Guindos diz que inflação deve desacelerar a partir de 2023; PEC de Transição é protocolada

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As bolsas da Europa operam sem direção única nesta terça-feira (29), após uma abertura positiva impulsionada por rumores de que a China possa abandonar sua política de Covid-zero antes do previsto. O mercado ainda foca em falas de importantes dirigentes de bancos centrais europeus, antes de dados inflacionários da Alemanha.

Os futuros de Nova York registram sinal positivo, mas sugerem recuperação apenas parcial dos recuos registrados ontem, superiores a 1%. O otimismo é cauteloso entre investidores diante dos rumores sobre um possível relaxamento na China.

O possível abandono da política de Covid-zero seria uma resposta às manifestações recentes no país. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, apoiadas por estes rumores.

Contudo, apesar dos boatos, a reunião do Conselho Estatal chinês não trouxe grandes novidades para a rígida estratégia de Pequim, mas sinalizou movimentação das autoridades em meio aos recentes protestos. 

De volta às praças europeias, o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, afirmou que a inflação deve desacelerar a partir dos dois primeiros trimestres de 2023, após permanecer em torno de 10% nos próximos meses. No entanto, ele projeta que os preços continuem em níveis ainda elevados mesmo após moderarem, e por isso a política monetária seguirá fundamental.

“Faremos todo o necessário para que efetivamente a inflação acabe convergindo para 2%, de forma simétrica e a médio prazo, que é nosso objetivo final”, disse Guindos, em painel durante evento do jornal espanhol Expansión. O dirigente alertou que a desaceleração da economia por si só não será suficiente para que a inflação atinja a meta do BCE.

Segundo Guindos, há possibilidade de que a Zona do Euro entre em recessão técnica em breve. A piora da situação econômica – junto com o aperto monetário – provocou uma “deterioração importante da estabilidade financeira” no bloco, alertou.

O índice de sentimento econômico do bloco, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu de 92,7 pontos em outubro para 93,7 pontos em novembro, se recuperando após atingir o menor patamar desde novembro de 2020 no mês passado. 

O resultado de novembro veio acima da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que esperavam alta a 93,0. 

A leitura de outubro foi revisada para cima, de 92,5 originalmente.

A agenda internacional desta terça-feira tem como destaque a publicação do CPI da Alemanha, às 10h. Entre os eventos, o presidente do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, discursa no Comitê dos Lordes no parlamento britânico, às 12h.

Por aqui, depois de quase um mês sem consenso, o relator-geral do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), protocolou a PEC de Transição no fim da tarde de ontem. A presença do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Brasília acelerou as definições e destravou acordos da transição. 

O texto prevê R$ 175 bilhões fora do teto para o Bolsa Família e R$ 23 bilhões para investimentos, além de limitar em quatro anos a excepcionalização de gastos. 

A agenda de hoje traz a participação do diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, em evento do JPMorgan, além das leituras de outubro do Caged, às 9h30, e da Arrecadação Federal e do Governo Central, às 10h30 e 14h30, respectivamente, além do IGP-M de novembro às 8h. 

Desempenho dos principais índices às 7h45:

🇺🇸 S&P Futures +0,38%

🇩🇪 DAX +0,22%

🇺🇸 Nasdaq +0,62%

🇬🇧 FTSE +0,72%

🇫🇷 CAC +0,30%

🛢 Petróleo Brent +2,43% 

🛢 Petróleo WTI +2,34%

💵 Índice Dólar -0,45%

🇺🇸 S&P VIX -0,14%

💰 Bitcoin +1,80%

💲 Ethereum +3,72%

 

(Com Agência Estado)

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