PMIs fracos dos EUA geram alívio de temores com aperto monetário do Fed

Apple, Microsoft, Amazon, Tesla e as empresas matrizes Google e Facebook respondem por 25% do S&P 500 em 2022. O índice de referência do mercado de ações dos EUA é ponderado pelo valor de mercado. [Foto: Pixabay]

As bolsas da Europa operam em alta generalizada nesta sexta-feira (24), acompanhando a recuperação dos futuros de Nova York. O desempenho dos índices futuros dá continuidade à valorização da véspera nos mercados à vista, quando investidores reprecificaram expectativas para o aperto monetário nos EUA após novos dados econômicos do país. Divulgada ontem, a leitura prévia do PMI composto americano, que engloba os setores industrial e de serviços, veio no menor patamar em cinco meses. O resultado foi recebido como sinal de que o Fed não precisará ser tão agressivo no aperto monetário em curso para frear a inflação. Apesar da retomada do apetite ao risco em Wall Street, o S&P 500 segue em patamar de bear market. Na Europa, o otimismo se sobrepõe a indicadores macroeconômicos da região. O índice Ifo de sentimento das empresas da Alemanha caiu abaixo do esperado para junho, a 92,3. Já no Reino Unido, as vendas no varejo caíram 0,5% em maio no comparativo mensal, acima das projeções dos analistas consultados pelo Wall Street Journal.

As bolsas da Ásia fecharam em alta generalizada, em linha com o desempenho positivo dos mercados à vista em Wall Street na véspera. Os índices de Xangai, Tóquio e Hong Kong ampliaram os ganhos de ontem diante do apetite ao risco em Wall Street, enquanto o sul-coreano Kospi interrompeu uma sequência de dois pregões negativos.

Por aqui, o IPCA-15 de junho é o principal destaque na agenda do dia, que inclui também a pesquisa de confiança do consumidor brasileiro. Ontem à noite, o Conselho Monetário Nacional fixou a meta da inflação para 2025 em 3%. No radar corporativo, o conselho de administração da Petrobras se reúne para tentar eleger o novo presidente da estatal. Na política, o Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) abriu inquérito para apurar indícios de improbidade administrativa da direção da Petrobras nos recentes reajustes de preços. A investigação civil foi instaurada em novembro de 2021 na Procuradoria da República do estado, mas foi remetida ao MP apenas no dia 15 deste mês.

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