A ação da Natura [NTCO3] lidera as perdas da sessão de hoje, em realização de lucros depois de ter subido 3,48% ontem, após ter registrado prejuízo líquido de R$ 731,9 milhões no segundo trimestre de 2023.
Apesar de seguir negativo, o resultado representou uma leve redução de 4,6% em relação ao mesmo período no ano passado.
Já o Ebitda – lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – teve alta anual de 25,8%, indo a R$ 753,1 milhões.
Para Niels Tahara, analista de varejo da Eleven Financial, o salto nas ações da varejista se deu principalmente pela melhora na margem bruta, a qual apresentou expansão de 4,3 p.p. no 2T23 ante o 2T22.
Ele explicou que este avanço foi impulsionado pelo aumento nos preços e o mix de produtos oferecidos pela companhia, o que também contribuiu para o resultado operacional.
Além disso, o analista também destacou o desempenho da Avon International – subsidiária da Natura –, que teve ganho expressivo de margem bruta, em meio a uma redução de receita líquida em todos os segmentos no trimestre.
Segundo Niels, isso indica um avanço na reestruturação da empresa.
Futuro
Mesmo com a melhora em alguns indicadores no segundo trimestre, Niels afirma que o cenário segue sendo cauteloso para a Natura.
“Principalmente por um ambiente macro ainda desafiador. A própria companhia tem ressaltado a possibilidade de volatilidade nas margens no ano”, declarou.
Ele também mencionou que o movimento de desalavancagem operacional segue sendo um problema para a companhia.
A empresa informou hoje, por meio de comunicado, que obteve hoje todas as aprovações regulatórias e de antitruste relacionadas à venda da Aesop para a L’Oréal.
Com o caminho livre para fechar a transação, muitos players esperam que este movimento possa trazer alívio para o processo de desalavancagem e estancar o prejuízo da Natura.