Ibovespa sobe 0,65% e fecha em alta pelo quarto dia consecutivo; sessão foi de ganhos robustos também no exterior

Ibovespa sobe 0,65% e fecha em alta pelo quarto dia consecutivo; sessão foi de ganhos robustos também no exterior


Ainda que longe das máximas do dia, o Ibovespa fechou em alta pela quarta sessão consecutiva, o que não acontecia desde a segunda semana de outubro. A Bolsa brasileira chegou perto dos 109 mil pontos, com o impulso do bom humor no exterior. Os mercados lá fora fecharam o dia com ganhos expressivos, diante de notícias animadoras sobre a variante ômicron do Coronavírus. As primeiras informações apontam para uma cepa de menor gravidade, apesar de mais contagiosa.

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Ainda faltam informações mais completas sobre o tema e os ricos da pandemia continuam no radar. Mas os investidores aproveitaram o dia de bons indicadores para ir às compras. O Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro surpreendeu positivamente, assim como dados de atividade industrial na Alemanha e na China. Tudo apontando para uma recuperação da economia global, ainda que o fantasma da inflação continue pairando sobre as análises de risco.

Esta semana tem o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro, aqui no Brasil, e dado de inflação também nos Estados Unidos. Será um indicador importante para entender os planos do Banco Central americano a respeito da retirada de estímulos e aumento das taxas de juros no país, o que tende a tirar capital dos investimentos de risco.

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Mas antes do IPCA, tem a última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) do ano, que começou hoje. Amanhã o colegiado deve anunciar um ajuste na taxa básica de juros (Selic) e a maioria do mercado acredita que o ajuste será de 1,5 ponto percentual, para 9,25% ao ano.

O Ibovespa subia com mais intensidade, mas reduziu ganhos justamente com as novidades sobre a PEC dos Precatórios. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deu o dia 22 de dezembro como prazo para promulgação da proposta de emenda à constituição. Até lá, ele e o presidente da Câmara, Arthur Lira, precisam achar uma solução para passar o texto aprovado no Senado, “independente de medida provisória”.

Pacheco admitiu que o acordo com a Câmara ainda não aconteceu, mas que as duas casas estão cientes da necessidade de chegar a um entendimento, para pagar o Auxílio Brasil. O presidente do Senado não descarta o fatiamento da PEC dos Precatórios.

O Ibovespa fechou em alta de 0,65%, aos 107.557 pontos. O volume negociado no dia ficou em R$ 29,33 bilhões. O Ibovespa futuro para dezembro de 2021 opera em alta de 0,54% aos 107.815 pontos, nos últimos negócios do dia.

“Após cinco meses consecutivos de queda, o sonho do rali de fim de ano parece estar em andamento”, afirmou Alexsandro Nishimura, economista e sócio da BRA.

O dólar comercial fechou em queda de 1,26%, a R$ 5,168 na compra e R$ 5,168 na venda. O dólar futuro para janeiro de 2022 é negociado em queda de 1,41% a R$ 5,643 nos últimos negócios do dia.

No mercado de juros futuros, às vésperas da decisão do Copom, os contratos mais curtos subiram e os mais longos caíram. Na sessão estendida, o DI para janeiro de 2023 subia oito pontos-base a 11,48%; DI para janeiro de 2025 recuava 13 pontos-base a 10,82%; e o DI para janeiro de 2027 caia 18 pontos-base a 10,81%.

“Os contratos mais longos estão seguindo o movimento de queda e isso tira bastante a pressão do mercado e isso ajuda a Bolsa a andar”, explica Flávio Aragão, sócio da 051 Capital.

Em Nova York, as Bolsas emplacaram um segundo dia seguido de ganhos robustos, praticamente zerando as perdas registradas após a descoberta da variante Ômicron. O Dow Jones subiu 1,40%, a 35.719 pontos; o S&P 500 avançou 2,07%, 4.686 pontos; e a Bolsa de tecnologia Nasdaq disparou 3,03% a 15.686 pontos.

Na Europa, a maioria das Bolsas fechou com alta superior a 2%, incluindo o índice Stoxx 600, que reúne empresas de 17 países do continente e avançou 2,45%.

No segmento das commodities, além do minério de ferro, que subiu forte nas Bolsas asiáticas, a cotação do petróleo também teve ganhos expressivos. No fechamento do dia, o barril do WTI para janeiro de 2022 subiu 3,64%, a US$ 72,02; e o Brent para fevereiro de 2022 avançou 3,24%, a US$ 75,45.

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