O fim de Magalu (MGLU3)? Luiza Trajano pede “por favor” que clientes corram para lojas

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“Vá o mais rápido possível numa nossa loja. Por favor”.

Assim se aproxima do fim o vídeo de Luiza Helena Trajano que viralizou na internet nesta segunda-feira (18). Em cerca de um minuto, a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza (MGLU3) oferece crédito pré-aprovado para quem já é cliente da varejista, com pagamento através de carnê – “aquele carnezinho gostoso”, nas palavras de Trajano.

“Nós acreditamos em você”, ela conclui o recado aos clientes.

Já o  maior investidor individual da bolsa brasileira, Luiz Barsi, acredita que o Magalu vai “quebrar”, conforme declarado em um podcast na quinta-feira passada (14).

O vídeo de Trajano divulgado hoje trouxe de volta questionamentos sobre a solidez da varejista, cujas ações chegaram a custar R$ 27,40 na máxima histórica, em 2020 – 889% acima do fechamento de hoje, a R$ 2,77.

E o mercado? No que acredita?

Para Victoria Minatto, analista da Benndorf Research, o Magazine Luiza não vai quebrar – ao menos, não agora. Ela explica que Magalu é uma empresa grande, que ainda tem espaço para se endividar. “Não é um varejista de bairro que está quebrando com a pandemia. Magalu é uma das maiores empresas do Brasil, com anos e anos de história, então, para quebrar, não é da noite para o dia”.

Por outro lado, ela destrincha os motivos que possivelmente encorajaram Luiza Trajano a gravar o vídeo mais comentado entre investidores nesta segunda-feira. Além do cenário macroeconômico, que pressiona todas as varejistas, “o Magalu não tem mais os fundamentos que tinha há dois, três anos atrás, quando era a [ação] queridinha do setor”. A competição no varejo hoje é muito mais forte, principalmente por conta da presença asiática – com Shopee no páreo com Magalu, Via e Americanas, e Shein no varejo de moda.

A época de exclusividade do Magalu nas plataformas digitais também acabou, explica a analista, uma vez que Americanas e Via aproveitaram a pandemia para fechar essa lacuna operacional. Dessa forma, “o prêmio de Magalu antes, de ser pioneira em tech, pioneira em tudo, não é mais justificado”.

“O gráfico desconta tudo”

Apesar de se ater à análise gráfica, Filipe Borges, também da Benndorf, corrobora com a visão fundamentalista sobre a empresa. Perguntado sobre uma ação que cairia até o fim de 2021 em entrevista em junho do mesmo ano, Filipe respondeu prontamente: Magalu. Hoje, ele destaca ter se baseado puramente nos gráficos para suas afirmações.

Padrão de alargamento no gráfico de MGLU3 em meados de 2021. [Fonte: Filipe Borges]
Já no final do primeiro semestre de 2021, “tivemos um padrão de alargamento, que rejeitava compras no momento, e o fluxo vendedor tinha sido muito mais forte na queda anterior” em MGLU3, explica. Ele viu no gráfico semanal do ativo uma “mudança de padrão para ‘topo arredondado’, diminuição do fluxo comprador e perda de volume”, conforme indicado no gráfico abaixo.

Mudança de padrão no gráfico de MGLU3 para “topo arredondado”. [Fonte: Filipe Borges]

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