Ibovespa se descola de NY e avança, com “alívio” no panorama fiscal; Copel [CPLE6] dispara 22%

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O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (21), descolado dos principais índices de Nova York e após operar em queda durante parte do dia. No plano doméstico, investidores monitoram a apresentação de novas PECs que tratam dos gastos fora do teto, tendo certo “alívio” em relação à questão fiscal em meio a uma maior disposição de integrantes do governo eleito em fazer um enxugamento da PEC final. No exterior, o avanço da Covid-19 na China e rumores sobre um aumento da produção da Opep estiveram no radar do mercado.

Notícias de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) estaria preparando um aumento de 500 mil barris por dia em sua produção derrubaram o petróleo e, consequentemente, papéis relacionados à commodity na bolsa brasileira. Contudo, a negativa da Arábia Saudita aos boatos retomou o fôlego dos contratos e dos papéis, o que ajudou o índice doméstico a retornar ao campo positivo.

Ainda assim, o avanço do número de casos de Covid-19 na China preocupa em relação à demanda e ao nível de atividade econômica no país, o que tem impactos significativos sobre as empresas nacionais, que tendem a ser pressionadas por essa instabilidade.

Apesar disso, o alívio no cenário fiscal, com perspectivas de um enxugamento da PEC de Transição, retomou o apetite pelo risco dos investidores. A possibilidade de um volume menor a ficar “de fora” do teto de gastos, ao contrário dos R$ 200 bilhões inicialmente previstos, assim como uma disposição de antecipar o debate de um novo arcabouço fiscal, dão “fôlego” ao índice após as fortes desvalorizações verificadas nos últimos dias.

O dólar fechou em queda, contrariando o movimento da moeda ante seus principais pares no exterior. A melhor percepção relacionada à questão fiscal reduziu parte dos temores dos operadores, enquanto parte do mercado segue realizando os lucros apurados nos últimos dias.

De acordo com o economista-chefe da JF Trust, Eduardo Velho, o descolamento do cenário doméstico em relação ao externo se deve à possibilidade da PEC ser “menos pior” do que se imaginava, mas o ajuste “é pontual, e não uma tendência”.

📊 Ibovespa 109.748,18 pontos (+0,81%)
💰 Volume R$ 37,4 bilhões
💵 Dólar R$ 5,3106 (-1,19%)

O principal destaque positivo de hoje foi a Copel [CPLE6]. Os papéis da companhia dispararam e fecharam em alta de 22,07%, após a emissão de um comunicado informando que o estado do Paraná pretende realizar uma oferta de ações para privatizar a companhia.

O “alívio” nos juros futuros favoreceu os papéis de algumas construtoras, principalmente Cyrela [CYRE3], que foi o segundo maior avanço do dia, com 8,01%, enquanto EZTec [EZTC3] registrou alta de 5,18%.

O setor de varejo avançou, também impulsionado pelo recuo dos juros ao longo da sessão, que vinham pressionando os papéis nas últimas sessões. Petz [PETZ3] registrou ganhos de 5,83%, enquanto Via [VIIA3] avançou 3,62%. Magazine Luiza [MGLU3] foi a quinta maior alta do dia, com 7,30%.

Por último, as techs também foram beneficiadas pelos juros e pelo maior apetite por risco verificado hoje e subiram, com Locaweb [LWSA3] avançando 5,00%, enquanto Méliuz [CASH3] e Positivo [POSI3] tiveram altas mais modestas, de 0,91% e 0,90%, respectivamente.

A Cemig [CMIG4] avançou 7,54%, com investidores reagindo à notícia de que a companhia vai investir R$ 500 milhões na construção de usinas solares fotovoltaicas em Minas Gerais.

A Sabesp [SBSP3] subiu 7,32%, após o Citi elevar seu preço-alvo para os papéis de R$ 55,00 para R$ 70,00, mantendo a recomendação de compra, ainda no otimismo em relação a uma possível privatização da companhia pelo governador eleito de São Paulo, Tarcisio de Freitas

Do lado negativo, a Vale [VALE3] recuou 1,13% e foi uma das principais responsáveis por conter os ganhos do índice, na esteira da queda de 2,90% do minério de ferro na bolsa de Cingapura. A maior parte das mineradoras e siderúrgicas fechou em queda, como CSN [CSNA3], CSN Mineração [CMIN3] e Usiminas [USIM5], que recuaram 1,14%, 1,93% e 2,37%, respectivamente.

As exceções foram Gerdau [GGBR4] e Metalúrgica Gerdau [GOAU4], que subiram 0,91% e 1,81%, beneficiadas por seus melhores resultados na comparação com o setor e pela perspectiva de continuidade do bom desempenho no 4T22.

A Petrobras [PETR3; PETR4] teve dia de oscilação, de olho no noticiário político. Hoje, o presidente eleito Lula marcou conversas com candidatos à presidência da estatal, de acordo com fontes próximas ao assunto, e os rumores são de que o PT descarta a possibilidade de escolher um nome em desalinho com o partido e o programa de governo.

A forte queda do petróleo registrada ao longo do dia também pressionou os papéis, que voltaram a mostrar recuperação após a notícia de que os sauditas negaram que a Opep+ tem discussões em curso para um aumento de sua produção. Petrobras ON [PETR3] teve queda de 0,36%, enquanto PN [PETR4] avançou 0,30%.

Suzano [SUZB3] e Klabin [KLBN11] tiveram os maiores recuos do dia, com 2,87% e 3,13%, pressionadas por uma desvalorização do dólar ante o real, o que prejudica companhias exportadoras.

⬆️ Maiores altas do índice

🟢 CPLE6 +22,07%
🟢 CYRE3 +8,01%
🟢 CMIG4 +7,54%

⬇️ Maiores baixas do índice

🔴 KLBN11 -3,13%
🔴 SUZB3 -2,87%
🔴 USIM5 -2,37%

(Com Agência Estado e BDM Online)

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