Ibovespa recua, pressionado por cenário de aversão ao risco e commodities em queda

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O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira (11), dia marcado pela aversão ao risco nos mercados acionários ao redor do mundo. Fatores como a detecção de novos surtos de Covid-19 na China e falas hawkish de diretores do Fed agravaram preocupações em relação a uma possível recessão global. O feriado nacional de amanhã colabora para a cautela dos investidores.

A divulgação do IPCA hoje, apesar de apontar uma deflação, positiva do ponto de vista do apetite pelo risco, ainda traz dúvidas por conta do forte peso de desonerações tributárias sobre o resultado, conforme argumenta a economista-chefe da Veedha Investimentos, Camila Abdelmalack.

Além disso, papéis vinculados a commodities, especialmente o petróleo e o minério de ferro, foram pressionados e recuaram em sua maioria. A Vale (VALE3) recuou 0,68%, enquanto Petrobras ON (PETR3) e PN (PETR4) fecharam em queda de 0,97% e 0,75%, respectivamente, na esteira do desempenho de suas commodities de referência.

O dólar fechou em forte alta, em meio à busca por proteção na moeda americana, tanto no plano internacional quanto no doméstico. No exterior, as declarações do presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Andrew Bailey, dando um “ultimato” em relação à crise no mercado de Gilts britânicos, acelerou os ganhos da moeda americana em relação a seus pares. No Brasil, o motivo principal foi o feriado de amanhã.

📊 Ibovespa 114.827,12 pontos (-0,96%)
💰 Volume R$ 31,2 bilhões
💵 Dólar R$ 5,2722 (+1,57%)

O destaque da sessão ficou com a Braskem (BRKM5), que disparou 20,40% e liderou as altas do pregão. A gestora americana Apollo fez uma nova oferta para aquisição da companhia, com valor 25% superior ao da anterior e que inclui o fechamento do capital da empresa na B3 e posterior reabertura na bolsa de Nova York.

A Cosan (CSAN3) se recuperou após liderar as quedas do dia anterior e fechou em alta de 1,69%. Além disso, a Rumo (RAIL3) e a Raízen (RAIZ4), controladas da companhia, avançaram 4,22% e 6,22%, respectivamente. Ontem, o mercado foi “pego de surpresa” pela notícia da aquisição de participação na Vale (VALE3) pela empresa.

A Cielo (CIEL3) também registrou bom desempenho hoje, subindo 1,76% apesar do cenário de aversão ao risco. Para Julia Monteiro, analista da MyCap, a performance é resultado de um reforço das expectativas do mercado por um 3T22 positivo.

Ao final do pregão, as ações de supermercadistas ganharam fôlego e avançaram. O mercado aguarda bons resultados do setor no 3T22, em meio à prorrogação do Auxílio Brasil, que deve trazer um impulso ao consumo. O Carrefour (CRFB3) subiu 0,43%, enquanto GPA (PCAR3) e Assaí (ASAI3) avançaram 1,21% e 0,69%, respectivamente.

O setor de frigoríficos foi destaque negativo. De acordo com relatório do Itaú BBA, há expectativa de que os spreads domésticos nos Estados Unidos, importante fonte de demanda das companhias, continuem pressionando os resultados de algumas destas, especialmente JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3), que tiveram queda de 4,09% e 2,45%.

A Qualicorp (QUAL3) figurou entre as maiores quedas de hoje. O JPMorgan rebaixou o preço-alvo para os papéis da companhia de R$ 14,50 para R$ 12,00, mantendo recomendação neutra.

⬆️ Maiores altas do índice

🟢 BRKM5 +20,40%
🟢 RAIZ4 +6,62%
🟢 RAIL3 +4,22%

⬇️ Maiores baixas do índice

🔴 LWSA3 -6,92%
🔴 QUAL3 -5,57%
🔴 CVCB3 -5,50%

(Com Agência Estado e BDM Online)

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