Ibovespa interrompe sequência negativa, impulsionado por retorno do apetite pelo risco e cenário positivo no exterior

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O Ibovespa interrompeu sequência negativa e fechou em alta nesta segunda-feira (17), acompanhando a melhora do humor nos mercados internacionais. No Reino Unido, a reconsideração de propostas fiscais recebidas negativamente pelos investidores motivou uma recuperação das bolsas europeias, assim como a divulgação de resultados trimestrais positivos nos Estados Unidos. O noticiário doméstico foi relativamente esvaziado, com destaque para a divulgação do IBC-Br de agosto.

O novo ministro das Finanças do Reino Unido, Jeremy Hunt, em discurso ao Parlamento do país, apontou que o governo precisa dar mais segurança aos mercados sobre seus planos fiscais, após a repercussão negativa do pacote anunciado semanas atrás pela equipe da primeira-ministra Liz Truss. A fala foi bem recebida pelos investidores ao redor do mundo, que retornaram com certo grau de apetite pelo risco, impulsionando os principais índices acionários.

No Brasil, uma nova revisão para baixo do IPCA animou os investidores, ainda que o IBC-Br, considerado uma “prévia” do PIB, tenha vindo abaixo das expectativas do mercado.

O dólar fechou em queda, acompanhando o movimento verificado no mercado internacional. Operadores relatam que o fluxo cambial permaneceu positivo, o que dá sustentação ao real em relação à moeda americana. No exterior, a recuperação da libra e do euro pressionaram a divisa.

📊 Ibovespa 113.623,98 pontos (+1,38%)
💰 Volume R$ 27,9 bilhões
💵 Dólar R$ 5,3028 (-0,37%)

Os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4), com elevado volume de negociações, registraram volatilidade ao longo do pregão. Inicialmente, o mercado repercutiu negativamente o rebaixamento da recomendação do Credit Suisse para as ADRs da estatal de “compra” para “neutra”, assim como o cenário político considerado turbulento. Ainda assim, a retomada do bom humor nos mercados internacionais e a alta do petróleo chegaram a dar fôlego aos papéis, que inverteram o sinal e passaram a operar em alta. Ao fim da sessão, com os contratos da commodity passando para o território negativo e com o ressurgimento de preocupações em relação à economia chinesa, Petrobras ON (PETR3) e PN (PETR4) voltaram a operar em queda e fecharam registrando perdas de 0,65% e 0,09%, respectivamente.

A CVC (CVCB3) foi a maior alta do índice hoje, com 9,18%, após a companhia lançar o novo Clube CVC, programa de fidelidade que permite a troca de pontos por produtos.

Os papéis de companhias aéreas também avançaram na sessão, com Azul (AZUL4) e Gol (GOLL4) registrando altas de 6,11% e 4,42%, respectivamente, favorecidas pela desvalorização do dólar ante o real, reduzindo os custos operacionais. A Embraer (EMBR3) subiu 6,58%, após informar que duas de suas subsidiárias, a Embraer Aircraft Holding e a Embraer Netherlands Finance B.V., obtiveram uma linha de crédito rotativo no valor de até US$ 630 milhões junto a 14 instituições financeiras internacionais.

O setor de elétricas registrou bom desempenho, em meio a um movimento de equalização de carteiras por parte dos investidores e à perspectiva de menor inadimplência no futuro. A Cemig (CMIG4) avançou 5,07%, enquanto Eletrobras ON (ELET3) e PNB (ELET6) tiveram altas de 4,90% e 4,52%, respectivamente.

O recuo do minério de ferro na bolsa chinesa de Dalian, o bom humor externo e as preocupações com a economia chinesa estiveram no radar dos papéis de mineradoras e siderúrgicas, que tiveram desempenho misto hoje. A Vale (VALE3) avançou 1,20%, impulsionada pela melhora do panorama externo, enquanto Gerdau (GGBR4) e CSN Mineração (CMIN3) subiram 2,09% e 0,92%, respectivamente. Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) recuaram 1,22% e 0,70%.

Do lado negativo, a MRV (MRVE3) foi o principal destaque, liderando as perdas do índice com 11,42%. A companhia reportou números considerados fracos em sua prévia operacional referente ao 3T22, motivando uma reação negativa do mercado em meio a temores de grande aumento do endividamento.

A Braskem (BRKM5) recuou 3,54%, após avançar quase 30% na semana passada. De acordo com Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, o papel devolve parte dos ganhos pois as conversas com a Apollo, gestora americana que responsável pela oferta de aquisição da companhia, esfriaram nos últimos dias.

A Fleury (FLRY3) completou o “pódio” das baixas, com 2,87%, após anunciar aumento de capital de até R$ 1,2 bilhão via emissão de novas ações. Para analistas da Terra Investimentos, a reação negativa do mercado é motivada pela “diluição” dos atuais acionistas, considerando a forma escolhida para realizar o aumento. A Hermes Pardini (PARD3), adquirida recentemente pelo grupo e que tem seus papéis negociados fora do Ibovespa, também foi afetada negativamente e recuou 3,22%.

⬆️ Maiores altas do índice

🟢 CVCB3 +9,18%
🟢 EMBR3 +6,58%
🟢 AZUL4 +6,11%

⬇️ Maiores baixas do índice

🔴 MRVE3 -11,42%
🔴 BRKM5 -3,54%
🔴 FLRY3 -2,87%

(Com Agência Estado e BDM Online)

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