Fundos de renda fixa têm captação líquida recorde e batem a marca de R$ 301 bilhões no acumulado de 2021

Fundos de renda fixa têm captação líquida recorde e batem a marca de R$ 301 bilhões no acumulado de 2021


A reviravolta que fez com que os ativos de renda fixa perdessem o estigma de pouco rentáveis e voltassem a entregar resultados mais atrativos gerou uma drástica mudança também nas captações de fundos ao longo deste ano.

Com a rápida subida da Selic de 2% ao ano para os atuais 9,25% ao ano, os fluxos de investimentos para a renda fixa voltaram a crescer, após vários meses de retiradas. No acumulado do ano, até dia 17 de dezembro, os depósitos líquidos (descontados os saques) em fundos de renda fixa já haviam ultrapassado a marca de R$ 301 bilhões, em valores nominais.

O montante é recorde. Os fundos de renda fixa nunca captaram tanto dinheiro, considerando a série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada em 2002.

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No acumulado deste ano, metade das captações, ou seja, R$ 149,6 bilhões foram para fundos de renda fixa simples, que acumulam retornos de 3,32% ao ano ao longo de 2021, isso considerando a rentabilidade até 17 de dezembro. No mesmo período, o CDI rendeu 4,06%.

Esses tipos de fundos costumam investir no mínimo 95% do patrimônio líquido em títulos públicos, operações compromissadas com lastro em títulos públicos ou papéis de crédito privado com risco equivalente ao soberano. São proibidos investimentos no exterior ou concentração em crédito privado.

As captações também foram expressivas entre fundos de renda fixa duração baixa soberano e fundos de renda fixa duração baixa grau de investimento, que apresentam retornos de 3,38% e de 4,36% no ano, respectivamente, no acumulado anual até 17 de dezembro.

A perspectiva é que as captações de fundos de renda fixa sigam intensas também no ano que vem. O motivo: novas altas de juros. De acordo com o último comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), o comitê deve realizar mais um ajuste de 1,5 ponto percentual na próxima reunião de fevereiro, o que elevaria a Selic para 10,75% ao ano.

Os aumentos, no entanto, não devem parar por aí. Com as pressões inflacionárias, a mediana dos economistas consultados pelo Banco Central projeta que a taxa básica de juros termine o ano de 2022 em 11,50% ao ano, segundo o Relatório Focus divulgado hoje (20).

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Ao mesmo tempo em que a renda fixa volta a brilhar, a elevação da Selic piora a atratividade de investimentos de maior risco, como em fundos de ações. No acumulado do ano até 17 de dezembro, a situação é oposta nessa classe de fundos que acumulam resgates líquidos de R$ 606,9 milhões ao longo de 2021.

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