Passaporte de vacina ajuda países a elevar proteção, diz estudo

Passaporte de vacina ajuda países a elevar proteção, diz estudo


(Bloomberg) – Os passaportes de vacinas que restringem acesso a locais, de restaurantes a museus, podem ajudar países com baixas taxas de imunização a combater a resistência às vacinas, segundo estudo publicado na segunda-feira.

Comprovantes que provem imunização contra Covid, recuperação da doença ou um teste negativo, impulsionaram as taxas de vacinação 20 dias antes e 40 dias depois de serem introduzidas em lugares como França, Israel, Itália e Suíça, que começaram com taxas de imunização abaixo da média, de acordo com pesquisa publicada na The Lancet.

O estudo, que examinou dados de seis países, é o primeiro a investigar o impacto de tais exigências. Surge no momento em que a variante ômicron se espalha pelo mundo, levando o Reino Unido e outros países a endurecer as restrições e procurar novas maneiras de imunizar os céticos.

Como a Alemanha considera a vacinação obrigatória, cientistas descobriram que um passaporte de saúde naquele país teve pouco impacto no comportamento das pessoas porque aqueles que podiam ser persuadidos já haviam se vacinado.

O estudo também encontrou pouco efeito na Dinamarca, que estava com poucas doses disponíveis.

As restrições funcionam melhor para aumentar a aceitação da vacinação por pessoas com menos de 30 anos, que muitas vezes não veem o risco de contrair Covid-19 como razão suficiente para tomar a vacina.

Na Suíça, quando os passaportes de vacina foram colocados em prática em casas noturnas e grandes eventos, o único aumento na cobertura de vacinação foi entre os jovens de 20 anos.

“Pode ser que o comprovante de vacina contra a Covid-19 seja uma forma útil de estimular grupos favoráveis à vacina”, disse Tobias Rüttenauer, médico da Universidade de Oxford que é coautor do estudo, em comunicado.

“No entanto, o comprovante por si só não é uma solução mágica para melhorar a aceitação da vacina e deve ser usado junto com outras medidas.”

As autoridades de saúde pública também devem combater a hesitação por meio de campanhas direcionadas e esforços de comunicação para melhorar o conhecimento sobre vacinas e reconstruir a confiança nas autoridades, especialmente entre as minorias, disseram os pesquisadores.

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