Protestos na China aliviam mercados e impulsionam commodities; Ibovespa acompanha

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O Ibovespa opera majoritariamente em alta na sessão desta terça-feira (29), depois de iniciar o pregão aos 109 mil pontos. O avanço é atribuído a fatores locais e externos. 

Em segundo plano, as movimentações da PEC de Transição, protocolada na segunda-feira pelo grupo do governo eleito, contribuem para a valorização do indicador, em meio a expectativas de desidratação dos gastos extrateto. Além disso, as atenções se dividem também com os investidores de olho no exterior.   

O índice teve máxima de 1,58%, elevada pelas altas de Vale [VALE3], Petrobras [PETR3; PETR4] e mineradoras. 

No contexto internacional, as atenções continuam sobre a China. Os protestos que vão contra as políticas de Covid-zero no país asiático causaram tensões no mercado na última segunda-feira (28). Nesta terça-feira, as bolsas na Ásia apresentaram melhora devido à possibilidade do afrouxamento das restrições para controlar o avanço da Covid-19. 

Comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed) também se destacam, com sugestões de que a instituição não deve alterar sua postura tão cedo. O presidente, Jerome Powell,

afirmou que a autoridade deverá manter os juros em um nível elevado em 2023 e 2024, e acredita que chegar à taxa terminal de juros o mais rápido possível é o melhor.

Amanhã, Jerome Powell, participará de evento em que deve falar sobre a política monetária da instituição.

Entre as maiores alta do Ibovespa até então, Petrobras [PETR3; PETR4] sobe 2,24%, 

PetroRio [PRIO3], 2,06%, e 3R Petroleum [RRRP3], 2,27%. 

Os papéis sobem alinhados com os contratos futuros de petróleo. O preço do óleo em alta ajuda com as expectativas de que a Opep reduza a produção e que a vacinação na China possa antecipar o final do lockdown.

Na ponta negativa do índice, Eletrobras [ELET6] recua 2,11%. Investidores repercutem a decisão do conselho de administração da empresa, que optou por suspender, este ano, o projeto de potencial migração da companhia para o Novo Mercado. 

O dólar recua 1,25%, cotado a R$ 5,29. Os juros futuros também caem hoje e acompanham as movimentações no exterior, enquanto os investidores monitoram os passos do Fed sobre o aperto monetário nos EUA. 

🇧🇷 Ibovespa +1,75% (110.724 pontos)

💵 Dólar -1,25% (R$ 5,30)

Cotações registradas às 12h30

Commodities

O petróleo opera em alta na sessão desta terça-feira. O movimento é apoiado pela expectativa de que a China afrouxe a política Covid-zero após protestos contra a estratégia, nas grandes cidades chinesas no fim de semana. Além disso, a esperança é que os principais produtores da commodity ajustem seus planos de produção na próxima reunião da Opep, impulsionando os ganhos.

O minério de ferro avançou 2,2% e encerrou a sessão cotado a US$ 99,50 a tonelada. A commodity caminha para um ganho mensal recorde, com momentos de instabilidade que desafiam as incertezas na China e deixam os preços vulneráveis ao risco de uma forte correção. A matéria-prima acumula alta de 27% em novembro, depois que a China anunciou várias medidas de apoio ao setor imobiliário este mês e melhorou as perspectivas para a construção.

🛢 Brent +2,09% (US$ 86,21)

🛢 WTI +2,282% (US$ 79,50)

🇨🇳 Minério de ferro +2,2% (US$ 99,50)

Cotações registradas às 12h30; minério de ferro referente a Cingapura

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