Indústria dos EUA resiste e dificulta corte de juros

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O PMI Industrial dos Estados Unidos avançou 0,3 ponto em junho e foi a 51,6 pontos, máxima de 3 meses do indicador e que ainda sinaliza um crescimento modesto do segmento. Apesar da demanda continuar deprimida e da confiança ter atingido a mínima de 19 meses, os novos pedidos cresceram pelo segundo mês consecutivo e a uma taxa mais rápida, mas a velocidade de expansão ainda é baixa em função dos preços altos e condições econômicas desafiadoras.

Ao mesmo tempo, os novos pedidos de exportação ficaram estáveis no período e encerraram uma sequência de quatro meses seguidos de crescimento. As empresas apontaram novos negócios oriundos do Canadá e da Alemanha, mas menos pedidos da China. Como consequência, houve aumento no nível de produção, mas a taxa de crescimento diminuiu em relação a maio em função da demanda pior. Além disso, as empresas contrataram mais funcionários pelo sexto mês seguido e no ritmo mais acelerado em 21 meses por causa de expectativas de melhora da demanda nos próximos meses.

Ademais, os participantes da pesquisa relataram custos de fornecedores mais altos, que em conjunto com os custos crescentes de trabalho resultaram em novo aumento robusto no custo de insumos. Apesar disso, a taxa de inflação recuou para a mínima de 3 meses. Por outro lado, os preços de venda desaceleraram pelo terceiro mês consecutivo.

Finalmente, as empresas se mostraram menos otimistas para os próximos 12 meses e o nível de sentimento caiu para o menor patamar desde novembro de 2022. Ainda assim, as companhias seguem confiantes que a produção irá crescer, refletindo expectativas de retomada no número de novos pedidos, que se encontram fracos atualmente.

Ainda é possível observar bastante resiliência no setor industrial americano, que é o mais enfraquecido diante do cenário macroeconômico atual de juros e inflação elevados, algo que segue dificultando o início do ciclo de redução da taxa básica no país e contribui para manter o FED com uma postura cautelosa. Ao mesmo tempo, temos alguns sinais de desaceleração relatados na demanda, na inflação e nas expectativas que podem ser concretizados nos próximos meses e auxiliar na queda da inflação.

Dito isso, de momento esperamos que o setorsiga em crescimento, amparado pelo mercado de trabalho forte, e seguimos com perspectiva de um corte de juros ao final de 2024.

 

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