Indústria frustra expectativas em novembro e economistas reiteram ventos contrários no horizonte

Indústria frustra expectativas em novembro e economistas reiteram ventos contrários no horizonte

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No sexto mês consecutivo de baixa, a produção industrial registrou queda de 0,2% em novembro de 2021 frente outubro, frustrando a expectativa de especialistas do mercado financeiro consultados pela Refinitiv, que esperavam leve alta de 0,1% na comparação mensal.

Em relação a novembro de 2020, o setor recuou 4,4%, acima da queda esperada de 4,2%. E, apesar de acumular, nos 11 meses de 2021, avanço de 4,7% frente ao mesmo período do ano anterior, a indústria continua a se afastar cada vez mais do patamar pré-pandemia.

Na avaliação de João Leal, economista da Rio Bravo, o resultado negativo reforça a visão de que o Produto Interno Bruto (PIB) não deve crescer no quarto trimestre.

“Apesar de uma melhora marginal nos gargalos da cadeia de suprimentos, a desaceleração da demanda e a alta no juro básico devem continuar mantendo a indústria fragilizada nos próximos meses. Esperamos apenas um leve crescimento para dezembro, insuficiente para fazer o setor apresentar variação positiva no quarto trimestre”, afirma.

Em relatório, a XP também diz esperar uma redução gradual dos gargalos nas cadeias de suprimentos em 2022, com cada vez menos fábricas paralisadas na Ásia e menos interrupções no fornecimento de energia.

Ainda que o avanço da variante ômicron da Covid-19 seja um fator de risco relevante a ser monitorado, a expectativa é de que não leve a restrições de mobilidade severas. Por isso, a XP espera que o processo de recomposição de estoques deva puxar a produção em atividades como a indústria automotiva nos próximos meses.

Por outro lado, o encolhimento da demanda doméstica – decorrente sobretudo da política monetária contracionista – aliado a uma expansão mais moderada da economia global provavelmente impedirá que a indústria brasileira cresça de forma consistente ao longo deste ano, escrevem os economistas.

A casa projeta um aumento de cerca de 0,5% da produção industrial em 2022, após ter recuado 4,5% em 2020 e com expectativa de avanço de 3,8% em 2021.

A XP estima, de forma preliminar, crescimento de 0,9% para a produção industrial em dezembro (contração de 7,1% ante dezembro de 2020), o que implicaria queda de 1,0% no quarto trimestre de 2021 em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Com relação às estimativas para o PIB, os economistas da casa veem uma economia brasileira estável em 2022, após projeção de crescimento de 4,4% em 2021. Já para 2023, a XP projeta recuperação moderada da economia doméstica (crescimento de 1,2%).

Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs, se diz desapontado com os dados da produção industrial apresentados nesta quinta pelo IBGE.

Ele lembra que o aumento da mobilidade social a partir da segunda metade de abril de 2020 contribuiu para um fortalecimento da atividade industrial. Porém, uma mudança de bens de consumo para serviços e aumento dos custos na cadeia de produção nos últimos meses contribuíram para ventos contrários no setor manufatureiro.

“Olhando para frente, espera-se que o setor industrial continue a enfrentar ventos contrários de condições financeiras mais apertadas (taxas crescentes), demanda fraca, uma vez que a inflação corrói a renda disponível real, fricções persistentes na cadeia de suprimentos e custos mais altos de logística, energia e outros insumos”, escreve Ramos, em relatório.

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