Apareceu no WSJ: Powell, do Fed, ancora expectativas em aumento de 0,5 p.p. da taxa em maio

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O presidente do Fed, Jerome Powell, sinalizou que o banco central provavelmente vai subir as taxas de juros em 0,5 p.p. na reunião do próximo mês, e indicou que reajustes similares podem ser ordenados a fim de baixar a inflação. 

Um aumento da taxa em maio, seguinte à decisão do Fed de subir as taxas de quase zero para 0,25 p.p. no mês passado, marcariam a primeira vez desde 2006 que o banco central americano aumentou sua taxa básica em reuniões consecutivas. Um aumento de 0,5 ponto seria o primeiro do tipo desde 2000.

O Fed indicou que também vai anunciar formalmente, na reunião de 3 a 4 de maio, planos para começar a reduzir o portfólio de US$ 9 trilhões de ativos em junho, um esforço duplo para remover estímulos na intenção de frear a pressão inflacionária, que estão no maior nível em quatro décadas. 

“É apropriado, na minha visão, se movimentar mais rápido” que o Fed fez no passado recente, disse Powell na quinta-feira (21). “Também acho que há algo na ideia de carregar no front-end” esses movimentos.

Jerome Powell falou na quinta-feira à tarde em um painel de discussão com a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, promovido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Foi a última aparição pública dele antes da reunião de política monetária do próximo mês. 

Os principais tenentes de Powell no comitê de definição de taxas do banco central americano já haviam consolidado as expectativas do mercado por um reajuste de 0,5 p.p. na reunião de maio. Autoridades do Fed, incluindo Lael Brainard, que espera a confirmação do Senado para assumir a vice-presidência do banco central, já sinalizaram unanimemente um desejo de subir as taxas rapidamente para um cenário mais neutro, que não forneça mais estímulo. O presidente do Fed de Nova York, John Williams, disse na semana passada que um aumento de 0,5 p.p. em maio seria uma “opção muito razoável”. 

O FMI espera que a economia mundial cresça 3,6% neste ano, abaixo dos 6,1% do ano passado. A nova projeção é 0,8 p.p. menor que a previsão de janeiro e um corte de 1,3 p.p. em relação a outubro de 2021. 

O grupo multilateral, em seu principal relatório, World Economic Outlook, também reduziu a projeção de crescimento global em 2023 para 3,6%, queda de 0,2 ponto em relação à previsão de janeiro.

Muitas economias de mercados emergentes que não são grandes exportadores de commodities e que assumiram maiores encargos de dívida após a pandemia de coronavírus em 2020 estão cada vez mais vulneráveis a um golpe triplo de preços mais altos de alimentos e energia, interrupções na cadeia de suprimentos, à medida que a China retoma os bloqueios para conter novos cepas do vírus, e, agora, uma política monetária mais apertada do Fed.

A Europa, enquanto isso, encara consequências potencialmente graves das ramificações da invasão da Ucrânia pela Rússia e medidas do Ocidente para isolar Moscou com sanções financeiras. Os preços de energia na Zona do Euro subiram 12,5% em março ante fevereiro e 44,7% na comparação anual, de acordo com a agência de estatística da União Europeia. Os preços de alimentos também estão subindo rapidamente, 0,9% em março e 5% ante o ano anterior, em parte devido a preocupações com a escassez de trigo e óleo vegetal, que a Rússia e Ucrânia produzem em grande quantidade. 

Os preços ao consumidor no Reino Unido vieram 7% mais altos em março comparado a um ano antes, uma alta em relação à taxa inflacionária de 6,2% em fevereiro e a mais alta desde março de 1992, disse o Escritório de Estatísticas Nacionais de Londres na semana passada. 

Christine Lagarde, presidente do BCE, se recusou na quinta-feira a endossar a perspectiva de que a instituição possa aumentar as taxas de juros em julho. “Isso será determinado pelos dados”, disse ela. Lagarde fez um contraste entre a alta inflação na Europa e nos EUA ao dizer que o mercado de trabalho nos EUA é muito mais forte. 

Powell alertou para os crescentes desequilíbrios de oferta e demanda no mercado de trabalho dos EUA, que alguns economistas temem que possam alimentar uma espiral de preços salariais, elevando a inflação à medida que os trabalhadores recebem aumentos nos salários.

Em julho de 2019, conforme a taxa de desemprego caía para a mínima em meio século, a 3,5%, mas a inflação ficou abaixo da meta de 2% do Fed, Powell descartou as preocupações de que o mercado de trabalho pudesse estar superaquecendo. “Para chamar algo de quente, você precisa ver um pouco de calor”, disse ele. 

Hoje, o crescimento salarial está nos níveis mais altos em anos, e o mercado de trabalho se apertou rapidamente, com a taxa de desemprego caindo para 3,6% em março, de 5,9% em junho passado. “Está muito quente. Está insustentavelmente quente”, disse Powell. “É nosso trabalho levá-lo a um lugar melhor, onde a oferta e a demanda estejam mais próximas”.

O Departamento do Trabalho está programado para informar em 29 de abril uma medida amplamente observada dos custos trabalhistas durante o primeiro trimestre. Economistas do JPMorgan estimam que uma divulgação separada do indicador de inflação preferido do Fed, feita pelo Departamento de Comércio, também prevista para 29 de abril, mostrará que os preços básicos, que excluem itens voláteis de alimentos e energia, subiram 5,3% no ano até março, abaixo do aumento de 12 meses de 5,4% em fevereiro.

Powell disse que o Fed está, acima de tudo, focado em reduzir a inflação. “Economias não funcionam sem estabilidade de preços”, disse ele. 

O Fed está tentando arquitetar um chamado “pouso suave”, no qual desacelera o crescimento o suficiente para baixar a inflação, mas de modo não tão agressivo a ponto de a economia cair em recessão. “Não acho que você vá ouvir alguém no Fed dizer que isso é simples ou fácil. Vai ser muito desafiador”, disse Powell. 

Em comentários pré-gravados numa conferência fechada na manhã de quinta-feira, Powell exaltou o exemplo do ex-presidente do Fed Paul Volcker, que elevou as taxas de juros agressivamente no início dos anos 1980 para conter a inflação.

“O presidente Volcker entendeu que as expectativas para a inflação têm papel significativo na persistência desta”, disse Powell. “Ele, portanto, teve que lutar em duas frentes: matar, como ele chamou, o ‘dragão inflacionário’ e desmantelar a crença do público de que a inflação elevada era um fato infeliz, mas imutável da vida.”

“Ele teve que manter o curso”, disse Powell.

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Versão em português por Isabela Jordão. Baseado no texto originalmente escrito por Nick Timiraos para o The Wall Street Journal

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