsas fecharam majoritariamente com ganhos.

Por aqui, o Banco Safra, um dos maiores bancos privados do Brasil, anunciou na noite de ontem a compra do Conglomerado Financeiro Alfa, pelo valor de R$ 1,03 bilhão.

Em dia de agenda enxuta, destaque para a divulgação da leitura de novembro para o IPCA-15, às 9h. O mercado espera avanço de 0,54% do índice neste mês, ante 0,16% em outubro. As projeções são todas de alta, de 0,42% a 0,68%.

No front político, ficou para a próxima semana, possivelmente entre segunda e terça-feira, a divulgação do desenho final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. Integrantes do PT reconheceram que o impasse está longe do fim e que, diante disso, será necessário mais tempo para negociações. Coube ao deputado José Guimarães (PT-CE) fazer o anúncio do novo adiamento. 

Desempenho dos principais índices às 8h:

🇺🇸 S&P Futures +0,40%

🇩🇪 DAX +0,95%

🇺🇸 Nasdaq +0,55%

🇬🇧 FTSE +0,29%

🇫🇷 CAC +0,76%

🛢 Petróleo Brent -0,95% 

🛢 Petróleo WTI -0,63%

💵 Índice Dólar -0,17%

🇺🇸 S&P VIX +0,10%

💰 Bitcoin -0,34%

💲 Ethereum +1,77%

 

(Com Agência Estado)

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