Payroll bate projeções, mas com sinais de desaceleração

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O payroll oficial dos Estados Unidos registrou a criação de 206 mil novos empregos em junho, superando levemente as expectativas de 191 mil do mercado. A taxa de desemprego teve alta marginal e foi a 4,1%, máxima desde novembro de 2021.

No período, o número de pessoas desocupadas apresentou pouca variação e permaneceu em 6,8 milhões, mas o número de desocupados de longo prazo (27 semanas ou mais) cresceu em 166 mil para 1,5 milhão. Já o número de pessoas desalentadas caiu em 483 mil para 5,2 milhões.

A taxa de participação da força de trabalho ficou estável em 62,6% e a razão empregopopulação continuou em 60,1%.

Entre as atividades que mais criaram vagas de emprego no final do segundo semestre, o setor público se destaca com a abertura de 70 mil novas vagas, seguido pelos cuidados médicos (49 mil), assistência social (34 mil) e construção (27 mil). Por outro lado, as atividades de comércio varejista (-9 mil) e serviços empresariais e profissionais (-17 mil) registraram corte de vagas.

Outras atividades como mineração, extração de petróleo e gás natural e manufatura não apresentaram variações relevantes no período.

No mais, o ganho médio por hora aumentou em 0,3% em relação a maio e em comparação com junho de 2023 o índice acumula alta de 3,9%, desacelerando dos 4,1% registrados no mês anterior e em linha com os relatos do FED de perda de ritmo nos salários.

Apesar de superar as projeções novamente, o mercado de trabalho americano dá novos sinais de arrefecimento através do aumento da taxa de desemprego, aumento dos desocupados de longo prazo e perda de força dos salários.

Dessa forma, vemos sinais de desaceleração no mercado de trabalho americano, ainda que em ritmo lento, que estão em linha com as observações divulgadas pelo FED na ata mais recente e contribuem para aliviar a pressão sobre a inflação, visto que a atividade econômica sólida do país vem sendo sustentada pelo desemprego baixo e salários altos.

Ainda assim, mantemos a perspectiva de retorno da inflação à meta apenas em 2025 e apenas um corte de juros em 2024, mas esperamos pouco impacto nos índices acionários por causa disso.

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