Fim das eleições pode trazer reflexos positivos para EWZ, afirma assessor

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Os efeitos dos resultados do primeiro turno eleitoral foram percebidos também no exterior, não apenas pelos investidores do Brasil. A reação dos gringos se revelou através do EWZ, que saltou 9,85% em Nova York no pregão da última segunda-feira (03). Nesta semana, o índice já acumula valorização de quase 10%.

O EWZ IShares MSCI Brazil é um fundo de investimento com cotas negociadas em bolsa que, assim como o Ibovespa, procura reproduzir o mercado brasileiro. 

O índice Bovespa reúne as empresas mais importantes do mercado de capitais brasileiro. E, enquanto este reproduz a B3 a partir das ações que representam cerca de 80% do número de negócios e do volume financeiro do nosso mercado de capitais, o EWZ retrata a bolsa do país para o exterior. 

Conhecido como “Ibovespa dolarizado”, o EWZ é um ETF (Exchange Traded Fund) negociado na bolsa americana que replica, em dólares, o desempenho do Ibovespa, explica Marcus Vinicius Leoncio, assessor da Mesa Private da BRA BS/. “Ou seja, quem compra EWZ tem como retorno a variação aproximada do Ibovespa e do dólar ao mesmo tempo”, complementa o assessor.

Apesar da desvalorização da moeda americana e da alta forte do principal indicador de desempenho da B3, o EWZ subiu quase 10% no primeiro pregão pós-eleições.

O movimento, segundo Marcus, reflete o apetite do investidor estrangeiro sobre o mercado brasileiro, que segue descontado e negociando a múltiplos das empresas próximos das mínimas históricas, após “o Banco Central fazer o dever de casa bem antes dos principais países pelo mundo”.

Contudo, o motivo que mais pesa é o cenário eleitoral, afirma o assessor, que mostrou menor distanciamento do que indicavam as pesquisas entre Jair Messias Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos à presidência da República, no primeiro turno.

“Também o resultado nas urnas para deputados e senadores mostrou que um eventual governo petista […] terá mais dificuldade para aprovar pautas que podem trazer riscos maiores para nossa economia”, completou ele.

Em meio a uma conjuntura global incerta, com inflação acelerando nos Estados Unidos e Europa e a possibilidade de recessão, Marcus explica que “a exposição ao mercado brasileiro se torna uma das melhores opções, já que [o país] é forte em commodities, que costumam performar bem em cenários como o atual”.

Composto por 63 ações atualmente, o EWZ detém papéis de algumas das maiores empresas nacionais, sendo uma opção para o investidor estrangeiro que deseja investir por aqui. Mas, investidores brasileiros também podem adicionar o EWZ à carteira através da XP Internacional. O benefício está disponível para clientes da corretora com patrimônio mínimo de R$ 10 mil aplicado no Brasil. 

Marcus ainda alerta que o fim das eleições pode trazer reflexos positivos para o mercado brasileiro e, consequentemente, para o EWZ.

“Não pelo resultado, mas com o fim das eleições, um dos maiores riscos para o mercado brasileiro sai da frente. E, como as últimas quedas indicam que esse cenário já está muito bem precificado, e com os mercados mundo afora passando por um momento conturbado, a demanda por ativos brasileiros fica ainda mais interessante para o investidor estrangeiro“.

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