Mercados mostram fôlego antes de dados de inflação; “Não sei quanto as taxas de juros irão subir”, diz vice-presidente do BCE

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As bolsas da Europa operam em alta firme nesta segunda-feira (12), ampliando ganhos do pregão anterior, quando ações do setor bancário reagiram positivamente ao último aumento de juros do Banco Central Europeu (BCE). Os futuros de Nova York registram leve alta, sugerindo que Wall Street também irá ampliar ganhos da semana passada.

Com a agenda de hoje esvaziada, as atenções estão voltadas para os últimos dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA, divulgados amanhã (13) e com influência crucial na trajetória dos juros americanos. No mesmo dia, é publicado o CPI de agosto e o índice de expectativas econômicas (ZEW) de setembro da Alemanha.

Na quarta-feira (14), também é dia de CPI, desta vez, no Reino Unido, além da produção industrial na Zona do Euro e o índice de preços ao produtor (PPI) de agosto dos EUA. No dia seguinte, é divulgada a produção industrial dos EUA e da China.

Para terminar a semana, temos o CPI da Zona do Euro, sentimento do consumidor preliminar de setembro nos EUA e expectativa de inflação americana em um e cinco anos na sexta-feira (16).

No Reino Unido, a produção industrial caiu de 0,3% em julho ante junho. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço de 0,2% na produção. Na comparação anual, a produção geral da indústria do Reino Unido teve alta de 1,1%, também abaixo da projeção dos analistas, que esperavam crescimento de 1,7%.

Ainda sobre a Europa, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse que o número e tamanho de novas altas de juros pela instituição dependerão de dados econômicos futuros. “Não sei quanto as taxas de juros irão subir”, afirmou Guindos, durante evento do jornal espanhol El Norte de Castilla.

Na última quinta-feira (08), o BCE elevou seus juros básicos em 0,75 p.p., intensificando o aperto de sua política monetária num momento de inflação recorde na Zona do Euro. Também no evento, Guindos disse que este ajuste tem o objetivo de ancorar as expectativas de inflação e que a política monetária do BCE busca amenizar o impacto do salto nos preços de energia em meio à guerra da Rússia na Ucrânia.

Ele descreveu o momento da economia na Zona do Euro como “complexo”, com expansão fraca e inflação que deverá se manter elevada por vários meses. O vice-presidente reiterou que o BCE usará todos os seus instrumentos para garantir a estabilidade dos preços. Às 9h, Isabel Schnabel, membro do conselho do BCE, faz declarações iniciais em conferência anual de pesquisas da entidade.

Falando no leste europeu, os conflitos continuam a todo vapor. A Ucrânia retomou mais áreas na região nordeste de Kharkiv nos últimos dias, segundo o chefe militar do país. Agora, depois de entregar à Rússia um de seus maiores reveses desde que suas tropas invadiram, há mais de seis meses, os comandantes ucranianos devem decidir como explorar seu sucesso no campo de batalha e se preparar para a resposta de Moscou.

Os militares ucranianos disseram ontem que estavam recapturando vilarejos na área ao redor de Kupyansk e Izyum, duas cidades das quais as forças russas fugiram no sábado, quando tropas ucranianas avançaram sobre elas. Essas duas cidades foram centrais para um objetivo de guerra fundamental do presidente russo, Vladimir Putin: tomar as regiões leste de Donetsk e Luhansk da Ucrânia, conhecidas como Donbass. As forças russas usaram Izyum como base para atacar outras cidades da região.

Na Ásia, o cenário foge do padrão. As praças da China, Hong Kong e Coreia do Sul não abriram, por conta de um feriado local. No Japão, a bolsa fechou em alta, acompanhando o apetite ao risco em Nova York na semana passada. A cotação do dólar também contribuiu positivamente para os negócios japoneses.

Por aqui, o IPC-Fipe subiu 0,15% na primeira quadrissemana de setembro, após alta de 0,12% em agosto. Na leitura inicial deste mês, três dos sete componentes do índice subiram com maior vigor ou reduziram deflação: habitação (de 0,76% em agosto para 0,91% na primeira quadrissemana de setembro), transportes (de -1,51% para -1,49%) e despesas pessoais (de 1,22% para 1,45%).

Por outro lado, houve desaceleração nas categorias saúde (de 0,53% para 0,41%), vestuário (de 0,72% para 0,56%) e educação (de 0,11% para 0,10%). Além disso, a deflação no item alimentação (de -0,58% para -0,69%) se intensificou.

Entre os presidenciáveis, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma entrevista coletiva ao lado da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), às 11h, em São Paulo. A expectativa é que Marina anuncie o apoio à candidatura de Lula, numa reaproximação que ocorre após anos de afastamento.

Jair Bolsonaro (PL) participa de um podcast às 19h. Ciro Gomes (PDT) e a senadora Soraya Trhonicke (União Brasil) confirmaram presença na posse da ministra Rosa Weber como nova presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), às 17h, em Brasília.

Além disso, o atual presidente confirmou que irá à Inglaterra para participar do funeral da rainha Elizabeth II, marcado para 19 de setembro.

Desempenho dos principais índices às 7h55:

🇺🇸 S&P Futures +0,53%

🇩🇪 DAX +1,65%

🇺🇸 Nasdaq +0,55%

🇬🇧 FTSE +1,35%

🇫🇷 CAC +1,30%

🛢 Petróleo Brent +0,99%

🛢 Petróleo WTI +0,82%

💵 Índice Dólar -0,74%

🇺🇸 S&P VIX +2,50%

🇧🇷 EWZ +3,02%

💰 Bitcoin +2,63%

💲 Ethereum -1,00%

 

 

(Com Agência Estado)

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