Inflação americana resiste e ciclo será alongado

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O Índice de Preços ao Consumidor americano apresentou alta de 0,4% em março, ante fevereiro, superando as projeções do mercado marginalmente. O acumulado em 12 meses foi de 3,5%, acelerando em relação aos 3,2% do mês anterior.

O núcleo do índice também teve alta de 0,4% entre meses e permaneceu estagnado em 3,8% no acumulado em 12 meses, batendo as perspectivas marginalmente.

Em março, os principais destaques foram os índices de habitação e gasolina, que juntos representaram mais de 50% do resultado total. No período, o índice de energia teve alta de 1,1% e o índice de alimentos subiu 0,1%.

O índice de alimentos subiu puxado pela alta de 0,3% da alimentação fora do domicílio, visto que a alimentação no domicílio ficou inalterada. Três dos seis grandes grupos de alimentos recuaram no mês, enquanto outros três avançaram.

Entre as quedas se destacaram o índice de outros alimentos no domicílio (-0,5%) e cereais e produtos de confeitaria (-0,9%), enquanto o índice de carnes, aves, peixes e ovos (0,9%) e o índice de bebidas não alcoólicas (0,3%) se sobressaíram do lado positivo.

Já no índice de energia, a alta de 1,7% da gasolina foi o principal fator de contribuição, seguido pela eletricidade (0,9%). No mais, o índice de gás natural ficou inalterado e o óleo combustível caiu 1,3%.

Excluindo os dois grupos mais voláteis acima, a habitação (0,4%) voltou a ser destaque em meio ao mercado imobiliário ainda prejudicado. Outros índices que avançaram foram o de seguros de veículos (2,6%), vestuário (0,7%) e cuidados médicos (0,5%).

A inflação aos consumidores americanos continua se provando mais persistente do que se esperava inicialmente, fato bastante negativo para a trajetória de política monetária americana, que deve continuar se estendendo à medida que os dados macroeconômicos não favorecem uma virada de ciclo tão ligeira.

Dito isso, já vemos reflexos nas curvas de juros futuros e nos índices americanos e esperamos consequentes impactos nas curvas e na bolsa brasileira, precificando a decepção em relação aos possíveis cortes de juros nos EUA.

[Fonte: Benndorf Research]

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