Ibovespa não resiste à abertura negativa de NY; fraca demanda chinesa pesa no minério

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O Ibovespa oscila entre perdas e ganhos com variações moderadas nesta quinta-feira (18). O índice operava em alta, mas não resistiu à abertura negativa dos índices de ações americanos. 

No radar, está o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Ele repetiu que o Brasil é um dos únicos países do mundo em que há a expectativa de redução dos juros em 2023.  “Significa que o Brasil fez o trabalho mais cedo, mais rápido, e que as pessoas acreditam que a maior parte do trabalho do BC já foi feito”, afirmou, em painel no Macro Day 2022, organizado pelo BTG Pactual.

Nos Estados Unidos, as vendas de moradias usadas tiveram baixa mensal de 5,9% em julho, ao ritmo anualizado de 4,81 milhões de unidades. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam queda de 6,1% no período. Essa é a sexta baixa mensal consecutiva do indicador. Na base anual, as vendas de moradias usadas caíram 20,2%.

O avanço do petróleo no mercado futuro internacional impulsiona os papéis ligados à commodity nesta quinta-feira de agenda fraca. Enquanto 3R Petroleum (RRRP3) avança 2,50%, entre as maiores altas do Ibovespa, Petrobras (PETR3; PETR4) sobe cerca de 0,99% PN e 0,89% ON e PetroRio (PRIOR3) ganha 0,74%. Para o analista Pedro Galdi, da Mirae Asset, trata-se também de um movimento causado pelo forte fluxo financeiro, principalmente estrangeiro, na B3.

“Já tivemos dias na semana em que o preço do petróleo caiu, mas Petrobras mostrou forte alta. Entendo que ainda estejamos dentro desse movimento”, avalia Galdi.

O dólar opera em alta marginal, puxado pelo fortalecimento externo. Os investidores reforçam posições defensivas após entrevista da presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, à CNN International. Mary ressaltou a inflação e emprego forte nos EUA, o que sugere postura agressiva do banco central americano. Dados sobre os mercados de trabalho e imobiliário também são monitorados.

O economista-chefe da J. F. Trust, Eduardo Velho, analisa que a ata do Fed sinalizou que pode desacelerar o ritmo de alta de juros à frente, a depender de indicadores de inflação de agosto que saem em setembro, mas disse que a perspectiva de desaceleração global tem peso importante e poderá reduzir a pressão inflacionária mais adiante. 

“Parte do mercado aposta na possibilidade de um Fed mais suave, e a maioria dos investidores passou a apostar em moderação no aperto em setembro no CME Group. Porém, outra parcela de investidores está cética se a inflação americana vai desacelerar conforme as projeções do Fed e continua a apostar em manutenção do ritmo mais agressivo de alta de juros [0,75 p. p] e não quer ficar descoberto, uma vez que as economias da China e da Europa estão em desaceleração, apoiando a demanda por dólar uma vez que as perspectivas americanas são melhores”, analisou. 

A alta das commodities ajuda a limitar a valorização da moeda americana, observa. Movimentos de queda do dólar parecem mais pontuais do que persistentes e robustos, porque os investidores ainda estão inseguros sobre o ritmo do aperto monetário norte-americano, avalia o economista. 

🇧🇷 Ibovespa -0,01% (113.701)

💵 Dólar +0,38% (R$ 5,18)

Cotações registradas às 13h

 

Commodities

petróleo registra alta, ainda reagindo às fortes quedas nos estoques de petróleo e gasolina dos EUA, apontados ontem (17) em pesquisa semanal do Departamento de Energia.

minério de ferro encerrou em queda, depois de renovar a mínima de três semanas. Os preços seguem pressionados por uma fraca demanda no gigante asiático. 

Além disso, uma onda de calor recorde que atingiu várias regiões da China, maior produtora mundial de aço, tem causado escassez de energia, forçando as autoridades a racionar eletricidade, com interrupções de produção em siderúrgicas.

🛢 Brent +2,46% (US$ 95,95)

🛢 WTI +2,20% (US$ 90,05)

🇨🇳 Minério de ferro -3,96% (US$ 99,90)

Cotações registradas às 13h; minério de ferro referente a Dalian

 

(Com Agência Estado)

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