O setor mais resiliente da Bolsa em um cenário de juros altos

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Bancos sempre dão lucro, o que varia é se para mais ou para menos. Na relação com os juros, a máxima permanece. A resiliência do setor ante qualquer cenário de política monetária torna os bancos uma alternativa razoável para blindar um portfólio de investimentos mesmo se a Selic seguir a dois dígitos. 

Com a precificação cada vez mais intensa de uma taxa de juros terminal na faixa de 10%, o estrategista de investimentos da Nomos, Max Bohm, reforça que a recente desvalorização da Bolsa nacional abriu “boas oportunidades” nas ações dos bancos, principalmente BTG Pactual [BPAC11] e Santander [SANB11], que caem cerca de 10% em 2024. 

“Desde que entrei no mercado, há 20 anos, sempre escutei que os bancos ganham com juros altos e com juros baixos”, lembra o especialista. Apesar de muitos se beneficiarem mais do relaxamento monetário hoje em dia, o setor bancário permanece como o mais resiliente nos cenários de restrição. 

No cenário de juros baixos, as instituições financeiras ganham com o crescimento no volume das operações. “Com uma taxa Selic menor, as pessoas ficam com um custo de dívida menor e acabam tomando mais crédito”, assim como as empresas intensificam as transações de fusão e aquisição, ofertas de ações, “entre outros serviços que geram taxas atrativas aos bancos”.

Por outro lado, quando os juros estão altos, os bancos se beneficiam dos maiores spreads praticados, nos quais as taxas de empréstimos sobem em ritmo maior que as taxas de captação.

Logo, conclui Max, Itaú [ITUB4], Bradesco [BBDC4], BTG Pactual, Santander, Banco do Brasil [BBAS3] e companhia ganham nos dois cenários. Ao contrário de outros setores da economia, que “acabam sentindo bastante quando os juros estão elevados, prejudicando o ambiente de expansão dos negócios”.

A jornada dos juros altos

Um combo de acontecimentos no Brasil e no exterior consolida a ideia de que a inflação pós-pandemia é um problema pior até do que o Banco Central havia previsto. 

A atividade econômica nos EUA e as presentes tensões geopolíticas aguçaram o receio do Federal Reserve. O BC americano constatou, lembra Max, que os juros americanos precisam ficar altos por mais tempo – o chamado “higher for longer”.

Se não bastasse um cenário mais desafiador nos EUA, com juros mais altos que acabam atraindo o capital então investido nos mercados emergentes, o governo brasileiro “acrescentou uma pitada de pimenta no cenário macro”, diz Max em referência à mudança na meta fiscal de 2025.

O governo anunciou em 15 de abril a alteração da meta para o próximo ano fiscal de um superávit primário de 0,5% do PIB para um déficit zero. 

“Em outras palavras, o governo está sinalizando que não deve conseguir conter gastos ou crescer suas receitas nos próximos meses.” Mudanças de guidance, prossegue o especialista, são sempre malvistas pelo mercado, e o anúncio em questão “acabou exacerbando o clima de aversão a risco”.

Pouco depois, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a mudança da meta teria impactos nas próximas decisões de juros por aqui. Em desdobramento, a expectativa do mercado com relação à taxa Selic passou de 9,1% para 9,5% em uma semana, conforme registrado no Boletim Focus de 23 de abril.

“E já se começa a ventilar a possibilidade de que a taxa Selic possa cair até os 10% ao ano no curto prazo, diante de juros mais elevados nos EUA por mais tempo e o maior receio de uma volta da inflação por aqui, com a falta de comprometimento fiscal do governo”, completa Max. 

A curva de juros futuros marca precificação de Selic para este ano acima de 10% nesta quinta-feira (02).

 

Promovido pela Nomos Investimentos

Estrategista de ações de longa data, Max Bohm desenvolveu três portfólios de ações exclusivos para a Nomos. Cada um tem uma estratégia bem distinta, mas todos compartilham o objetivo de fazer seu dinheiro trabalhar para você. Clique e conheça!

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