Ibovespa fecha abaixo dos 108 mil pontos e acumula queda de 0,5% na semana; dólar sobe mais de 1% no período

Ibovespa fecha abaixo dos 108 mil pontos e acumula queda de 0,5% na semana; dólar sobe mais de 1% no período


Sem notícias positivas para impulsionar o Ibovespa para cima, o índice terminou a sessão desta sexta-feira em baixa e com um saldo semanal negativo. Em dia de vencimento de opções, a Bolsa brasileira entrou no clima dos mercados internacionais, que repercutiram as decisões dos maiores Bancos Centrais do mundo, tomadas ao longo da semana. A menos de duas semanas para o final do ano, as autoridades monetárias sinalizam que as medidas de estímulo adotadas ao longo da pandemia estão ficando para atrás.

“Os investidores seguem cautelosos e ainda digerem as decisões de política monetária dos principais bancos centrais do mundo, que priorizam a luta contra a inflação e reduzem as flexibilizações monetárias, enquanto estão de olho nos possíveis impactos da nova variante”, afirma Alexsandro Nishimura, economista e sócio da BRA.

Com o Congresso entrando em recesso na semana que vem e a agenda de poucos indicadores, Juan Espinhel, especialista em investimentos da Ivest Consultoria, explica que a Bolsa deve ficar mais condicionada aos mercados internacionais, em um período de baixa liquidez para os negócios.

“A gente tende a sofrer mais uma saída de capital estrangeiro e com certeza uma retirada de estímulos e aumento de juros no exterior vai impactar as Bolsas nos próximos dias”, afirma Espinhel.

O mercado também fica mais vulnerável às incertezas sobre a variante Ômicron do coronavírus, que aparentemente tem maior grau de transmissibilidade, porém é menos letal. No Reino Unido, por exemplo, os casos têm aumentando consideravelmente, levando à novas restrições. Ainda assim, o Banco Central da Inglaterra foi o primeiro grande BC a subir juros desde o início da pandemia – elevando a taxa de 0,10% para 0,25% ao ano, surpreendendo o mercado.

Nesta madrugada desta quinta-feira, foi a vez do Banco Central do Japão anunciar que vai reduzir o financiamento emergencial da economia, adotado na pandemia. A autoridade monetária japonesa, porém, enfatizou que os juros vão continuar negativos, ainda que outros Bancos Centrais aumentem as taxas, sinalizando com uma postura ainda bastante flexível na comparação com outros BCs.

Tudo isso aconteceu depois que o Banco Central dos Estados Unidos (Federal Reserve) decidiu acelerar o ritmo da retirada de estímulos (tapering), reduzindo a compra de títulos públicos em US$ 30 bilhões por mês. A expectativa é que o programa de compra de ativos também seja encerrado em março de 2022. A partir daí, o Fed deve realizar três altas de juros só no ano que vem. As taxas, hoje, oscilam entre zero e 0,25% ao ano. Os Estados Unidos também têm registrado os maiores índices de inflação em décadas.

Números de fechamento

O Ibovespa fechou em queda de 1,04%, aos 107.200 pontos. O volume negociado no dia ficou em R$ 37,7 bilhões. Na semana, o índice acumula queda de 0,5%. O Ibovespa futuro para fevereiro de 2022 opera em queda de 1,14%, aos 108.650 pontos nos últimos negócios do dia.

O dólar fechou em alta de 0,10%, a R$ 5,684 na compra e R$ 5,685 na venda. Na semana, a moeda americana acumulou alta de 1,24%. O dólar futuro para janeiro de 2022 operava em ligeira queda de 0,07%, a R$ 5,701 próximo ao fechamento.

No sessão estendida do mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2023 operava em alta de cinco pontos-base, a 11,75%; DI para janeiro de 2025 subia 13 pontos-base, a 10,75%; e o DI para janeiro de 2027 subia 15 pontos-base, a 10,65%.

Bolsas no exterior e commodities

As Bolsas em Nova York fecharam em baixa pelo segundo dia seguido, em dia de vencimento quádruplo (contrato de opções sobre índices, futuros de índices, opções sobre ações e futuros de ações). O Dow Jones fechou em queda de 1,48% a 35.366 pontos; o S&P 500 recuou 1,03%, a 4.620 pontos; Nasdaq fechou em baixa de 0,07% a 15.169 pontos

Já as Bolsas europeias, que ontem descolaram de Nova York e fecharam em alta, hoje tiveram comportamento semelhante ao do mercado americano. Os índices reagiram à escalada da inflação e ao aumento de casos da variante ômicron. O índice pan-europeu Stoxx 600, que mede o desempenho de empresas de 17 países, fechou em queda de 0,56%.

No segmento de commodities, as cotações do petróleo fecharam em baixa: o barril WTI para janeiro recuou1,98%, para US$ 70,72; e o do Brent para fevereiro caiu 2,01%, a US$ 73,51.

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