Ibovespa futuro cai quase 2% e dólar sobe mais de 2%, em 1º pregão após Fomc e Copom

Ibovespa futuro cai quase 2% e dólar sobe mais de 2%, em 1º pregão após Fomc e Copom


Na volta do feriado de Corpus Christi e no primeiro pregão da B3 após a Super Quarta, quando ocorreram as decisões de política monetária no Brasil e nos EUA, o Ibovespa futuro abriu com queda expressiva, recuando 2,02%, às 9h20, aos 103.084 pontos.

Assim, o índice acompanha o desempenho negativo do fechamento dos ADRs (American depositary receipts), negociados nas bolsas dos EUA, na véspera, quando o índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR fechou com queda de 4,48%.

O pregão na B3, desta sexta-feira, também será marcado pelo vencimento de opções de ações.

Na quarta-feira, após o fechamento dos mercados, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 12,75% para 13,25% ao ano na última quarta quarta-feira (15). Para a maioria, a decisão veio em linha com o esperado.

Contudo, o fato de o Banco Central ter citado no seu comunicado a expressão “para o redor da meta” para a convergência da inflação, mencionado o ano de 2024 na sua análise e deixando a porta aberta para um ajuste de igual ou menos magnitude no encontro de agosto, chamou atenção.

O tom do comunicado foi considerado hawkish (preocupado com a inflação), mas o termo “ao redor da meta” indicaria uma postura dovish (menos preocupada com a inflação).

No mercado de câmbio, o dólar comercial subia 2,15%, a R$ 5,133 na compra e R$ 5,134 na venda. Também reagindo ao Copom, os juros futuros avançam: DIF23, +0,03pp, a 13,59%; DIF25, +0,02pp, a 12,70%; DIF27, +0,06pp, a 12,66%; DIF29, +0,08pp, a 12,78%; e DIF31, +0,09pp, a 12,87%.

Nos Estados Unidos, no pré-mercado, os futuros do Dow Jones, do S&P 500 e da Nasdaq sobem, respectivamente, 0,67%, 0,86% e 1,15%. Entretanto, na véspera, os mercados registraram forte quedas, com o Dow Jones perdendo 2,42%, o S&P500 caindo 3,25% e o Nasdaq desabando 4,08%.

Recuperação após decisão do Fomc

Dessa forma, o movimento de alta é uma tentativa dos mercados se recuperarem em semana tumultuada, após o Fed elevar a quarta-feira sua taxa básica de juros em 75 pontos-base, sua maior alta desde 1994, antes de o Banco Nacional Suíço surpreender os mercados com sua primeira alta desde 2007 e o Banco da Inglaterra implementar sua quinta alta consecutiva.

Na Europa, a tendência é a mesma – os principais índices avançam, acompanhando o temor de que a instituição monetária americana irá acelerar seu processo de alta de juros. O DAX, da Alemanha, sobe 1,11%. O CAC 40, da França, avança 1,26%. O STOXX 600, de todo o continente, tem alta de 1,19%.

Na Ásia, a maioria das principais bolsas fecharam em baixa. A Nikkei, do Japão, e a Kospi, da Coreia do Sul, recuaram, respectivamente, 1,77% e 0,43%. Shanghai, da China continental, por outro lado, conseguiu fechar no verde, subindo 0,96%. Hong Kong fechou em alta de 1,10%.

Por lá, o Banco do Japão decidiu manter sua política monetária inalterada. A decisão do banco central japonês contrasta fortemente com a de seus pares globais. No início desta semana, o Federal Reserve dos EUA , o Banco da Inglaterra e o Banco Nacional da Suíça aumentaram suas taxas de referência.

 

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